sábado, 10 de novembro de 2012

A Lei do Progresso ( evolução)





As inumeráveis reencarnações terrestres que acontecem durante os milhares de séculos representam escasso tempo para reeducar Inteligências pervertidas no crime.
Deus, em sua suprema sabedoria e imparcialidade, bondade e misericórdia, criou-nos a todos iguais, simples e ignorantes, dotando-nos do livre-arbítrio. Vamos construindo as diferenças pelo bom ou mau uso que fazemos desse livre-arbítrio. Os Espíritos que perseverarem na sua transformação moral, mais cedo atingirão o alvo da perfeição a que foram destinados.
Os “anjos” e “demônios” são, respectivamente, os Espíritos superiores e inferiores, isto é, criaturas em estágios evolutivos diferentes, estes últimos também a caminho da perfeição Os bons se tornando cada vez melhores e os maus se regenerando. Assim pé que, também, devemos encarar os nossos semelhantes encarnados, irmãos de jornada evolutiva. Deus, em sua majestosa perfeição e vontade, não deseja que nenhum de seus filhos se perca.
Sendo o Bem o fim supremo da Natureza, quem não aderir a Ele por amor votará impulsionado pelo aguilhão da dor, do tédio, da angústia, por estar em desacordo com as Leis Divinas.
Se o destino do ser humano estivesse inapelavelmente selado após a morte, todos estaríamos perdidos, visto termos sido muito mais maus do que bons e quase ninguém, no estágio atual de nossa evolução, mereceria um futuro espiritual melhor.
Uma vida, por mais longa que seja não é suficiente para nos esclarecer a respeito dos planos de Deus. Muitos não têm sequer como garantir a própria sobrevivência e muitos, menos ainda oportunidade de uma boa educação. Muitos não foram orientados para o bem. Outros desencarnam cedo demais, antes mesmo de se esclarecerem sobre o melhor caminho a seguir.
Como Deus, sendo o Supremo Poder, conhecedor inclusive do nosso futuro, criaria um filho sabendo que ele iria para um “inferno” para toda a eternidade? Que Deus seria esse? Onde estaria sua bondade e misericórdia?
Portando, ninguém está perdido. Cada qual tem a sua oportunidade que merece. Se um pai humano que é imperfeito e mau, não é capaz de condenar eternamente um filho, por pior que seja, quanto mais Deus, que é pai misericordioso e Perfeito.


Retirado do livro: Espiritualismo passo a passo com Kardec
Christianos Torchi.

domingo, 4 de novembro de 2012

DIA DE FINADOS E OS ESPÍRITAS









DIA DE FINADOS: Data em que muitos visitam os cemitérios para prestar homenagens aos seus entes desencarnados. É interessante discorrer sobre questionamentos com os quais, de vez em quando, somos
 questionados por conhecidos, curiosos ou interessados em se iniciar nos assuntos relativos à espiritualidade...
De vez em quando alguém pergunta "por que o espírita não vai ao cemitério" (no dia de finados, mais especificamente). Cabe aqui, portanto, um esclarecimento útil.
PRIMEIRO: - Nenhum espírita, em virtude de ideologia religiosa ou limitação de qualquer tipo imposta pela doutrina, "não pode" ir ao cemitério em qualquer época. Efetivamente, conheço muitos, simpatizantes ou espiritualistas convictos, que narram suas visitas a túmulos de parentes ou conhecidos.

SEGUNDO: - O que ocorre mais amiúde é que, detendo o espírita a tranquila convicção de que seu ente querido não mais se demora por estas bandas, tendo demandado estâncias outras, mais ricas de vida, guarda a consciência clara de que tudo o que ficou na sepultura foi a "roupagem gasta", e não mais, portanto, a pessoa com quem compartilhou experiências e afeto.

TERCEIRO: - Isto não implica em que o espírita sincero condene ou critique o posicionamento dos demais semelhantes que, de todo o coração, prestam com sinceridade as suas homenagens aos seus afeiçoados que se anteciparam na viagem deste para o outro lado da vida. Aliás, reza no próprio conhecimento da doutrina que muitos desencarnados visitam, efetivamente, os cemitérios por ocasião da data, em consideração às demonstração de amor com que ali são distinguidos. E muitos outros, ainda, afeitos aos costumes dentro dos quais desenvolveram suas experiências na matéria, conferem ainda muita importância a este gesto, ressentindo-se, de fato, daqueles que não o prestem nas datas de molde a serem lembrados.

Vistas estas considerações, é sensata a conclusão de que jamais cabe padrão algum de conduta no que toca ao sagrado universo íntimo humano. Cada agrupamento familiar terreno é único e peculiar, e ninguém melhor do que os seus componentes para estarem inteirados do que atinge ou não atinge mais de perto a cada um; o que convém ou o que não convém em matéria de sentimento e dedicação, cujos estágios e características se multiplicam ao infinito correspondente do número de habitantes do vasto universo humano.
Efetivamente, somos do lado de "lá" o que fomos aqui. É dever básico não só do espírita, quanto de qualquer pessoa que se diga civilizada, respeitar a diversidade dos caminhos escolhidos que, destarte, haverão de conduzir a cada ser, no tempo certo, ao mesmo ponto de encontro comum na intimidade das luzes divinas.
Questão de temperamento, de agrupamento humano, de fé e de hábitos, o ir ou não ir ao cemitério, de vez que é na sinceridade do gesto e não no gesto em si que se vislumbra a verdadeira homenagem aos desencarnados, de forma que, amor pelos mesmos, podemos dirigir-lhes tanto do recesso abençoado do nosso recanto de meditação no lar, quanto do ambiente de qualquer templo religioso, ou ainda diariamente, no movimento tumultuado das ruas ou também no cemitério, a qualquer dia do ano.
De forma que aqueles que partiram nos amando de todo o coração haverão de valorizar e entender a nossa melhor intenção ao seu respeito, seja de onde for que se irradie, colhendo-os de pronto, pela linguagem instantânea do coração e do pensamento. Os que foram afeitos aos hábitos costumeiros do dia de finados, na medida de suas possibilidades espirituais após a transição lá estarão, junto à sepultura física, colhendo com sincera afeição os votos de paz e as preces que lhes estejam sendo dirigidas.
Os provenientes dos lares espiritualistas na Terra receberão as mesmas demonstrações de amor a qualquer tempo, em qualquer data que faça emergir naqueles que ficaram para trás no aprendizado físico as gratas lembranças com que são evocados.
O importante é que espíritas e não-espíritas têm em comum, em relação aos seus amados que já se foram, à qualquer época, a linguagem inconfundível do amor entre as almas. Enxerguemos acima dos horizontes das limitações de visão humanas para alcançarmos com clareza a compreensão de que é assunto individual a forma como celebramos o nosso afeto para com os nossos entes queridos, e que o fator da sinceridade e da intenção é o que de fato conta, na certeza de que nossas preces e votos de paz serão bem recebidos por aqueles que prosseguem nos amando de igual forma na continuidade pura e simples da vida, que a todos aguarda para além das portas da sepultura, sob as bênçãos de Jesus



Fonte:
http://www.forumespirita.net/fe/

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A Família




O Papel da família é estreitar os laços sociais, o que é feito por meio da reencarnação, que vem a ser o filtro pelo qual os Espíritos se aprimoram, progridem, de modo que, gradualmente, a sociedade vai se depurando, pois os elo
s consangüíneos, além de solidificarem os laços de afeto entre os que se amam, permitem o reencontro e a conseqüente reconciliação de velhos inimigos de outras vidas, de modo que assim se cumpre a lei de amor, num aprendizado permanente.

Devido à categoria espiritual inferior do nosso globo, a maioria das ligações sentimentais entre os casais é de ordem expiatória, em face de compromissos negativos assumidos em outras encarnações. Esse o motivo de tantos desentendimentos entre os casais, cuja união se destina a proporcionar oportunidade de reeducação para os antigos desafetos.

O adversário de ontem, muitas vezes, renasce como um filho querido, agora embalado no colo do antigo desafeto, sob as misteriosas vibrações da maternidade e da paternidade, palco no qual os homens aprendem a amar-se e a compreender-se.

Muitas pessoas confundem casa com lar. A casa é a edificação material: o alicerce, as paredes, o telhado, etc. Já o lar é a edificação espiritual, a reunião de pessoas, com finalidades evolutivas, simbolizadas pela renúncia, dedicação, silêncio, zelo, perdão, trabalho, respeito mútuo.

Portanto, reflitamos sobre os nossos deveres em relação à família, e verifiquemos se não estamos nos omitindo.

Retirado do Livro: Espiritismo passo a passo com Kardec
Christiano Torchi. FEB

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Histórias de Chico Xavier - "Vá com Deus"




Eram oito horas da manhã de um sábado de maio. Chico levantara-se apressado. Dormira demais. Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel.
Não esperara a charrete. Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda.
Não andava, voava, tão velozmente caminhava.
Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:
- Chico, estou esperando-o desde as seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
- Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço lhe atenderei.
D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.
Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
- Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudica-lo.
Chico volta e atende.
- Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado Médium.
Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:
- Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!
Chico parte apressado. Quer recobrar os minutos perdidos.
Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
- Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D.
Alice e caminhando para você.
Chico para e olha: uma massa branca de fluídos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...
- Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando
possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
- Imagine se, ao invés de VÁ COM DEUS, dissesse, magoada, "vá com o
diabo". Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior...
E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida. Entendendo em tudo e por tudo o SERVIÇO DO SENHOR, refletindo nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.

Extraído do livro "Lindos Casos de Chico Xavier" de RamiroRaquel Gama.

domingo, 21 de outubro de 2012

Aborto




A Doutrina Espírita admite o aborto apenas em uma situação: na hipótese de a gravidez representar perigo para a vida da gestante. No caso do estupro, deve ser preservado o direito do inocente que está para nascer. Se a mãe não desejar o fruto daquele relacionamento espúrio (ilegítimo), que dê a luz à criança e depois a entregue para adoção, se conseguir. Não é raro acontecer que a mãe termine apegando-se amorosamente à criança, a princípio rejeitada, que geralmente se transforma em arrimo (suporte) material e moral da mãe nos dias de sua velhice. Geralmente o estupro, sendo resultante da lei de causa e efeito, representa uma expiação para a mãe e para os familiares, que terão uma grande oportunidade de superar, juntos, as dificuldades e os sofrimentos. O aborto é um ato de covardia, um assassinato praticado contra uma criatura indefesa. Pior que isso, é um crime contra a Natureza, uma vez que o direito de nascer é de Procedência Divina. Não cabe a criatura alguma a faculdade de obstar esse direito, extinguindo a vida de um ser em formação. A vida é um bem indisponível, da qual somos meros usufrutuários.
A União do Espírito ao corpo inicia-se no momento da fecundação, mas só se completa por ocasião do nascimento. Portanto, desde o início da gestação, já há um Espírito ligado ao ovo.
A vida humana é um processo e não uma estação, que se inicia no momento da concepção e que se estende por demais fases: zigoto, mórula, blástula, pré-embrião, embrião, feto, bebê, criança, jovem, adulto e idoso. Interrompê-la em quaisquer dessas fases representa um sério atentado contra a vida. Este não é um argumento religioso; é um argumento científico!
O abortamento significa a expulsão do Espírito de forma violenta, portanto um crime, pelo qual respondem os que praticam a decisão de efetivá-lo e os que executam.
O Velho Testamento, o mandamento da lei moral ainda em vigor preconiza o “não matarás”. Com que direito então vamos condenar um inocente, que tem o mesmo direito à vida que nós encarnados?
O aborto frustra o trabalho de verdadeiras equipes espirituais que se coordenam no esforço abnegado para o êxito do processo reencarnatório.
Às vezes a criança que se pretende abortar pode ser um Espírito adiantado, cujo planejamento reencarnatório prevê o cumprimento de tarefas missionárias na Terra, como já aconteceu tantas vezes, ao que se observa das narrativas históricas, e, se não fossem as heróicas mães, que tiveram a coragem de afrontar determinadas circunstâncias desfavoráveis ao nascimento de seus rebentos, o mundo não teria se beneficiado das contribuições inestimáveis ao seu progresso intelectual e moral, trazidas por esses benfeitores da Humanidade. Independente da missão a ser desenvolvida, uma vez que todo Espírito tem uma tarefa a cumprir na sociedade, por mais simples que seja o aborto deve ser evitado sempre.
Mesmo diante da possibilidade de o filho nascer com deformidades físicas, como, por exemplo, no caso da hidrocefalia (presença anormal de líquido no cérebro) e da anencefalia (ausência do cérebro físico), a Doutrina espírita não recomenda o aborto, que, muitas vezes, é autorizado, inadvertidamente, por magistrados desconhecedores das Leis Naturais em estudo. Não há acaso no processo reencarnatório, pois a Leis Divinas obedecem a um planejamento, tendo em vista a reeducação e a felicidade das criaturas. Nas maiorias das vezes, as deformidades físicas fazem parte do programa expiatório do reencarnatório.
É muito mais sensato enfrentar a gravidez, em qualquer situação, do que praticar um crime dessa natureza. Além da consciência tranquila, os pais receberão a ajuda necessária do Criador para cumprir o seu papel.
Desde que as criaturas se permitem a comunhão sexual, é justo que se submetam ao tributo da responsabilidade do ato livremente praticado.  

Retirado do Livro Espiritismo passo a passo com Kardec
Christiano Torchi
FEB





quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A Prece






A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação.  Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores. Dentro dessa realização o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder.
Não se pode ignorar que as próprias formas inferiores da Terra se alimentam quase que integralmente de raios. Descem sobre a fronte humana, em cada minuto, bilhões de raios cósmicos, oriundos de estrelas e planetas amplamente distanciados da Terra, sem nos referirmos aos raios solares, caloríficos e luminosos, que a ciência Terrestre mal começa a conhecer. Os raios gama, proveniente do rádio que se desintegra incessantemente no solo, e os de várias expressões emitidos pela água e pelos metais, alcançam os habitantes da Terra pelos pés, determinando consideráveis influencias. E em sentido horizontal experimenta o homem a atuação dos raios magnéticos exteriorizados pelos vegetais, pelos irracionais e pelos próprios semelhantes.
Cada um de nós recebe trilhões de raios de várias ordens e emitimos forças que nos são peculiares e que vão atuar no plano da vida, por vezes, em regiões afastadas de nós.  Nesse círculo de permuta incessante, os raios divinos, expedidos pela oração santificadora, se convertem em fatores adiantados de cooperação eficiente e definitiva na cura do corpo, na renovação da alma e iluminação da consciência. Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio do sentimento, transforma-se gradativamente, em foco irradiante de energias da Divindade.
Retirado do Livro: Missionário da Luz
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de André Luiz. 

sábado, 8 de setembro de 2012



Ninguém vive no mundo ao sabor de forças cegas ou à mercê de um ser superior que brinca dedados com as vidas humanas. Ao contrário, tudo se encandeia no universo. Tudo e todos estão ligados por fios invisíveis que se cruzam no tempo e no espaço, nas experiências vivenciadas no passado. Ou, então os encontros e desencontros da vida presente resultam em futuros compromissos, em futuros vôos da alma em companhia daqueles com os quais conviveu e interagiu em sua passagem pelo palco do mundo. Ao encontrar um outro ser relacionar-se por alguns momentos ou por anos, ninguém permanece o mesmo. Em tudo no universo há troca incessante de energias, de experiência. Sempre adquirimos ou assimilamos algo do próximo, tanto quanto influenciamos ou outro com a nossa presença em sua vida. Nossa presença nas experiências do outro pode desencadear processos de dor ou de felicidade. A participação de outra pessoas em nossas vidas também influencia de uma forma ou de outra aquilo que somos e, muitas, vezes, desencadeia processos cármicos que precisamos vivenciar.
 Retirado do livro: Encontro com a Vida

Desdobramento



Através do sono físico todos os seres humanos se desdobram ou se projetam espiritualmente em outras dimensões além do mundo material. Médiuns esclarecidos conseguem maior expansão de suas consciências e auxiliam os espíritos em diversas tarefas do lado de lá da vida. Aqueles que se desdobram podem conservar ou não a consciência em outras dimensões.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Laços de família



Deus não dá prova superior às forças daquele que a pede, só permite as que podem ser cumpridas. Se isso não acontecer, não será por falta de possibilidade e sim falta de vontade. Pois ao invés de resistir aos maus caminhos, sentem prazer neles. A estes ficam reservado o pranto e a tristeza em existências posteriores. Mas, Deus nunca fecha as portas ao arrependimento, um dia o culpado, cansado de sofrer devido aos seus próprios erros, desejará uma nova oportunidade.
As provas rudes são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, é um momento muito importante, no qual, cabe ao Espírito não falhar, para não perder o fruto de tais provas e ter que recomeçar. Por isso devemos agradecer a Deus as provações que passamos nessa terra, pois ao desencarnarmos, teremos a verdadeira visão do porque de tudo que passamos. E aí nos sentiremos vitoriosos.
De todas as provas, as mais duras são as que afetam o coração. Aquele que suporta a miséria e as privações materiais, às vezes cai, sucumbe diante das amarguras domésticas, entristecendo pela ingratidão daqueles que ama.
Mas, para suportar todo esse sofrimento, é necessário que o homem, não se prenda só na vida terrena, vendo uma única existência. É preciso que se eleve e pense no infinito do passado e do futuro. Pois, o que lhe parece verdadeiras monstruosidades na Terra, lhe parecerá simples arranhaduras no mundo espiritual. Nesse modo de ver, os laços de família, não são só materiais, são laços duradouros do Espírito, que se perpetuam e consolidam com o depuramento que acontece nas diversas encarnações que se fazem necessárias.
Os Espíritos que encarnam juntos para o progresso moral, formam famílias. Esses, em suas migrações terrenas, se buscam tornando-se um grupo, originando-se daí as famílias unidas e heterogêneas. Nessas reencarnações, acontece de ficarem temporariamente separados, porém, mais tarde tornam a encontrar-se, desejosos de novos progressos.
No mundo espiritual não se trabalha só para si, permite Deus que Espíritos menos adiantados encarnem entre esses espíritos, a fim de receberem conselhos e bons exemplos, a bem de seu progresso. Porém, devido ao atraso espiritual, se tornam por vezes, causa de perturbação no meio daqueles outros, o que constitui prova e tarefa a desempenhar.
Evangelho Segundo Espiritismo (Allan Kardec)

Acolha-os como irmãos auxiliem-os, e depois, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo alguns náufragos que, há seu tempo, poderão salvar outros.
(Santo Agostinho)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A Mediunidade

                  


                   A mediunidade não encontra barreiras.Qualque que seja a religião, a mediunidade está aí, presente nas vidas dos homens, objetivando elevar e fazer progredir, embora muitos a utilizem com fins diferentes daqueles para os quais foi programada. Mediunidade funciona como uma espécie de parceria entre os encarnados e desencarnados.
                  O Espírito comunicante transmite a ideia, o pensamento e o médium, na medida de sua capacidade, reveste a ideia de seus próprios recursos, de seu vocabulário. O cérebro perispiritual ou espiritual é repleto de conhecimento arquivados durante as vidas pretéritas. No intercâmbio o espírito toma das expressões próprias do médium, de seus conhecimentos arquivados na memória espiritual e reveste o seu pensamento com tais recursos, estabelecendo a comunicação.
                   Para que o fenõmeno aconteça, não importa qual seja a religião do medianeiro. A atuação espiritual se faz presente. Muitas vezes os espíritos se utilizam dos homens sem que eles ao menos suspeitem. Escritores, médicos, pastores, padres e oradores são invariavelmente médiuns, inconscientes da atividade que os espíritos exercem sobre eles.
                  Muitos conceitos morais e orientações de ordem superior vêm através de oradores, das pregações de pastores e padres, sem que eles saibam que estão trabalhando como médiuns. Da mesma forma, muitos espíritos irresponsáveis, sem nenhum compromisso com a verdade, se utilizam dos seres humanos, em qualquer lugar em que se encontrem, como médiuns seuss. Dese intercâmbio infeliz nascem as intuições negativas, as ideias errôneas, os conluios tenebrosos que dão lugar às obsessões de toda espécie. Tudo é questão de sintonia.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Ingratidão dos filhos e os laços de família




A ingratidão é um dos frutos mais diretos do egoísmo. Mas, a dos filhos para com seus  pais apresenta caráter ainda mais odioso.

Quando deixa a Terra, o Espírito leva consigo as paixões ou as virtudes inerentes à sua natureza. Uns se aperfeiçoam no espaço, outros permanecem estacionados, até que resolvam evoluir. Muitos vão cheios de ódios, violentos e insaciados por desejo de vingança. Destes, há os que estão em grau mais elevados do que outros, e aos primeiros é permitido saber um pouco da verdade e das conseqüências de seus baixos sentimentos,  sendo  induzidos a tomar boas resoluções.  Compreendem que, para chegarem a uma maior evolução, há uma só senha: caridade. Não há caridade sem perdão, nem com o coração tomado de ódio. Porém, não é fácil perdoar e amar os que lhe destruíram os sonhos, o trabalho, a honra, a família. É necessário muito esforço, muita oração, muita ajuda espiritual para perseverar. O tempo que levará para que essa compreensão das coisas aconteça, depende da capacidade de cada ser. Quando isso acontece, o Espírito desejando evoluir, aproveita de um corpo em preparo na família daquele a quem detestou, e pede aos Espíritos responsáveis pela encarnação, permissão para reencarnar naquele corpo que acaba de formar-se. Sua vitória nesse convívio dependerá da firmeza de suas boas resoluções, pois, o contato freqüente com os seres a quem odiou constitui prova terrível, sob a qual pode fracassar se não for bastante forte a sua determinação. Neste caso, ele poderá ser amigo ou inimigo daqueles entre os quais foi chamado a viver. È como se explicam esses ódios, essas repulsões instintivas, que se notam da parte de certas crianças e adolescentes e que parecem injustificáveis.
Espíritas, compreendam o grande papel da humanidade. Quando um corpo é preparado, a alma que nele encarna, vem do espaço para progredir.  Cabe aos pais que tem a guarda do filho, dar educação moral para o seu aperfeiçoamento e o seu bem estar futuro, aproximando-o de Deus.

Desde pequenina a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho, os pais devem ao perceber indícios desses vícios, combatê-los para não enraizarem. Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixarem que se desenvolva o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão.  Quando os pais fazem tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançarem êxito, não devem se culpar, apesar de ser natural essa amargura, por verem improdutivos os seus esforços. Mas acredite, trata-se apenas de um retardamento que lhes será concedido concluir em outra existência  o que começou nesta e que um dia, mais evoluído, o filho hoje ingrato os recompensará com seu amor.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Parentes da carne e do Espírito!


Os laços do sangue não criam diretamente uma ligação, um vínculo entre os Espíritos. O corpo procede do corpo ( geneticamente), mas o Espírito não procede do Espírito. Antes da formação do corpo já existe o Espírito. O pai e a mãe auxiliam no desenvolvimento intelectual e moral dos filhos para fazê-los progredir na vida, e espiritualmente.

Normalmente os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são na maioria das vezes Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores e que se afeiçoaram na vida terrena. Mas, também pode acontecer que sejam completamente estranhos uns aos outros, com gostos e idéias distintas, e que neste caso, a aproximação lhe servirá como provação. Não são os laços consangüíneos que unem as famílias e sim os da simpatia e da comunhão das idéias, isso sim prende os Espíritos antes, durante e depois de suas reencarnações. Dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito do que os de sangue, estes, podem buscar-se na vida sentir prazer quando estão juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se.
Há duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. As primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo Espiritual, através das várias encarnações da alma, e as segunda, frágeis como a matéria extinguem-se com o tempo


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Pense antes de agir




Não levar desaforo para casa, estar sempre pronto para responder, retrucar, enfim, não ser “feito de boba (o)”.  Será que essa atitude é a melhor a ser tomada, o toma lá da cá? Encontrei algumas respostas no Evangelho Segundo o Espiritismo, espero que elas os ajudem a pensar melhor antes de reagir sem pensar.

A Caridade moral consiste em se suportarem uma as outras criaturas desse planeta, e isso é o que menos fazemos nesse mundo inferior chamado Terra.  Às vezes devemos nos calar, deixando que o outro fale. Isso é um gênero da caridade, saber ser surdo, quando uma palavra, agressiva, zombeteira se escapa de uma boca habituada a ofender. Também não devemos nos importar com o sorriso de desdém de algumas pessoas que se julgam acima de nós, e que na verdade, na vida espiritual, estão quase sempre muito abaixo. Na contra mão disso, temos que tomar cuidado, em não desprezar o outro, pois aquele que se encontra nessa vida em posição inferior a nossa, pode está muito mais evoluído do que pensamos na vida espiritual. Somos todos irmãos, pense sempre nisso antes de tomar determinadas atitudes.
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec.

domingo, 15 de julho de 2012

Umbanda e Espiritismo



 O Espiritismo é a doutrina codificada por Allan Kardec e inaugurada na Terra em 18 de Abril de 1857, na França. Tem por objetivo estudar as leis espirituais que regem os dois mundos, de encarnados e desencarnados, estabelecendo, em bases de sólida moral, os princípios superiores da vida. É doutrina consoladora e visa ao despertamento do homem, a sua descoberta interior, ao despertar e à iluminação de sua consciência. O termo espiritismo foi criado por Allan Kardec para referir-se à doutrina dos espíritos, codificado por ele, e, embora a umbanda seja uma religião de caráter mediúnico, não é espiritismo, nem alto e nem baixo, assim como o candomblé e a umbanda não são a mesma coisa.
Aqui no Brasil, talvez por falta de orientação, as pessoas tomaram emprestado o termo espiritismo para designar toda manifestação mediúnica ou que julguem mediúnicas, embora não seja espiritismo. A confusão se estabeleceu por causa da desinformação por parte do povo, que, devido à divulgação da doutrina espírita no Brasil, aproveitou e tentou unir as duas expressões, umbanda e espiritismo, embora sejam distintas uma da outra. A Umbanda é uma religião que guarda muitos elementos ritualísticos, próprios do seu culto, utilizando-se os seus médiuns de roupas brancas, como uniformes, de colares, em alguns casos, banhos de ervas, defumadores e todo um instrumental, para canalizar as energias psíquicas no trabalho que realizam. No espiritismo, no entanto, não temos nenhum ritual, nem roupas brancas, velas, banhos e nenhuma outra forma externa de culto. Prima-se no espiritismo, pela simplicidade absoluta, Se você encontrar, algum dia, alguma casa ou centro que diz ser espírita, mas continua utilizando ritual ou não se encaixa na característica simplicidade, que encontramos nos livros de Allan Kardec, poderá ser qualquer outra coisa, menos espiritismo, mesmo que seus dirigentes digam o contrário.
Existem muitos centros que utilizam métodos próprios, com rituais, uniforme e um monte de outras coisas com objetivos os mais variados; mesmo que sejam bons, não refletem a natureza dos princípios espiritistas. São respeitáveis em seus propósitos, mas, se teimam em agir contrariamente às orientações de Allan Kardec, caracterizam-se como espiritualistas, mas não espíritas.
A Umbanda, embora trabalhe com expressões do mundo espiritual, os seus métodos diferem dos espíritas, pois não se baseiam nos ensinamentos de Allan Kardec, mesmo que leiam  e recomendem os livros espíritas. Tem literatura própria, ensinamentos que, em suas bases, refletem as verdades espirituais e, na forma, diferem da maneira como se estuda nos centros e nas fraternidades espíritas. Contudo, continuam sendo merecedores de respeito, carinho e amor, os quais devem reger as relações da grande família espiritual.
    
Livro Tambores de Angola
Robson Pinheiro

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Diferenças Mediúnicas entre Umbanda e Kardecismo



O preconceito na maioria das vezes vem por desconhecimento do assunto Antes de criarmos barreiras, devemos ler, pesquisar, estudar. Quando ignoramos o assunto, temos dificuldade de pensar por nós mesmos.






No livro “Lições de Umbanda e Quimbanda na Palavra de Um Preto Velho” – W. W. da Matta e Silva, há um relato de Pai Ernesto de Moçambique sobre a diferença entre a mediunidade da “mesa kardecista” e a mediunidade de Umbanda :

Pergunta : Existe alguma diferença entre a mediunidade da mesa kardecista e a mediunidade de Umbanda?

Resposta : “Sim! A mediunidade no chamado espiritismo de mesa é acentuadamente mental, as comunicações são quase telepáticas, predominantemente inspirativas, isto e’, os espíritos atuam mais sobre a mente dos médiuns, pois a atividade do espiritismo se processa mais no plano mental. Espiritismo de mesa não tem a missão de atuar no baixo astral contra os elementos de magia negra, como acontece com a Umbanda. Ele é quase exclusivamente doutrinário, mostrando aos homens o caminho a ser seguido a fim de se elevarem verticalmente a Deus. Sua doutrina fundamenta-se principalmente na reencarnação e na Lei da Causa e do Efeito. Abre a porta, mostra o caminho iluminado e aconselha o homem a percorrê-lo a fim de alcançar a sua libertação dos renascimentos dolorosos em mundos de sofrimentos, como é o nosso atualmente, candidatando-se à vivência em mundos melhores. Em virtude disso, a defesa do médium kardecista reside quase exclusivamente na sua conduta moral e elevação dos sentimentos, portanto os espíritos da mesa kardecista, após cumprirem suas tarefas benfeitoras, devem atender outras obrigações inadiáveis.

É da tradição espirita kardecista que os espíritos manifestem-se pelo pensamento, cabendo aos médiuns transmitirem as ideia com o seu próprio vocabulário e não as configurações dos espíritos comunicantes.
Em face do habitual cerceamento mediúnico junto às mesas kardecistas, os espíritos tem de se limitar ao intercâmbio mais mental e menos fenomênico, isto é, mais ideias e menos personalidade. Qualquer coação ou advertência contraria no exercício da mediunidade reduz-lhe a passividade mediúnica e desperta a condição anímica. Por esta razão há muito animismo na corrente kardecista.
A faculdade mediúnica do médium ou cavalo de Umbanda é muito diferente da do médium kardecista, considerando-se que um dos principais trabalhos da Umbanda é atuar no baixo astral, submundo das energias degradantes e fonte primaria da vida.
Os médiuns de Umbanda lidam com toda a sorte de tropeços, ciladas, mistificações, magias e demandas contra espíritos sumamente poderosos e cruéis, que manipulam as forcas ocultas negativas com sabedoria. Em consequência o seu desenvolvimento obedece a uma técnica especifica diferente da dos médiuns kardecistas. Para se resguardar das vibrações e ataques das chamadas falanges negras, ele tem de valer-se dos elementos da natureza, como seja: banhos de ervas, perfumes, defumações, oferendas nos diversos reinos da natureza, fonte original dos Orixás ,Guias e Protetores, como meios de defesa e limpeza da aura física e psíquica, para poder estar em condições de desempenhar a sua tarefa, sem embargo da indispensável proteção dos seus Guias e Protetores espirituais, em virtude de participarem de trabalhos mediúnicos que ferem profundamente a ação dos espíritos das falanges negras, isto e’, do mal que os perseguem, sempre procurando tirar uma desforra.
Por isso a proteção dos filhos de Terreiro é constituída por verdadeiras tropas de choque comandadas pelos experimentados Orixás, conhecedores das manhas e astucias dos magos negros. Sua atuação é permanente na crosta da Terra e vigiam atentamente os médiuns contra investidas adversas, certos de que ainda é muito precária a defesa guarnecida pela evocação de pensamentos ou de conduta moral superior, ainda bastante rara entre as melhores criaturas. Os Chefes de Legião, Falanges, Sub-falanges, Grupamentos e Protetores, também assumem pesados deveres e responsabilidade de segurança e proteção de seus médiuns. É um compromisso de serviço de fidelidade mutua, porem, de maior responsabilidades dos Chefes de Terreiro.
Dai as descargas fluídicas que se processam nos Terreiros, após certos trabalhos, com a colaboração das falanges do mar e da cachoeira, defumação dos médiuns e do ambiente e dando de beber a todos água fluidificada. Espirito que encarna com o compromisso de mediunidade de Umbanda, recebe no espaço, na preparação de sua reencarnação, nos seus plexos nervosos ou chacras, um acréscimo de energia vital eletromagnética necessária para que ele possa suportar a pesada tarefa que irá desempenhar.
Na corrente kardecista, isto não é necessário, em virtude de não ter de enfrentar trabalhos de magia negra, como acontece na Umbanda, e mesmo permitir aos guias atuarem-lhe mais fortemente nas regiões dos plexos, assumindo o domínio do corpo físico e plastificando suas principais características. É natural vermos caboclos e pretos velhos revelarem-se nos Terreiros com linguagem deturpada para melhor compreensão da massa humilde, assim como as crianças, encarnando suas maneiras infantis para melhor aceitação das mesmas. “

segunda-feira, 4 de junho de 2012

MENSAGEM AOS ESPÍRITA



Assunto: Preservação dos Princípios Doutrinários na Prática Espírita
"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios."
Bezerra de Menezes (Mensagem "Unificação", psicografia de
Francisco Cândido Xavier - Reformador, agosto 2001)



Considerando que as idéias espíritas, tais como reencarnação, imortalidade, comunicação com os Espíritos e vida após a morte, têm sido alvo de interesse geral, propiciando à mídia a divulgação de filmes, teatro, livros e notícias de fatos ocorridos, que mostram, cada vez mais, a certeza dessas verdades que a Doutrina Espírita divulga há 150 anos;
Considerando que essa promoção é perfeitamente compatível com os propósitos do Movimento Espírita que é o de colocar ao alcance e a serviços de todos a mensagem consoladora e esclarecedora da Doutrina Espírita, dando sentido à vida e trazendo respostas às inquietações de muitos seres humanos com tendência ao suicídio, à violência, ao uso das drogas e à desagregação familiar;
Considerando que, com a divulgação feita pela mídia, independentemente da ação do Movimento Espírita, é natural que um número cada vez maior de pessoas procure os núcleos espíritas, interessado em aprofundar-se no conhecimento dos ensinos doutrinários e em receber a assistência, o esclarecimento e a orientação de que necessita, bem como preparar-se para o trabalho voluntário, na assistência e promoção social, no atendimento aos que necessitam de amparo espiritual e em outras atividades;
Considerando que esta circunstância oferece ao trabalhador espírita a oportunidade de intensificar o desenvolvimento de suas tarefas voltadas ao estudo, à difusão e à prática do Espiritismo, consciente de que a convicção do ser humano quanto à sua condição de Espírito imortal é fundamental para ajudá-lo a atravessar esta fase de transição em que nos encontramos, quando se prepara a Humanidade para ascender à condição de mundo de regeneração;
Considerando que o Centro Espírita continua a ser o núcleo básico da difusão espírita, propiciando espaço para todas as atividades de atendimento e de estudo aos interessados em receber os benefícios da Doutrina Espírita, tal como foi revelada pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec e nas obras que, seguindo suas diretrizes, lhe são complementares e subsidiárias,

O CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL, EM SUA REUNIÃO DE 10 A 12 DE NOVEMBRO DE 2006, RECOMENDA:

1 - que os dirigentes e trabalhadores espíritas intensifiquem os seus esforços no sentido de colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviços de todos os homens, divulgando os seus ensinos com o propósito de esclarecer fraternalmente, sem impor e sem pretender converter a quem quer que seja;

2 - que procuremos aprimorar, ampliar e multiplicar os núcleos espíritas, utilizando toda a sua potencialidade no atendimento às necessidades de assistência, de conhecimento, de estudo e de orientação que os seres humanos apresentam;

3 - que no desenvolvimento da tarefa de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita:

3.1 - estudemos constantemente a Doutrina Espírita, não só para o nosso próprio aprimoramento, como também, para manter o trabalho doutrinário dentro dos princípios espíritas, sem as influências nocivas de interpretações pessoais distorcidas;

3.2- trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, impondo silêncio aos nossos ciúmes e às nossas discórdias, para não prejudicar e nem retardar a execução do trabalho, em qualquer área de atividade em que nos encontremos;

3.3- mantenhamos o Espiritismo com a pureza doutrinária própria do Cristianismo nascente, sem incorporar à sua prática qualquer forma de ritual, de sacramento ou de idolatria, incompatível com os seus princípios. É lícito, justo e conveniente orarmos em benefício de alguém que nasce, de um casal que assume compromissos matrimoniais ou de alguém que retorna à vida espiritual. Não é lícito, todavia, sacramentarmos esses gestos, chamando-os de "batizado espírita", "casamento espírita" ou "funeral espírita", mesmo quando se apresentam sob aparente legalidade. As instituições que se classificam como espíritas, têm o dever decorrente de pautar a sua prática dentro dos princípios contidos nas obras básicas de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita, e tem o direito constitucional de preservar a sua autonomia e liberdade de ação na execução desses princípios. O Espiritismo não tem sacerdotes e nas atividades verdadeiramente espíritas a ninguém é dado o direito de consagrar atos ou fazer concessões, seja em nome de Deus, de Jesus, dos Espíritos Superiores ou da própria Doutrina Espírita;

3.4 - colaboremos com os órgãos públicos e com a sociedade em geral, em todas as suas ações marcadas pelos propósitos de solidariedade e de fraternidade, visando a assistência e a promoção material, social e espiritual do ser humano, preservando e praticando, todavia, a integridade dos princípios e objetivos doutrinários espíritas que caracterizam a instituição;

3.5 - relacionemo-nos com os representantes e seguidores de todos os segmentos religiosos, procurando construir a base de um convívio salutar, marcado pelo respeito recíproco e pela fraternidade, base fundamental para a construção de uma sociedade em que a multiplicidade de convicções sociais, filosóficas ou religiosas não seja impedimento para a coexistência fraterna.

Com isto estaremos vivenciando e preservando plenamente os princípios da Doutrina Espírita.