terça-feira, 15 de maio de 2018

Perispírito


Considerações Iniciais do Palestrante:
Estamos aqui para discutir um importante assunto que é o conhecimento do perispírito e a sua importância no entendimento das doenças que nos acometem. A importância do conhecimento sobre o perispírito é de muita utilidade no campo da mediunidade e também no que diz respeito ao entendimento e atuação na medicina espiritual que é o enfoque que daremos ao estudo de hoje. No início da Codificação, Kardec e os espíritos não puderam nos dar muitos detalhes a respeito da composição e das funções do perispírito. Motivos: a ciência não estava com nível de evolução suficiente para entender a característica deste elemento que foi designado de “semi-material” e também devido a dificuldade de existirem termos análogos para que eles pudessem nos dar uma ideia melhor a respeito do perispírito.
Hoje em dia, após aproximadamente 50 anos de informações dadas, principalmente por André Luiz e Emmanuel, e também devido ao avanço que a ciência alcançou, temos condições de entender com mais clareza o que é o peris-pírito. Observamos, também, que as conclusões que chegamos a respeito do perispírito, independente da diferença de termi-nologia utilizada, é muito parecido, principalmente com o pensamento das escolas orientais que detêm esse conhecimento há mais tempo que os espíritas. (t)
Perguntas e Respostas
Pergunta: O Que é o Perispírito?
Resposta: Definição dada a Kardec pelos espíritos: “… é o laço que liga a alma ao corpo.” … “Sua natureza é semi-material e é extraído do fluido universal de cada globo” “Por meio desse laço é que o espírito atua sobre a matéria e reciprocamente”. De uma maneira mais simples, podemos dizer que o perispírito, na verdade, não é um elemento homogêneo e sim, varia de grau de condensação. Do espírito para o corpo físico há uma condensação gradativa até atingir a condensação característica do corpo físico. O fluido cósmico universal é a ma-téria mais sutil que conhecemos, é dele que se originam todas as formas materiais que conhecemos.
O espírito é alguma coisa, porém a matéria prima que o compõe é diferente do fluido cósmico universal. O fluido cósmico universal no seu maior grau de pureza tem condições de manter afinidade com o espírito. No outro extremo, temos o corpo físico, que é fluido cósmico universal num grau de condensação que nos permite visualizá-lo. E entre esses dois extremos, temos uma infinidade de formas estruturais do FCU, que atenuam a diferença dos dois extremos, possibilitando um contato mais lógico entre os dois extremos tão diferentes. (t)
Pergunta: Se fosse possível a todos os encarnados ver o perispírito dos outros encarnados, que diferenças básicas encontraria? (Aprendi numa palestra que nosso Perispírito é idêntico ao nosso corpo enquanto encarnados, ou seja, que ele [o perispírito] tem um coração, fígado, cérebro, etc…)
Resposta: Nós veríamos o perispírito do indivíduo do mesmo modo que visualizamos o corpo dele quando encarnado. Quando olhamos para um outro indivíduo encarnado, não vemos os seus órgãos internos e sim a sua parte mais exterior que é a pele. Porém, quanto aos órgãos, o perispírito é quem dá a forma ao corpo físico. Quando desencarnamos, mantemos no perispírito somente os órgãos necessários ao nosso novo corpo de relação, que é o corpo espiritual. Normalmente, não conservamos os órgãos do aparelho sexual e do digestivo se as nossas necessidades já estiverem no caminho da sublimação.
Pergunta: Quando há a morte do corpo físico, em alguns casos, o Espírito fica ligado a ele pelo perispírito, ainda há o principio vital neste corpo físico?
Resposta: O princípio vital é matéria, derivada do fluido cósmico universal e se decompõe quando da morte do corpo físico. Em alguns casos, há uma demora maior na dissipação desse fluido. A ligação que permanece afetando o espírito desencarnado é provocada pelo pensamento deste ainda estar voltado ao seu corpo físico. Como o pensamento é onda eletromagnética, esta ligação transmite até as sensações de decomposição do corpo físico ao espírito. Por isto, é necessário que comecemos a trabalhar no nosso íntimo o desapego às coisas do corpo físico para que tenhamos maior facilidade após o desencarne.
Pergunta: Nas cirurgias espirituais sem corte, sem sangue e sem invasão tecidual, que assistimos em mui-tos centros espíritas, é no perispírito que elas ocorrem?
Resposta: Sim, é no perispírito. Porém, pode ocorrer também a nível de manipulação de fluidos, provocando uma interação com o corpo físico.
Pergunta: Numa reencarnação pode ocorrer de o espírito se lembrar de um fato que por suas mãos pôde provocar uma tragédia ,como a morte a outra pessoa, e reencarnar sem uma parte do seu corpo (como um braço por exemplo) por motivos de sua consciência? Se sim, porque isso ocorre?
Resposta: Sim. Porém, a lei não exige que se pague “olho por olho, dente por dente”. O que ocorre é que o indivíduo, ao tomar consciência do erro cometido, esse arrependimento provoca uma emissão de pensamento que vai lesar um determina-do órgão do seu corpo espiritual, que vai refletir no corpo físico esta deficiência. Tudo isso vai ocorrer se essa experiência for de utilidade para o espírito no caminho do seu aperfeiçoamento.
Pergunta: Há ligação entre perispírito e rejeição em casos de transplante de órgãos?
Resposta: Sim. Porque o perispírito, ele é fruto dos pensamentos, palavras e atos do espírito que o possui. Assim sendo, é uma característica individual que se reflete na carga fluídica que o compõe. Isto a nível material. Há ainda o problema de obsessão causado pelo não entendimento e/ou aceitação do desencarnado no que diz respeito ao aproveitamento do seu órgão.
Pergunta: Se o perispírito é o laço que une a alma ao corpo, para que o espírito precisa dele (perispírito) após a morte do corpo físico?
Resposta: O espírito, quando desencarna, ele muda de faixa vibratória e tem que estar revestido de uma matéria que possibilite a ele comunicar-se com o meio em que está no mo-mento. O perispírito, na verdade, é composto de vários corpos com diferentes graus de condensação e características vibratórias. Perispírito é o que está em torno do espírito, conforme o espírito vai mudando de faixa vibratória, ele fica envolto de um corpo de relação cada vez mais etéreo. Na verdade, ele continua com um perispírito, porém com uma camada exterior mais sutil.
Pergunta: No plano espiritual como se apresenta o espirito e perispírito em termos de aparência e forma ?
Resposta: Aparência idêntica ao da última encarnação, na maioria dos casos. Há espíritos que tem capacidade de manipular os fluidos e se apresentar com a forma que mais lhe convém. Ex.: Emmanuel com a aparência do senador romano Públio Lentulus.
Pergunta: Poderíamos afirmar que o perispírito è um registro das várias encarnações?
Resposta: Ele não é um registro. Essas lembranças ficam registradas em uma camada perispiritual e se mantém no “arquivo” até que essa lembrança não tenha mais utilidade para o espírito. Da mesma forma, que nós deletamos, em nosso micro, arquivos antigos que não nos interessam mais.
Pergunta: O que são os OVÓIDES – do ponto de vista perispiritual? (Citados por Luis Sérgio em suas obras)
Resposta: São espíritos que perderam o controle da forma perispiritual ou por se voltarem para dentro de si mesmos ou por experiências pessoais dolorosas. Eles perdem a capacidade de gerenciar a aparência externa do seu corpo espiritual. Muitas das vezes, esses espíritos são levados a incorporar em médiuns numa mesa de desobsessão para que, ajudados por estes, consigam recompor a forma do seu corpo espiritual.
Pergunta: Ferimentos sofridos no corpo físico de uma outra encarnação podem ficar “impressos” no perispírito, causando assim dores semelhantes ao do ferimento? Se sim , como é possível eliminar tais registros do perispírito?
Resposta: Sim. Esses registros permanecem no corpo espiritual por algum sentimento de culpa que o espírito ainda tem, se for a nível perispiritual. Se ele superar o problema que originou estas marcas, quando ele desencarnar elas desaparecerão. Passes podem amenizar e até acabar com essas dores, se houver merecimento do indivíduo.
Pergunta: Paulo, o que determina por exemplo o apego a uma determinada aparência espiritual? Ex: Emmanuel aparece como Públio Lentulus ao invés de Nestório.
Resposta: Pelas palavras do próprio Emmanuel, foi a encarnação mais representativa para ele, pois teve a oportunidade de se encontrar com Jesus.
Pergunta: Existe alguma ligação entre o perispírito e o sono?
Resposta: Durante o sono, os laços fluídicos que prendem o conjunto perispiritual ao corpo físico ficam enfraquecidos, possibilitando ao espírito que se liberte, deixando o corpo físico e o seu duplo etéreo no seu leito e partindo, revesti-do do seu corpo mental e do seu corpo espiritual (que são camadas do seu perispírito), que passa a ser o seu corpo de relação. O espírito, então, ou vai para o plano espiritual, em locais condizentes com sua faixa de vibração e seus pensamentos, ou então, se estes estiverem muito conturbados ficará vagando por ambientes da própria Terra.
Pergunta: O perispírito de uma criança recém nascida e desencarnada é limitado como seu corpo físico ?
Resposta: Depende do grau de evolução do espírito. Geral-mente, há um tempo de inconsciência em que o espírito se mantém como que dopado. O tempo de recuperação e retomada da sua forma normal é que varia com seu grau de evolução.
Pergunta: De que maneira é feito o desligamento do perispírito do corpo físico após o desencarne?
Resposta: Há equipes que fazem o trabalho de desligamento por meio de passes magnéticos, ajudando o espírito recém-desencarnado a desvencilhar-se do veículo material que o ser-viu. Há casos de espíritos já evoluídos que atuam no seu próprio desligamento.
Pergunta: O que acontece com a estrutura perispiritual de um ser desencarnado que se vincula a formação embrionário de um novo corpo físico?
Resposta: Primeiramente há um trabalho de limpeza e redução do corpo espiritual do espírito reencarnante. Durante a ligação com o feto, o espírito, dependendo do seu grau de evolução, atua de modo mais ou menos intensivo na formação do seu corpo físico, juntamente com espíritos responsáveis pela sua reencarnação.
Pergunta: O perispírito de um médium é, de alguma forma, diferente do de outras pessoas que não possuem mediunidade ostensiva?
Resposta: Sim. Há no perispírito do chamado médium ostensivo, segundo André Luiz no livro “Mecanismos da Mediunidade”, uma descompensação vibratória, que quer dizer o seguinte. O perispírito é matéria; como tal, composto de prótons, elétrons, nêutrons e mais uma infinidade de partículas que são descobertas diariamente pelos cientistas. Vamos considerar, a nível didático, somente as 3 primeiras partículas. O que provoca a descompensação vibratória é exatamente o fato de os pares de elétrons mais exteriores terem spins (movimento de rotação) no mesmo sentido provocando um campo magnético ativo. É isto que torna o médium mais sensível do que as outras pessoas. Ele é como se fosse uma antena ambulante atraindo espíritos. Daí a necessidade do médium ter disciplina de pensamento e conhecimento dos mecanismos envolvidos na mediunidade para que possa selecionar os espíritos que atraem. Sem esquecer, o seu comportamento moral, que é o principal critério de seleção.
Pergunta: Em uma reunião de desobsessão, realizada em um centro de minha cidade, um dos espíritos levados até lá estava “vestido” como a imagem católica do diabo, com cascos, pele vermelha, etc. Como isso foi possível? Manipulação da forma do perispírito?
Resposta: O espírito, pelo pensamento, pode modificar a matéria. Perispírito é matéria sutil e, como tal, mais propenso a sofrer influência do pensamento. Lembre-se, os espíritos manipulam os fluidos pelo pensamento, assim como os químicos manipulam os gases no laboratório.
Pergunta: Ocorre algum tipo de modificação no perispírito do encarnado quando está sendo obsidiado?
Resposta: A obsessão é de pensamento a pensamento. Porém, há casos em que o obsessor atua a nível perispiritual, com o objetivo de causar danos à saúde do obsidiado e, neste caso, provoca modificação prejudicial no perispírito deste, que vai refletir no corpo físico.
Pergunta: Paulo, e a parte genética do transplante? De que forma a carga energética do espírito interfere na constituição genética do órgão – dado fundamental para o sucesso do transplante?
Resposta: Do mesmo modo que os médicos procuram afinidades materiais, como tipo de sangue, etc, deve ocorrer também um aceite da parte do espírito do doador para que ele não carregue o órgão que está doando com fluidos deletérios, que possam ocasionar um insucesso no transplante. O ideal seria que fosse feito um trabalho com o espírito do doador, buscando a sua concordância com o ato. É claro, que, de preferência, essa conscientização deva ser feita com os seres encarnados em forma de campanha educacional mostrando à população a importância da doação de órgãos, no que diz respeito à quantidade de pessoas que possam vir a ser beneficiadas com algo que não mais nos será útil.



Palestra Virtual
Promovida pelo Canal #Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br

Palestrante: Paulo Nagae
Rio de Janeiro
02/01/1998

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Médium Kardecista e Médium Umbandista.




A mediunidade no Espiritismo é acentuadamente metal, as comunicações são quase telepáticas, predominantemente inspirativas, isto é os espíritos atuam mais sobre a mente dos médiuns, pois a atividade se processa mais no plano intelectivo. Em razão disso, atuam mais em um gênero de tarega espiritual, enquanto na Umbanda há uma especialização nos trabalhos do astral inferior contra as falanges do mal.

É da experiência espírita Kardecista que os espíritos manifestem-se pelo pensamento, cabendo aos médiuns transmitirem as ideias com seu próprio vocabulário e não totalmente com as características dos espíritos comunicantes, embora algumas vezes isso ocorra. Em face do habitual cerceamento mediúnico nesses núcleos de trabalho, os espíritos têm se limitado ao intercâmbio mais mental e menos interativo.

A faculdade mediúnica do médium, ou cavalo na Umbanda, é muito diferente do médium Kardecista, considerando-se que entre o principais trabalhos da Umbanda está o de atuar nas hordas inferiores do mal, no subterrâneo das energias degradantes.

Os médiuns umbandistas lidam com toda a sorte de tropeços, ciladas, mistificações, magias e demandas contra espíritos sumamente poderosos e cruéis, que manipulam as forças ocultas negativas com sabedoria.

Para se resguardar das vibrações e ataques das chamadas falanges do mal, valem-se elementos da natureza, tais como as energias das ervas, das essências, defumações e das oferendas nos diversos reinos da natureza, que são expressões das energias dos Orixás, dos colares imantados e dos rituais de defesa e limpeza da aura física e psíquica, para poderem estar em condições de desempenhar sua tarefa.

Contam com extrema sensibilidade na fé, na proteção dos seus guias e protetores espirituais, em virtude de participarem de trabalhos mediúnicos que atingem a escala da ação dos espíritos das falanges negras, recebendo desses grupos a perseguição sistemática. Por isso, a proteção dos filhos de terreiro é constituída por verdadeiras tropas de choque comandadas pelo Exus, conhecedores das manhas e das astúcias das falanges do mal.

Sua atuação é permanente na crosta terrena e vigiam atentamente os médiuns umbandistas contra investidas do mal, certos de que a defesa ainda é precária pela ausência de conduta moral superior, ainda bastante rara entre as melhores criaturas, seja na Umbanda, no Espiritismo ou em que religião for.

Os chefes de legião, falanges, sub falanges, grupamentos, colunas, sub colunas e integrantes de colunas, também assumem pesados deveres e responsabilidades na segurança e proteção de seus médiuns. É um compromisso de serviço de fidelidade mútua, mas de maior responsabilidade dos Chefes de Terreiro.

(Chefes de Terreiros são os Pais e Mães de Santo, Presidentes ou dirigentes, que assumem a missão de liderança até seu desencarne).

Retirado do livro: Guardiões do , A missão dos Exus na Terra de
Wanderley Oliveira, pelo espírito de Pai João de Angola.

Várias Vidas


É comum ouvirmos comentários em geral dizendo: “se eu voltar numa outra vida quero ser de outro sexo”, “na próxima encarnação não quero casar, ou não quero ter filhos”. Outros dizem que é melhor ser cachorro de rico, do que filho de pobre. Em fim, são tantas as assertivas, e por incrível que pareça muitas das pessoas que falam em vida futura, não acreditam no retorno do espírito à carne.

Também é comum comentarem o que teriam sido em vida passada, quando fazem uma relação dos momentos que vivem atualmente, mas a maioria não acredita já ter vivido anteriormente.
Como pertencemos a variante das pessoas que não duvidamos de que já vivemos várias vidas e vamos viver tantas outras ainda, portanto acreditamos na reencarnação, já que o corpo se decompõe, mas o espírito sobrevive, e temos provas disso por ocasião das atividades mediúnicas, onde recebemos vários depoimentos e mensagens dos que se foram, tratamos com seriedade essa questão e procuramos viver consciente da Lei de Retorno.
Como pela Misericórdia Divina esquecemo-nos das vidas passadas, pois assim é possível voltarmos a conviver com desafetos do pretérito e solucionar as contendas, devemos ter cuidado para não deixar eclodir costumes, manias, hábitos que tivemos em outras existências, principalmente vícios dos mais diversos.
O apóstolo Paulo nos disse que “tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém”, e é exatamente o que devemos observar quando nos é oferecido algo pernicioso a nossa saúde e que poderá aflorar algo que se encontra adormecido em nós.
Quantas pessoas que a certa altura da vida resolve provar alguma bebida, droga, energéticos, estimulantes, aromatizantes e a partir dai não mais conseguem abster-se? Certamente estas pessoas acabam acordando um mostro que estava adormecido e que muitas vezes foi difícil de ser tratado no passado, e agora ao ser provocado, reaparece com força total.
Convenhamos! Certas atitudes não devemos levar em consideração ao nos serem apresentada nesta vida! Infelizmente já vi pais que ao ingerirem cerveja, molham a boca do filho que traz ao colo, querendo demonstrar que o inocente é “macho”. Uma irresponsabilidade cuja atitude poderá ter sérias consequências, principalmente pelo adulto não conhecer algumas questões da vida e não dar uma interpretação correta das Leis Divina.
Trazemos gravado o histórico do que fomos na vida anterior e poderemos ter a tendência de voltarmos a incorrer nos mesmos erros se não estivermos vigilantes. Façamos o que o Mestre Jesus nos disse: “vigiai e orai”, e evitemos consequências tristes.

domingo, 13 de maio de 2018

Os dois corpos




Temos um corpo material que nos serve de locomoção e que é visível uns dos outros, mas também temos um corpo fluídico que é uma cópia do material e que é apenas visível para quem já se foi, isto é, um corpo mais sutil, que utilizamos nas comunicações quando estamos no desprendimento pelo sono, sonhando. Corpo este que também é chamado de psicossoma, corpo astral, corpo espiritual ou perispírito. É com este corpo que nos comunicamos com outros seres que estão também dormindo ou que já partiram deste mundo.


É verdade que devemos cuidar do corpo material, afinal precisamos dele durante o período que estivermos aqui na Terra, e se o maltratarmos certamente nosso tempo aqui será abreviado, pois as energias constantes nele terminarão antes do tempo, e fatalmente a morte física acontecerá.
Mas é no corpo fluídico que reside informações do que fomos em vidas anteriores, e ficarão registradas as experiências desta atual existência. Por isso onde estiverem nossos excessos atuais, certamente estarão nossos problemas numa próxima vinda ao mundo.
Esta breve dissertação a cerca destes dois corpos foi para melhor esclarecer que muitas das nossas dificuldades encontramos explicações em ocorrências em vidas passadas, como por exemplo, pessoas que detestam certos alimentos, tem medo de alturas, ojeriza de entrar na água, falta de ar em locais fechados e tantos outros fatos. É que não sabemos o que aconteceu no passado, mas podemos ter sido envenenados com substância adicionada ao leite ou determinada comida, ou quem sabe uma queda fatal de altura, acidente aéreo, afogamento, asfixia por fumaça ou gás. Em fim, são tantos os motivos, e que estão relacionados a cada individualidade.
Portanto é importante preservarmos o corpo físico, mas depois do passamento nada mais ele deve significar para nós que partimos e para os que ficam. Não existe a necessidade de cultuarmos sepulturas, mausoléus, guardar cinzas, pois que ali nada mais tem. O que vale é a memória e a prece silenciosa e íntima, conforme o Mestre ensinou.
O corpo material depois do passamento não tem relevância, tanto que o Dele desapareceu de onde fora sepultado, demonstrando com isso que devemos exercer a tarefa de cuidar apenas até o momento derradeiro.
Mas em fim, são situações que cada um deve administrar como bem entender e segundo sua crença, mas sempre lembrar que a vida continua e que numa próxima existência o corpo fluídico que levamos daqui servirá de molde para nosso retorno, por isso a necessidade de preservar bem o corpo denso que temos agora, para a cópia sair daqui a mais depurada possível.
Que possamos ter o discernimento necessário para aproveitar o corpo material com respeito, pois moramos nele.



Niltom

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Sobre os Exus




Na vida não devemos acreditar em tudo que vemos e ouvimos. O importante é obter o maior número de informações possíveis e aí sim, tirar a nossa própria conclusão. Vou relatar aqui um pouco do que estou lendo em um livro muito interessante de Wanderley Oliveira pelo espírito de Pai João de Angola: Guardiões do Carma, A missão dos Exus na Terra.

Sobre os Exus – Em virtude da cultura religiosa, foram associados às criaturas com intenções e feições diabólicas, porém, eles não têm chifres ou aparência demoníaca, são na verdade, seres humanos fora da matéria e não fazem mal. Os espíritos que costumam se dizerem exus e fazem o mal, falam palavrões, fumam, bebem, são associados a falanges dos magos negros ou cientistas do mal, alguns são escravizados, outros assalariados, ou mais conhecidos na Umbanda como quiumbas – desordeiros e marginais no mundo espiritual. Esses são espíritos ainda muito ligados às sensações físicas, a matéria e muitos carregam grandes pertubações mentais e emocionais graves. Em geral são corruptos, cobram para fazer seus trabalhos, ameaçam e se apropriam de nomes de entidades de grande expressividade nas regiões astrais inferiores para poderem se impor. Utilizam o nome dos dragões, dos exus e até de entidades de grande elevação espiritual. Alguns costumam usar aparência assustadora e transfiguram-se nas mais bizarras formas para causar medo e abusar das pessoas por meio de intimidações e cobranças descaridosas.
Mas, o tema “exus” é muito complexo. Muitos exus são espíritos que obedecem a um fundamento sagrado da Umbanda e usam paramentos, rituais, instrumentos, cantos e pontos, conforme orientação de suas ordens comunitárias.
Durante muitas décadas, médiuns despreparados e mal orientados, que se dizem umbandistas, reforçam a imagem dos exus como espíritos que usam palavões, não trabalham sem fumar, bebem demais, são mal-educados e realizam tudo o que for pedido a eles, incluindo o mal. Essas manifestações grotescas que ocorrem pela incorporação mediúnica pertencem mais aos conflitos interiores ainda não resolvidos dos médiuns. São expressões anímica do próprio médium e frutos de associação às limitações desses quiumbas que atua como exus.

Retirado do livro: Guardiões do carma – Missão dos exus na Terra
Wanderley Oliveira – Pelo Espírito do Pai João de Angola.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Não se apegue demais


Para ser feliz, às vezes é preciso exercitar o desapego e desistir de muitas coisas. Por isso, sempre que sentir necessidade, desapegue e desista!

Desapegue daquilo que ão deu certo no passado. Desapegue dos arrependimentos. Desapegue dos problemas, desapegue dos sofrimentos, da mágoa e do rancor. O que passou, passou e por mais que você pense, não vai poder mudar nada.

Desista de se culpar. Desista de querer ter sempre razão. Desista de querer impressionar os outros. Desista da perfeição. Desista de achar que pode controlar tudo. Desista de achar que tudo tem uma razão. Há coisas que acontecem simplesmente porque precisam acontecer, por pura contingência.

Desistir de caminhos que não vão levar a lugar nenhum, é se apegar ao que realmente importa. Se apegue ao amor. Se apegue ao que você acredita ser a felicidade. Se apegue ao otimismo. Se apegue às soluções. 

domingo, 1 de abril de 2018

Monstro Adormecido




É comum ouvirmos comentários em geral dizendo: “se eu voltar numa outra vida quero ser de outro sexo”, “na próxima encarnação não quero casar, ou não quero ter filhos”. Outros dizem que é melhor ser cachorro de rico, do que filho de pobre. Em fim, são tantas as assertivas, e por incrível que pareça muitas das pessoas que falam em vida futura, não acreditam no retorno do espírito à carne.


Também é comum comentarem o que teriam sido em vida passada, quando fazem uma relação dos momentos que vivem atualmente, mas a maioria não acredita já ter vivido anteriormente.
Como pertencemos a variante das pessoas que não duvidamos de que já vivemos várias vidas e vamos viver tantas outras ainda, portanto acreditamos na reencarnação, já que o corpo se decompõe, mas o espírito sobrevive, e temos provas disso por ocasião das atividades mediúnicas, onde recebemos vários depoimentos e mensagens dos que se foram, tratamos com seriedade essa questão e procuramos viver consciente da Lei de Retorno.
Como pela Misericórdia Divina esquecemo-nos das vidas passadas, pois assim é possível voltarmos a conviver com desafetos do pretérito e solucionar as contendas, devemos ter cuidado para não deixar eclodir costumes, manias, hábitos que tivemos em outras existências, principalmente vícios dos mais diversos.
O apóstolo Paulo nos disse que “tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém”, e é exatamente o que devemos observar quando nos é oferecido algo pernicioso a nossa saúde e que poderá aflorar algo que se encontra adormecido em nós.
Quantas pessoas que a certa altura da vida resolve provar alguma bebida, droga, energéticos, estimulantes, aromatizantes e a partir dai não mais conseguem abster-se? Certamente estas pessoas acabam acordando um mostro que estava adormecido e que muitas vezes foi difícil de ser tratado no passado, e agora ao ser provocado, reaparece com força total.
Convenhamos! Certas atitudes não devemos levar em consideração ao nos serem apresentada nesta vida! Infelizmente já vi pais que ao ingerirem cerveja, molham a boca do filho que traz ao colo, querendo demonstrar que o inocente é “macho”. Uma irresponsabilidade cuja atitude poderá ter sérias consequências, principalmente pelo adulto não conhecer algumas questões da vida e não dar uma interpretação correta das Leis Divina.
Trazemos gravado o histórico do que fomos na vida anterior e poderemos ter a tendência de voltarmos a incorrer nos mesmos erros se não estivermos vigilantes. Façamos o que o Mestre Jesus nos disse: “vigiai e orai”, e evitemos consequências tristes.


Coluna do Nilton

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Perdão liberta

Adicionar legend

Na vida temos sentimentos fáceis de resolver e outros difíceis. Um dos sentimentos difícil de ser resolvido é o perdão, o qual é um dos entraves maiores para nossa evolução na direção ao Pai. Acha-se enraizado em nós e nos acompanha desde a mais tenra idade, pois já em criança quando somos contrariados não perdoamos e chegamos até ficar com raiva de algumas pessoas por nos terem feito algo que não admitíamos.

Já adultos compreendemos o sentido do perdão, mas relutamos e normalmente quando o praticamos basta relembrar o fato acontecido que para lá vai nossa mente conviver mais uma vez com aquela energia pesada que originou nossa angústia.
Existem fatos graves e outros menos graves que nos acometem, mas para nós sempre achamos ter sido o de maior intensidade que nos praticaram, e nossa revolta eclode animalesca, causando um mal estar grande em a nosso organismo.
Jesus sabendo da dificuldade que teríamos de perdoar nos respondeu que deveríamos “perdoar setenta vezes sete”, pois Ele sabia que mesmo após perdoarmos, não nos esqueceríamos do que nos fizeram e voltaria à nossa mente o rancor.
O perdão é um sentimento que deve ser trabalhado por nós a todo o momento, além do que quando nos dirigimos a Deus na prece, sempre colocamos como condição dEle nos perdoar, o compromisso de perdoar a quem nos tenha ofendido.
Para nós espíritos encarnados que somos, é maior o atraso o não perdoar do que cometermos uma grave atitude a alguém, pois quando praticamos algo ruim temos de expiar o fato em futura existência, ou até mesmo nesta, mesmo que sejamos perdoados por quem ofendemos. O que escapamos de realizar é a reparação se formos perdoados, mas da expiação, certamente não escapamos.

Portanto devemos exercitar esse sentimento tão necessário para nosso crescimento espiritual, buscando nos ensinamentos do Mestre as maneiras de desenvolvermos amor no coração. É difícil sabemos, pois acoplado ao perdão está o orgulho e a vaidade, entraves em nossa vida, e muitas vezes até já perdoamos quem nos ofendeu, mas não o dizemos por orgulho, achando que ficaremos diminuídos perante outrem. Mas que importa os outros neste caso? Exteriorizemos o perdão e certamente seremos mais felizes!

Coluna do Nilton

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Reflexões



As vezes ficava meio revoltada por ter tantas pessoas dependendo de mim. Por não ter tempo suficiente para tudo que gosto de fazer e até mesmo para ficar sem fazer nada. São tantas as tarefas, que se acordasse e começasse logo a trabalhar iria até a hora de dormir sem tempo para descansar. Confesso que isso me incomodava muito. Claro que amo a todos com quem convivo, mas achava um pouco demais ter tantos a depender de mim.
Comecei a ler o livro de Wanderley Soares de Oliveira pelo Espírito de José Mario que se intitula: Quem sabe pode muito. Quem ama pode mais. Que maravilhosas lições dadas pelo Espírito de Dona Maria Modesta Cravo. Quanta coisa sabemos mas não compreendemos!. Esta obra mostra que conhecer nem sempre é suficiente para garantir o amor nas relações. Nela aprendi, ou compreendi, que sempre passamos nessa vida por coisas ou pessoas que de alguma forma, nos servem de instrumento de aprendizado. Por vezes um desafeto tem algo importante para lhe transmitir. Se no passado, seja nessa ou em outra vida, carecemos de paciência, certamente nessa vida essa virtude nos será dada e através de pessoas que necessitarão de nosso auxilio, aprenderemos a desenvolve-la. Se destruímos vidas através do aborto ou outros atos criminosos, provavelmente iremos passar pela dificuldade de engravidar ou dificuldade de convivência com aqueles que amamos e assim, aprenderemos a reconhecer a importância e o valor da vida humana. Aquele que por exemplo, obteve cargo público em vidas passadas e dele se locupletou ou, deixou de cumprir com zêlo suas obrigações , nesta vida provavelmente será alguém que dependerá de ações públicas, da caridade de outros e não as terá. Dessa forma aprenderá na dor, na falta e no sofrimento as consequências ao próximo dos erros cometidos.
A reação de cada um a esse fardo é individual, uns entenderão, aprenderão e certamente se livrarão do sofrimento. Por isso é que quando a vida está nos batendo repetidamente naquilo que almejamos alcançar, devemos parar e refletir, às vezes ela esta tentando nos mostrar algo que precisamos aprender para que não haja necessidade de continuar apanhando. Outras pessoas irão se revoltar e entrarão em depressão, não irão reagir, irão se sentir perseguidos, infelizes, menos privilegiados. Terão raiva, ódio, pena de si mesmos, inveja e outros sentimentos pequenos que não as fará crescer. Esses certamente perderão o aprendizado e a oportunidade de evolução.
Depois de pensar sobre tudo que li, percebo que cada pessoa com quem convivo é alguém com quem posso trocar experiências, sempre temos algo a ensinar ou a aprender. Talvez precise ter mais paciência, cuidar mais das pessoas, me dedicar à família ou, quem sabe, essas mesmas pessoas não consigam entender que procuro oferecer o máximo que posso. São tantas a possibilidades. Claro que eu não tenho nenhum problema sério a resolver, mas sempre temos lições a absorver que serão importantes para o nosso crescimento individual.

Por isso reflita, quando nada está dando certo, pare, observe, mude. Isso pode fazer a diferença.

Ana Maria Corrêa

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Desafetos

                                                                         Blog da Sue



O passado não justifica sentimentos e atos mas, explica. Não se pode ignora-lo pois ele é necessário para que possamos compreender as relações de convivência entre os homens. Esses sentimentos podem ir do amor ao ódio, passando pela antipatia, medo, repulsa e etc. quando eles não são explicados, ou seja, não se justificam e são desproporcionais aos acontecimentos do cotidiano. Podemos encontrar respostas na reencarnação. Devemos lutar contra esses sentimentos menores que no dia a dia vão nos afligindo e, em alguns casos, povoam tanto a mente que tudo mais perde a importância. Até parece que o mundo conspira contra nós ou que é pequeno demais. Por mais que fujamos acabamos nos esbarrando ou tendo que conviver com esses a quem queremos distância. Mas, façamos uma reflexão: Quando tomarmos consciência dessa possibilidade, devemos refletir que tudo tem uma razão de ser e que essa proximidade com possíveis desafetos, nos foi dada para superarmos essas desavenças. Essa convivência nos servem de provas, como se fosse um exercício para verificar se aprendemos a lição, se conseguimos superar traumas passados. Sei que não é fácil essa coexistência, principalmente por se tratar de dois ou mais lados. Ter consciência dessa dificuldade é importante, pois pode impedir que a usemos para humilhar, perseguir, ofender e com isso perder a oportunidade de reparação e assim, terminar agindo como um obsessor, desejando apenas vingança. Temos que lembrar que estamos encarnado para melhorar o que fomos no pretérito. Os laços do passado são apenas oficina de lapidação.

Ana Maria Corrêa
Fonte: Quem sabe pode Muito. Quem ama pode mais. 

domingo, 7 de janeiro de 2018

Entusiasmo

O entusiasmo, porém, assusta o egoísmo humano. Uma pessoa entusiasmada desperta a inveja, chama a atenção. Os entusiasmados realizam, avançam. Isso intimida muita gente que adoraria que tudo ficasse com o está. Muitos adorariam nada mais ter que fazer na Obra do Cristo e ter o céu a sua espera.
A obra apenas inicia. Temos centenas de anos de trabalho para que a regeneração da Terra seja uma realidade. Só mesmo o egoísmo que nos é típico poderia nós iludir com promessas de Ventura após morte, ante os passos que estamos ensaiando no Bem. Somos apenas operários que conseguimos um serviço, sendo que nem assinada foi a nossa “ carteira de trabalho”.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A Morte não é nada


A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês, eu continuarei sendo.
Me deem o nome que vocês sempre me deram, 
falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas,
Eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
Continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como sempre foi,


Sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
O fio não foi cortado.
Por que eu estaria fora de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora de sua vidas.
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
A vida continua, linda e bela como sempre foi.

Santo Agostinho.  

sábado, 23 de dezembro de 2017

Discrepancias

Vemos pessoas boas, de coração caridoso, como se diz aquelas que só fazem o bem, não falam mal de ninguém e procuram ajudar a quem precisa com palavras de carinho, e muitas vezes até dando amparo material. Este tipo de pessoa existe por toda parte do mundo e muitas vezes nem são notadas, pois elas também têm uma particularidade enaltecedora que é a de não fazerem questão de se mostrarem, exteriorizando apenas a humildade que lhes é própria.
Por outro lado temos as pessoas que são as verdadeiras “cheguei”. Gostam de serem notadas, exteriorizam o orgulho do que fazem de bem a outrem, e geralmente praticam a caridade com intenção de obter um retorno que pode ser até material, mas muitas vezes esperam sim serem reconhecidas pelo Criador. Também estão por todos os cantos do Globo.
O interessante é que notamos muitos seres de boa vontade, que se preocupam com o próximo como Jesus aconselhou, mas que sofrem durante períodos da vida e não raras vezes padecem de injustiças, e carecem de recursos materiais, enquanto que as de má índole que passam a maior parte da vida praticando o mal e nem se preocupando com as tristezas a sua volta, tem uma vida boa, com recursos financeiros suficientes, o que nos leva a refletir o motivo de tais discrepâncias.
Se efetivamente tivéssemos uma vida apenas não haveria motivos para que fossemos benevolentes e caridosos, pois como alguns pensam, bastaria chegar ao fim desta vida e pedir perdão e tudo estaria resolvido, ou seja, todas as maldades feitas, com o arrependimento estariam tudo solucionado.
Mas grande parcela da população Terrena sabe que não funciona assim. Todo o mal praticado gera com esta ação uma reação, e certamente o arrependimento e a demonstração sincera de pedido de perdão ao Pai é levada em consideração, mas deveremos ter de reparar o mal causado, pois do contrário não haveria evolução de nossa parte, e não estaríamos exercendo a prática de extirpar de nós o orgulho.
Certamente as pessoas que são humildes e já desenvolvem a caridade sincera, e mesmo que vivendo na pobreza não se rebelam com Deus, já atingiram uma escala evolutiva maior que aquelas que ainda se comprazem no mal, mesmo vivendo na abastança.

Fixemos no exemplo do Mestre nossos objetivos, para assim sermos melhores.

Coluna do Nilton


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Vida além da Vida - Temos tempo!




Numa das leituras da madruga, nos deparamos entre tantos conteúdos com o que explicava que Jesus nunca forçou alguém a segui-lo e nem impunha por qualquer meio constrangedor de que as pessoas da época aceitasse a mensagem que Ele trazia ao mundo. Também nunca deixou de acreditar em Pedro, mesmo que ele lhe negasse às vezes mencionadas, pelo contrário, até deu-lhe tarefa de grande responsabilidade nos dias que se seguiram.
Por outro lado, apensar de ser traído por Judas, não lhe guardou rancor algum.
Infelizmente a maioria de nós não exercita tais condutas, embora passado quase 2000 anos do exemplo não conseguimos ainda mostrar indícios da capacidade de amar ao próximo como a nós mesmos, pois vemos pelo andar do mundo em geral que não alcançamos este intento. Estão todos os dias pessoas praticando o mal, drogando-se, e, portanto envolvendo-se numa energia tão pesada acabando fazer eclodir doenças que vão tirar-lhes o sossego de terem uma vida menos atribulada.
Temos o livre arbítrio que faz parte da Misericórdia Divina para decidir os caminhos a tomar, mas preferimos enveredar por labirintos tortuosos de desamor, que certamente nos gerará grandes angustias. Esquecemo-nos de questionar os motivos pelos quais estamos aqui neste pequeníssimo Planeta, e quando percebemos, o tempo na Terra termina para nós e retornamos ao Plano Espiritual sem ter realizado os principais objetivos pelos quais viemos aqui, e apesar de vermos exemplos tristes que acontecem na maioria das famílias a nossa volta, ou mesmo na nossa, continuamos a cometer erros. Se nos traem ou nos ofendem, queremos logo revidar, demonstrando o orgulho, este que é o pior dos defeitos.
Muitos querem a perfeição de outrem, mas faz pouco para se melhorar. Não são capazes de dar bons exemplos, e apesar do tempo que passou que Jesus esteve aqui e deixou a mensagem compilada no Evangelho, as pessoas de um modo geral pouco mudaram em relação àquela época, e certamente não entenderam ou não lhes convém à mensagem do Cristo. Temos visto que é muito difícil à caminhada no sentido do melhoramento, requer um exercício diário com muita disciplina e perseverança, mas acabamos fraquejando, mesmo que tenhamos boas intenções e estarmos num Planeta onde ainda predomina o mal.
Mas é neste clima adverso que temos de domar nossas ruins tendências para enxergarmos à Luz Maior. Jesus continua com o mesmo propósito, não nos constrange e deixa-nos a vontade no sentido de segui-lo ou não. O bom disso tudo é que temos tempo noutras vidas futura para recuperarmos a caminhada perdida, já que uma única vida como pensam alguns ter, é impossível exteriorizar uma resignação necessária.
Temos tempo.

Muita paz amigos. 
Nilton Moreira

domingo, 26 de novembro de 2017

PUXÃO DE ORELHA ou..




De um momento para outro acontece algo na vida da gente que nos deixa perplexo.
São muitos os acontecimentos e lembrei alguns como as doenças umas graves e outras não; a
perda de ente querido; uma ofensa de pessoa que amamos; um acidente ou um assalto que
está comum nos dias atuais, e nestas ocasiões é que realmente descobrimos que somos muito
frágeis, e nos vem à mente que somos impotentes perante muitas coisas.

Passamos então a vislumbrar que fatos semelhantes estavam acontecendo a nossa
volta a cada minuto, mas como não nos dizia respeito não nos envolvíamos, mas quando se
trata de nós, aí queremos a atenção de todos e caímos na realidade que as tristezas são para
todos.

Lembramo-nos de Deus que às vezes estava um pouco esquecido pela correria do
dia a dia, e até aquela prece que deveríamos fazer constantemente de agradecimento e não
vínhamos exteriorizando, proferimos. Pensamos então que deveria ser um castigo, pois não
andávamos ultimamente no caminho correto. Tudo passa por nossa mente quando a
dificuldade chega.

Realmente concluímos que levamos um “puxão de orelha”, não claro pela perda de
um ente querido, pois a volta à pátria espiritual é o acontecimento mais certo deste que
nascemos e é para todos, mas nas demais angústias certamente é a Providência Divina nos
chamando atenção para algo muito grandioso. Certamente se o ruim nos acontece, não é sem
motivo, pois acasos não tem espaço na Lei do Pai.

Como somos devedores de tristezas que causamos em vidas passadas a outrem,
temos de enfrentar algumas provas nesta atual, e sempre o que nos acontecer de ruim está
graduado no mal maior que devemos passar no momento. Se a doença embora grave não
causou o desencarne ou se o assalto ficou apenas na subtração dos bens materiais ou no
susto, é em razão do nosso merecimento.

Os Espíritos disseram ao Mestre Kardec que eles não mexem na trajetória da “bala”,
nem empurram a mão do atirador, mas o fazem quando do merecimento, tirar da linha do tiro a
vítima. Portanto não estamos abandonados aqui como muitos pensam.

Devemos sim nos envolver mais com os outros que passam por momentos difíceis,
deixando o orgulho de lado que não leva a nada. Saibamos que somos todos devedores aqui
na Terra, que é um Planeta de provas e expiações, e em dado momento chega a nossa vez de
levar não apenas puxão de orelha, mas quem sabe uma rasteira bem dada, pois está no nosso
merecimento. Muita paz a todos.

 Nilton Moreira