quarta-feira, 14 de maio de 2014

História de um Preto Velho





Tenda Espírita Sagrada Família.
Psicografia de Joana Carvalho pelo espírito de Pai Bento.


Vim de tão longe estava frio e escuro. Eu não tinha muita esperança, não tinha direção. Os dias eram longos e as noites sem fim e eu estava perdido, não sabia o que fazer. Com o passar do tempo, as coisas que não faziam sentido nenhum, começaram a clarear. Todos os erros que eu havia cometido, caíram sobre mim, como o peso do mundo! O que antes não me afetava, me fez ficar paralisado, e a compreensão veio seguida do arrependimento. Algum tempo depois comecei a enxergar o que antes não via e percebi que não estava sozinho. Comecei a ouvir vozes e orações e vi que apesar de tudo ainda havia esperança, pois algumas pessoas, mesmo sabendo dos meus erros ainda rezavam por mim. Depois disso fui resgatado e o meu trabalho começou a partir daí. Primeiro fui me cuidar, me recuperar e me equilibrar, pois só é possível ajudar os outros quando estamos equilibrados. Tempos depois voltei  a Terra para trabalhar prestando socorro aos necessitados, aos irmãos perdidos que vagavam pelo mundo carnal.
Tinha família por aqui, mas estes não me queriam bem, certamente pela pessoa que tinha sido quando ainda encarnado estava, apesar disso orava por todos eles pois tinha consciência dos meus erros e me arrependia de tê-los cometido.
Com a passagem do tempo, meus pais desencarnaram e pude encontrá-los e me desculpara por tudo que havia feito, era uma outra pessoa. Graças a Deus fui perdoado e com a alma lavada pude me empenhar ainda mais no trabalho de ajuda aos irmãos perdidos e por isso hoje estou por aqui contando a minha história, resumidamente.
Quero mostrar que erramos muitas vezes,  e com isso nos perdemos o melhor caminho a ser seguido, somos levados por tentações, cobiças, orgulho, enfim tudo que nos afasta da evolução espiritual. Ficamos sozinhos, perdidos e muitas vezes nada nessa vida faz sentido. Mesmo, quando nos  encontramos no fundo do poço, completamente desolados, sem esperança. Sempre existirá uma saída, o tempo quem determina é você.
Acreditem que tudo nessa vida, tem o objetivo de construir degraus para a escalada da evolução espiritual, tudo é aprendizado, há sempre um raio de luz, um copo d'água para matar a nossa sede, a nossa necessidade de conhecimento e educação que acontece através das vicissitudes da vida.
Não se deixe abater, acreditem que tudo , até que achamos que nos joga para baixo, pode ser aproveitado para nossa escalada. Lembre-se que estamos aqui de passagem, e voltaremos quantas vezes forem necessárias. Na Terra, não existe privilegiado, todos temos as mesmas oportunidades, se não for nessa vida, com certeza foi ou será em outra. Fiquem com Deus.

Pai Bento.

Enxergar


Enxergar:
Psicografia: Tenda Espírita Sagrada Família
Pisicógrafo: Joana de Carvalho

Enxergar não é a mesma coisa que ver, que é diferente de olhar, que pode ser o oposto de admirar. 
Dizem que os olhos são o espelho da alma e que através deles você pode ter acesso a uma porta aberta para a essência de uma pessoa. Mas para isso, você também necessita saber enxergar.
O que você vê, o que você deduz, é um reflexo de como você se sente e, é assim que o mundo se apresenta aos seus olhos. Você vê e interpreta as coisas dentro de sua realidade. Se você viver num lugar restrito, fechado em si mesmo, e no caos por muitos anos, ao chegar em outro, com uma organização definida, pacífico e vasto, poderá se sentir pequeno, deslocado, desconfortável, mas também poderá se sentir: liberto, limpo e acalentado. Tudo depende do seu estado de ser e da sua preparação para mudança. Você pode enxergar a mudança, mas pode não a ver, pode olhar o caminho, mas nem sempre irá admira-lo, e isso faz toda a diferença. Esse é o limiar da tênue linha que separa o viver do sobreviver.
Saber o que tem que fazer mas não entender, pode significar que a ação corre o risco de não ser perfeitamente concluída ao final. O entender é uma parte importantíssima do processo, é ele que vai ditar a qualidade do seu trabalho e da sua ação.
Saber distinguir a diferença do trabalho é um exercício diário, mas muito difícil, que demanda prática, paciência e a serenidade de olhar uma vez, duas, três para, quem sabe, finalmente conseguir enxergar o que está na sua frente. É um trabalho exaustivo, porém libertador, para uma mente atrofiada pelo desuso em nossa vida material. Digo nossa, pois todos já passamos por isso em algum momento durante a nossa caminhada para evolução. Mesmo não estando na mesma etapa, fez parte do que nos tornamos. Abrir o olhos e enxergar com a alma, conseguir realmente entender o que fazemos e o porque das nossas ações, vai melhorar o tipo de decisão que tomamos e aprimorar a qualidade do nosso trabalho. Não cobrar do outro aquilo que ele olha mas não enxerga, a ponto de deixar isso interferir no trabalho que tem a ser feito. No entanto, não se fazer de cego. Ser justo, mas com doçura. Ser firme, mas com delicadeza. Estar disposto a mudar e iniciar uma jornada mesmo com os pés cansados, vai valorizar ainda mais a sua iniciativa. Não olhe apenas, enxergue. Não enxergue apenas, veja. Não saiba apenas o que deve fazer, entenda.

Psicografia feita na Tenda Sagrada Família,pela médium: Joana Carvalho
Por um amigo Espiritual.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Consciência

Confiança e uma coisa engraçada agente demora anos construindo e basta cometermos um erro apenas, que a perdemos por completo. 
O grande problema do mundo hoje é que as pessoas usam as outras. Todos nós somos passíveis de erro, mas quando se erra sabendo que está errando e ainda assim persiste-se no erro, é ruim. E quando sabemos que nosso erro trará consequências nefastas para os outros é mil vezes pior.
Uma frase que todos deveriam pensar ao amanhecer ou em seus momentos de reflexão é a seguinte: “Você é responsável por quem cativas”. Não há verdade maior que essa. Quando entramos na vida das pessoas, seja de que forma for e quando permitimos que entre em nossas vidas, nós nos tornamos automaticamente responsáveis pelas dores que causamos, pelas mentiras, sofrimentos, injustiças, enfim por tudo.
Eu te pergunto: Você tem consciência de sua responsabilidade? Você quer ser responsável pelo sofrimento do outro? Pela decepção de alguém? Por acabar com um sonho? Por magoar quem você ama?
É preciso policiar nossas atitudes, distinguir o certo do errado.Mas devemos fazer isso porque achamos que não é certo fazer e não porque os outros acham. Refletir sobre seus atos todos os dias e ao deitar devemos pensar em nossas decisões diárias e nos perguntar se estamos agindo de acordo com os nossos princípios e moral.
Podemos errar, todos somos falhos, mas há perdão para aquele que erra e se dá conta disso por si só.
Lembrem-se a nossa consciência é sempre nossa melhor resposta.

Christina Corrêa

quarta-feira, 19 de março de 2014

Psicografia: A árvore da vida!



"A árvore da vida é cheia de frutos, uns bonitos e vistosos, outros doces e suculentos ao paladar. Você os devora com uma veracidade que te enche de alegria e motivação. Esses melhores frutos são os mais escassos e se encontram nos galhos mais altos, portanto o esforço para alcançá-los é muito maior. Você se estica até o limite e, por muitas vezes, não os alcança. Pensa com todas as forças do seu ser: Como a vida é injusta por colocar a tentação tão próxima, tão à vista, mas ao mesmo tempo fora do seu alcance. Enquanto isso, outras pessoas de estatura maior os alcançam. E você assiste a sua glória ao se deliciarem com o fruto que queria, mas não conseguiu.
Ao fixarem seus pensamentos na sua aparente derrota, invejando e desejando a vitória do próximo, muitas vezes vocês fecham os olhos para todas as outras coisas a sua volta. Não percebem a perda de tempo ao se queixarem e questionarem tanto da vida, enquanto podiam estar fazendo algo a respeito disso.
Se olhares ao redor, poderão ver pessoas menores que vocês mesmos, por muitas vezes, alcançando frutos mais distantes que todos os outros. Utilizando por artifícios através da boa vontade e do trabalho, para conquistar o que eles querem, manejando martelos e pregos para construir escadas, subindo em pedras que foram colocadas em seus caminhos e as utilizando para algo produtivo para si. Enquanto isso, você está lá, se esticando... esticando... e reclamando da sua falta de estatura.
Poderás perceber também que em grande parte, as pessoas devoravam os frutos imediatamente à medida que os alcançavam. Outros os guardavam em suas bolsas para comê-los depois...
Ao seguir o seu caminho e pegar a estrada, via algumas dessas pessoas que alcançaram os frutos e os devoravam, sentados à beira da estrada, famintos e sem outra fonte de alimento por perto. Em sua ganância pensaram no agora e esqueceram que para todos há um futuro e ele chega sem permissão e, muitas vezes, os atropela sem piedade.
Já aqueles que guardaram o que conseguiram, depois de passar a forme, continuaram o caminho tranquilamente, pois souberam esperar, foram pacientes e inteligentes.
O mais importante a ser dito é que ninguém precisa nascer tendo todas as respostas, sabendo tudo o que deve ser feito. Nem todos reencarnam com informações necessárias ou a força de que precisam no começo. Não saber, não conseguir, faz parte da jornada. O importante é não persistir no erro. Olhar em volta, observar os outros, aprender com as lições dos outros para que talvez não precise passar pelo mesmo. Ter paciência, usar a calma ao seu favor e nunca parar de caminhar, mesmo com as pernas cansadas, com sede ou fome. Mais à frente, sempre haverá uma nova fonte para que se nutra, para que consiga o que precisa depois de ter aprendido com seus erros e observando os outros, e assim juntar mais forças e informações para continuar a jornada.
Observar é aprender e às vezes é muito mais válido do que cair em erro para aprender.
Olhos abertos, mente aberta, forças nas pernas e boa viagem!

(Carmelita Imbuzeiro da Fonseca)

segunda-feira, 10 de março de 2014

SE QUERES SER FELIZ


Não deixes que de teu coração partam para outrem sentimentos que
não gostarias que partissem para ti;
Não deixes de "tocar a lama" se for em proveito de ti ou de alguém
que o mereça;
Não recues diante das dificuldades senão por momentos, enquanto
sabiamente te recuperas e aprendes como vencê-las;
Não deixes que de tua boca saiam palavras que levem o gume afiado da espada que fere;
Se nada tens de bom a dizer, cala-te sabiamente e reflete;
Não procures ouvir àqueles que de outros e da própria vida só trazem
palavras amargas;
Eles são negativos e ao se achegarem a ti, procuram apenas alguém
que com eles comungue em pensamentos e obras;
Procures ser sempre um instrumento de paz e concórdia;
Evites discussões que certamente te levarão a nada, principalmente
com pessoas de idéias pré-concebidas;
O que eles querem é provar a si mesmos uma superioridade e
segurança que não existe, e que no fundo, sabem ser uma real
inferioridade. Eles alardeiam suas idéias em altos brados procurando
convencer a si próprios de que carregam consigo a verdade das
verdades;
Fales apenas o necessário e sobre assuntos de que tenha real
conhecimento;
Combatas sempre que possível o ódio com o amor;
Evites deixar-te levar pelo rancor - ele só lhe trará distúrbios de
conseqüências imprevisíveis;
Procura na tua fé, no teu credo, a comunhão com DEUS e com os
exemplos deixados por seu filho amado, nosso mestre JESUS;
E desse modo... tu serás feliz !
                                                                                        Pai Congo de Aruanda

terça-feira, 4 de março de 2014

Fatores emocionais extremos: decepções, cansaço mental e emocional.






Devemos investigar as causas de nossas insatisfações, nem sempre tudo está relacionado a problemas espirituais, o autor Robson Pinheiro em seu livro Energia, fala sobre essa investigação, pois ela pode estar dentro de nós.





Fatores emocionais extremos: decepções, cansaço mental e emocional.

Alguns fatores dificultam a absorção das energias que mantêm o equilíbrio vital. No planeta Terra, no presente momento evolutivo, estão incorporados nos corpos humanos egos ou consciências, em sua grande maioria, carentes de reeducação emocional. Pela simples observação, deduz-se que as pessoas em geral são bastante permeáveis ao descontrole emocional e energético, cujas bases remontam ao passado reencarna tório das multidões. Verificamos quanto as questões emocionais, com suas nuanças e seus agravantes, interferem no tônus vital de cada um.
Grande número de pessoas atribui seu desgaste e descontrole a agentes da dimensão extrafísica – às vezes até como pretexto para justificar seu comportamento. Assim, teima em continuar negando ou desviando a atenção das próprias deficiências emocionais e da desorganização moral que traz impregnada em seu ser, num fenômeno clássico denominado pela psicologia como projeção. Muitos estão mergulhados num mar de emoções descontroladas ou vivem nos limites do equilíbrio emocional, mas não estão dispostos a encarar a própria debilidade, pois que é mais atraente creditar tais perdas, desgastes e danos energéticos a terceiros. Daí a eleger causas mirabolantes, de natureza mística, extrafísica ou extra sensorial, é um passo. Logo aparecem argumentos que creditam tais distúrbios à paranormalidade ou à mediunidade descontrolada, “não desenvolvida” etc... Dessa maneira, a um só tempo, sustenta-se o desequilíbrio emocional e obtém-se destaque para si, preenchendo a carência por atenção, pois há certo status em ser vítima de forças ocultas e “sobrenaturais”, não? Para esses indivíduos parece que sim.
É muito comum encontrar esse tipo humano buscando soluções religiosas, prodigiosas e fantasiosas para problemática que é interna, psicológica e emocional. Ele imputa a um agente externo – seja um espírito ou um suposto trabalho de magia que visa prejudicá-lo- o próprio descontrole, desequilíbrio e, às vezes, até mesmo a fuga da realidade. Ao topar com pretensos terapeutas espirituais desinformados e incapazes de variadas espécie, com profunda tendência místicas, entrega-se a maiores desvarios, até desembocar em amargas decepções e tragédias pessoais. Eis como milhares, estacionados numa postura mística e sem nenhum senso prático da vida, entregam-se com facilidade e naturalidades impressionantes, à condução cega e perigosa de indivíduos cheios de segundas e terceiras intenções.
O caos emocional que não é trabalhado convenientemente acaba produzindo insatisfações, constrangimentos e perda de tempo, com consequente aumento da problemática inicial. Adiar indefinidamente o enfrentamento daquilo que incomoda, transferindo responsabilidades, é dos caminhos mais daninhos e drásticos que podem ser tomados. Com o passar do tempo, os ser constrói uma realidade paralela e, enredado em meio a tantas desculpas, justificativas e explicações que inventou para mascarar a fuga insensata de seus reclames internos, não sabe mais como se conduzir, perdendo a rédias da própria vida. Evidentemente, vive quase sempre um estado de perda energética ou de pseudo- obsessão.


Robson Pinheiro – Livro Energia.  

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desencarnação


Desencarnação – O que ocorre?

Nem todos ao morrer tem capacidade de desligar os laços que nos prendem ao corpo físico. A grande maioria precisa ser ajudado e amparado nesse momento. No mundo espiritual existem equipes que realizam essa tarefa e a mesma é feita de acordo com o merecimento de cada ser. No livro: Obreiro da Vida Eterna, há uma passagem que fala sobre o assunto, André Luiz faz uma pergunta sobre a ajuda dada aos médiuns.
“ Há, desse modo, comissões de colaboração permanente para os médiuns em geral?

  • Segundo ele não, a mediunidade é um serviço como qualquer outro e existem pessoas que desejam apenas o título, mas não gostam das obrigações que correspondem a este. Gostam do intercâmbio com a espiritualidade, mas, não gostam das responsabilidades e por isso, não cooperam. Qualquer problema, dificuldades, entraves, abandonam os compromissos assumidos. Não suportam a aproximação de infelizes desencarnados ou encarnados e param, não seguem adiante. Outras vezes, são eternos insatisfeitos, se tem o dom intuitivo, querem o da incorporação, se contam com a vidência, querem outro e assim suscetivamente. Sendo assim não pode haver o mesmo tratamento para todos os médiuns, tudo é conforme o merecimento.

Ser médium não significa ter um passe especial, igual a qualquer pessoa, temos que merecer, doar. Sem Caridade não há salvação.

Quando o espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de "completo", eles realizam as seguintes tarefas:
  • Preparação - O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contato com os que lhe são queridos.
  • Proteção - Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em "vampirizar" os recém-desencarnados. A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas.


Cuidados necessários no velório:


Segundo o Livro Obreiro da Vida Eterna:

  • As pessoas na esfera carnal são ainda muito ignorantes para o trato com a morte. Ao invés de emitirem pensamentos amigos e reconfortadores, preces de auxílio e boas vibrações. Ficam nos velórios, contando piadas, conversando amenidades, relembrando momentos que deveriam ser esquecidos, falando de mágoas, ódios e etc.
  • Os familiares entrando em desespero, choro e as vezes gritos, inconformados com as perdas. .

Enfim, tudo que aos olhos dos encarnados é bem natural, porém essas atitudes, perturbam e atraem seres que não deveriam estar nesse momento de transição, que por si só, já é tão difícil, pois na maioria das vezes o espírito ainda está sendo desligado do corpo físico.

O Desligamento
Horário
O período da noite não possui os raios solares, que desintegram as energias negativas e eliminam as formas pensamento criadas pelo pensamento desregrado dos encarnados e desencarnados.
Além disso, temos uma diminuição na vitalidade existente no ambiente, o que piora as condições do doente, facilitando seu desencarne no período da noite, embora, de nenhuma forma isso seja uma regra, é simplesmente uma tendência, podendo por isso ocorrer desencarnações a qualquer hora do dia ou da noite.

O Processo de Desligamento
Falaremos aqui sobre o processo mais comum de desligamento.
Em casos de doença, onde o moribundo está há algum tempo sofrendo, e junto com ele estão os familiares e amigos, cria-se uma ?aura? de imantação que dificulta o trabalho de desligamento.
Fica muito difícil para os espíritos criarem barreiras protetoras, o procedimento adotado pelas equipes especializadas é criar uma melhora fictícia para afastar os que "prendem" o agonizante ao corpo carnal.
Retiramos o seguinte trecho do livro Obreiros da Vida Eterna:


    Quando há familiares por perto, os espíritos tentam afastá-los para facilitar os trabalhos.
"- Nossa pobre amiga é o primeiro empecilho a remover. Improvisemos temporária melhora para o agonizante, a fim de sossegar-lhe a mente aflita. Somente depois de semelhante medida conseguiremos retirá-lo, sem maior impedimento. As correntes de força, exteriorizadas por ela, infundem vida aparente aos centros de energia vital, já em adiantado processo de desintegração."
É a chamada melhora da morte. O doente melhora e a família fica mais tranquila e relaxada.


Cortando os Laços
É comum a presença de espírito amigo ou familiar da última encarnação durante o desligamento. A maior parte dos espíritos de nível "médio" de evolução se mantém mais ou menos conscientes do que acontece (depende o grau de desprendimento e evolução). Por isso a presença da mãe, filho(a), irmã(o), etc, tranquiliza o espírito em processo de desencarnação.
No livro Voltei e Obreiros da Vida Eterna (ambos de Francisco Cândido Xavier) os espíritos são amparados por familiares, mãe e filha, respectivamente.
Acredito que a melhor forma de falar sobre o processo de desligamento é citando os dois livros que falaram mais profundamente sobre o assunto, a seguir as transcrições:
Obreiros da Vida Eterna, Capítulo XIII, Companheiro Libertado,
"...Ordenou Jerônimo que me conservasse vigilante, de mãos coladas à fronte do enfermo, passando, logo após, ao serviço complexo e silencioso de magnetização. Em primeiro lugar, insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro. Descansando alguns segundos, asseverou:
- Não convém que Dimas fale, agora, aos parentes. Formularia, talvez, solicitações descabidas.
...
E porque eu indagasse, tímido, por onde iríamos começar, explicou-me o orientador:
- Segundo você sabe, há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma:
o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas;
o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax,
e o centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.
...
Aconselhando-me cautela na ministração de energias magnéticas à mente do moribundo, começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam forças físicas. Com espanto, notei que certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento.
...
Jerônimo, com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigástrio à garganta, mas reparei que todos os músculos trabalhavam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa aflição ao paciente. O campo físico oferecia-nos resistência, insistindo pela retenção do senhor espiritual.
...
O Assistente estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no cérebro. Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerônimo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias e brilhante chama violeta dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor. Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer de todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias.
Dimas desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.
...
Para os nossos amigos encarnados, Dimas morrera, inteiramente. Para nós outros, porém, a operação era ainda incompleta. O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do ?morto?, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido."
Do livro A vida Além da Sepultura, Capítulo 19, Espíritos Assistentes das Desencarnações:
"... A desencarnação demanda ainda outras operações complexas, pois a intimidade que se estabeleceu entre o perispírito e o corpo físico, durante alguns anos de vida humana, não pode ser desfeita em poucos minutos de intervenções técnicas do lado de cá. Salvo nos casos de desastres ou mortes violentas, em que a intervenção dos técnicos assistentes se registra só depois da morte do corpo, as demais desencarnações devem se subordinar gradativamente a várias operações liberatórias, em diversas etapas..."
O Rompimento do Cordão de Prata
A grande maioria dos espíritos em processo de desencarne ainda se acha ligado de alguma forma à matéria física, seja por amor a família, aos bens, preocupações com os que vão deixar, etc.
Em vista disso o processo desencarnatório é gradual e o rompimento do cordão de prata, última etapa no processo de desligamento, só é realizado (na maioria dos casos) após algum tempo.
Sobre esse assunto temos a sábia palavra de Bezerra de Menezes, no livro Voltei:
"Esclareceu Bezerra que na maioria dos casos, não seria possível libertar os desencarnados tão apressadamente, que a rápida solução do problema liberatório dependia, em grande parte, da vida mental e das ideias a que se liga o homem na experiência terrestre. ".
Até o rompimento do cordão de prata o espírito encontra-se como um balão cativo (palavras de Bezerra de Menezes), e fica mais suscetível à influência do ambiente onde se encontra, também menos consciente e fraco. Após o rompimento, ocorre um gradual aumento da consciência e fortalecimento.
Para os mais evoluídos o rompimento é quase imediato.
Trechos retirados do livro: Obreiro da Vida Eterna: Pelo Espírito de André Luiz / Chico Xavier


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

OS DOIS LADOS DO CARNAVAL



O Brasil é um país de inúmeras festas. 

É assombroso o número de feriados no calendário anual.
Mas, se somarmos os dias que são emendados, teremos ao longo do ano, mais de quinze dias parados. Segundo especialistas do assunto, os prejuízos são enormes para o País.

Agora, nesta época, temos o feriado de carnaval.

Em alguns lugares perde-se mais de uma semana de trabalho.

É o festejo da alegria num País de quase 40 milhões de miseráveis.
Desde o início de janeiro a mídia vem explorando as folias de Momo, como se fosse o acontecimento mais importante do ano.

Fala-se em alegria, festa, colocar para fora as angústias contidas durante o ano passado. Infelizmente os caminhos propostos nada têm a ver com alegria ou alívio de tensões.

Ligamos a televisão e ouvimos a batida repetitiva das escolas de samba, cujo valor folclórico e cultural foi lentamente sendo perdido.

Há muita gente que busca fazer do carnaval um momento de esperança, oportunizando empregos, abrigando menores e isso é muito valioso.

Entretanto, o grande saldo da festa se resume em duas palavras: ilusão e sensualidade.

Referimo-nos à ilusão dos entorpecentes, dos alcoólicos.

A ilusão de grandeza, que falsamente produz um imenso contraste entre a beleza da avenida e a subvida dos barracos.

Falamos da sensualidade que se torna material de venda, nos corpos desnudos e aparentemente felizes por fora, mas muitas vezes profundamente infelizes por dentro.

As emissoras não cansam de exibir os bailes, os concursos de fantasias, os desfiles, levando-os a todos os que se comprazem em observar a loucura.

Mas, ao longo do caminho, multiplicam-se os doentes de Aids, os abortamentos, a pobreza e o abandono, a violência.

Com o risco de sermos taxados de moralistas, num tempo em que se perdem as noções de moralidade, não podemos deixar de analisar criticamente esses disparates do mundo brasileiro.

Em nenhum momento nos colocamos contra a alegria. Porém, será justo confundir euforia passageira com alegria real?

Alegria de verdade seria viver num lugar onde não houvesse fome, violência, tráfico de drogas e tráfico de influências.

Não podemos nos colocar contra o alívio de tensões. Entretanto, alívio real seria encontrar um caminho para os graves problemas pelos quais o País atravessa.

O carnaval é bem típico da alienação espiritual que a sociedade se permite. De um lado, as falsas aquisições sociais de alguns, negadas pela agressividade de muitos; de outro, a falsa felicidade de quatro dias de folia, e 361 dias de novas e renovadas angústias.

Vale a pena?

Nestas horas, pessoas embriagadas, perdidas, usam um segundo de falso prazer, em troca de um enorme tempo de arrependimentos. Por quê? - perguntamos.

As pessoas pulam, vibram, e nem ao menos sabem o motivo da festa. Vão porque as outras pessoas também vão.

Enquanto a sociedade agir desta forma, sem personalidade digna, dando valores justamente aos desvalores, as pessoas continuarão sofrendo as conseqüências de seus próprios atos.

Vamos fazer destes dias de feriado, dias de alegria verdadeira, em paz conosco mesmos.

Vamos meditar, ler, pensar. Vamos conviver com nossa família e amigos, trocar idéias salutares.

Vamos orar também por aqueles que ainda não tiveram consciência de fazer o bem conforme o Cristo nos recomendou, e padecem nestes instantes de euforia descontrolada.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

O OUTRO LADO DA FESTA 

Os preparativos para a grande festa estão sendo providenciados há meses.

As escolas de samba preparam, ao longo do ano, as fantasias com que os integrantes irão desfilar nas largas avenidas, em meio às arquibancadas abarrotadas de espectadores.

Os foliões surgem de diversos pontos do planeta, trazendo na bagagem um sonho em comum: "cair na folia".

Pessoas respeitáveis, cidadãos dignos, pessoas famosas, se permitem "sair do sério", nesses dias de carnaval.

Trabalhadores anônimos, que andam as voltas com dificuldades financeiras o ano todo, gastam o que não têm para sentir o prazer efêmero de curtir dias de completa insanidade.

Malfeitores comuns se aproveitam da confusão para realizar crimes nefastos, confundidos com a massa humana que pula freneticamente.

Jovens e adultos se deixam cair nas armadilhas viscosas das drogas alucinantes.

Esse é o lado da festa que podemos observar deste lado da vida. Mas há outro lado dessa festa tão disputada: o lado espiritual.

Narram os Espíritos superiores que a realidade do carnaval, observada do além, é muito diferente e lamentavelmente mais triste.

Multidões de Espíritos infelizes também invadem as avenidas num triste espetáculo de grandes proporções.

Malfeitores das trevas se vinculam aos foliões pelos fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que trazem no mundo íntimo.

A sintonia, no Universo, como a gravitação, é lei da vida. Vive-se no lugar e com quem se deseja psiquicamente.

Há um intercâmbio vibratório em todos e em tudo. E essa sintonia se dá pelos desejos e tendências acalentados na intimidade do ser e não de acordo com a embalagem exterior.

E é graças a essa lei de afinidade que os espíritos das trevas se vinculam aos foliões descuidados, induzindo-os a orgias deprimentes e atitudes grotescas de lamentáveis conseqüências.

Espíritos infelizes se aproveitam da onda de loucura que toma conta das mentes, para concretizar vinganças cruéis planejadas há muito tempo.

Tramas macabras são arquitetadas no além túmulo e levadas a efeito nesses dias em que momo reina soberano sobre as criaturas que se permitem cair na folia.

Nem mesmo as crianças são poupadas ao triste espetáculo, quando esses foliões das sombras surgem para festejar momo.

Quantos crimes acontecem nesses dias...quantos acidentes, quanta loucura...

Enquanto nossos olhos percebem o brilho dos refletores e das lantejoulas nas avenidas iluminadas, a visão dos espíritos contempla o ambiente espiritual envolto em densas e escuras nuvens criadas pelas vibrações de baixo teor.

E as conseqüências desse grotesco espetáculo se fazem sentir por longo prazo. Nos abortos realizados alguns meses depois, fruto de envolvimentos levianos, nas separações de casais que já não se suportam mais depois das sensações vividas sob o calor da festa, no desespero de muitos, depois que cai a máscara...

Por todas essas razões vale a pena pensar se tudo isso é válido. Se vale a pena pagar o alto preço exigido por alguns dias de loucura.

Os noticiários estarão divulgando, durante e após o carnaval, a triste estatística de horrores, e esperamos que você não faça parte dela.

Você sabia?

Você sabia que muitas das fantasias de expressões grotescas são inspiradas pelos espíritos que vivem em regiões inferiores do além?

É mais comum do que se pensa, que os homens visitem esses sítios de desespero e loucura durante o sono do corpo físico, através do que chamamos sonho.

Enquanto o corpo repousa o espírito fica semiliberto e faz suas incursões no mundo espiritual, buscando sempre os seres com os quais se afina pelas vibrações que emite.

Assim, é importante que busquemos sintonizar com as esferas mais altas, onde vivem espíritos benfeitores que têm por objetivo nos ajudar a vencer a difícil jornada no corpo físico.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Intercâmbio de fluídos entre os seres inteligentes, encarnados ou não



Entendendo isso poderemos compreender o sentido de expressões como sugar ou absorver.
Sabe-se que a emoção tem a propriedade de aglutinar os fluídos dispersos no ambientes e emanados pelo ser, conferindo-lhes determinada característica particular, condizente com a fonte que a gerou.
Fluido emocional, isto é, fluído impregnado dos atributos emocionais, Essa substância, composta por matéria astral, é inalada pela boca e pelo nariz durante o processo de respiração e absorvida também pelos poros da epiderme sutil. Efeitos dessa troca fluídica de natureza emocional podem-se notar quando alguém se agita na presença de pessoas excitadas, entristece-se ao comparecer a um velório, por exemplo., ou se alegra ao encontrar alguém bem disposto.
Com os odores, eles “os fluídos” são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais.
Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoismo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura etc. Sob o aspecto físico, são excitantes calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dificultantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, separadores expulsivos, tornam-se força de transmissão de propulsão e etc. O quadro dos fluídos seria, pois o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzissem.
Kardec.A Gêmesi. Pag 363. cap 14   

domingo, 22 de dezembro de 2013

Retorno da Vida Corporal à Vida Espiritual


    Levando em consideração que todos nascemos com a certeza que um dia morreremos, acho muito importante estudar para compreender melhor essa passagem.

    Livro II – Capítulo III-Retorno da Vida Corporal à Vida Espiritual

    Perturbação Espiritual – Perguntas 163 a 165

    163 – Deixando o corpo, a alma tem imediatamente consciência de si mesma?

    -- Consciência imediata não é bem o termo; ela fica algum tempo em estado de perturbação.
    164 – Todos os Espíritos experimentam, no mesmo grau e pelo mesmo tempo, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo?

    -- Não; depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado se reconhece quase imediatamente, porque se libertou da matéria durante a vida do corpo, ao passo que o homem carnal, aquele cuja consciência não é pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.
    165 – O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração mais ou menos longa, da perturbação?

    -- Influência muito grande, visto que o Espírito já compreendia de antemão a sua situação. Mas a prática do bem e a confiança pura exercem maior influência.

    Nota:
    No momento da morte, tudo, a princípio, é confuso. A alma precisa de algum tempo para se reconhecer; acha-se como que aturdida, no estado de um homem que despertou de profundo sono e procura compreender a sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe voltam à medida que se apaga a influência da matéria da qual acaba de se libertar, e se dissipa a espécie de nevoeiro que lhe obscurece os pensamentos.

    A duração da perturbação que se segue à morte é muito variável. Pode ser de algumas horas, como de vários meses e até de muitos anos. É menos longa naqueles que, desde a vida terrena, se identificaram com o seu estado futuro, pois esses compreendem imediatamente a posição em que se encontram.

    Essa perturbação apresenta circunstâncias particulares, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. Nas mortes violentas, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos etc., o Espírito fica surpreendido, espantado, não acredita que esteja morto e sustenta essa idéia com obstinação. No entanto, vê o seu próprio corpo, sabe que esse corpo é seu, mas não compreende que se ache separado dele; acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não entende por que elas não o ouvem. Essa ilusão dura até o completo desprendimento do perispírito. Só então o Espírito se reconhece e compreende que já não faz parte do número dos vivos.

    Este fenômeno se explica facilmente. Surpreendido pela morte imprevista, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou; considera ainda a morte como sinônimo de destruição, de aniquilamento. Ora, como pensa, vê e ouve, tem a sensação de não estar morto. O que lhe aumenta a ilusão é o fato de se ver com um corpo semelhante ao precedente, quanto à forma, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar; julga-o sólido e compacto como o primeiro e, quando chamam sua atenção para esse ponto, admira-se de não poder apalpa-lo.

    Esse fenômeno é análogo ao que ocorre com alguns sonâmbulos inexperientes, que não crêem dormir; para eles o sono é sinônimo de suspensão das faculdades. Ora, como pensam livremente e vêem, julgam que não dormem. Certos Espíritos apresentam essa particularidade, embora a morte não lhes tenha chegado inesperadamente. Mas é sempre mais generalizada entre os que, apesar de doentes, não pensavam em morrer. Observa-se, então, o singular espetáculo de um Espírito assistir ao seu próprio enterro, como se fora o de um estranho, e falando desse ato como de coisa que não lhe diz respeito, até o momento em que compreende a verdade.

    A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; é calma e em tudo semelhante àquela que acompanha um despertar tranqüilo. Para aquele cuja consciência não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à medida que ele reconhece a sua nova situação.

    Nos casos de morte coletiva, tem sido observado que nem todos os que perecem ao mesmo tempo tornam a ver-se imediatamente. Na perturbação que se segue à morte, cada um vai para seu lado ou só se preocupa com os que lhe interessam. 

domingo, 24 de novembro de 2013

Dissertação de um espírito sobre a influência moral do médium




230- A seguinte instrução sobre o assunto nos foi dada por um Espírito de quem temos inserido muitas comunicações:

Como já dissemos, os médiuns exercem influência meramente secundária nas comunicações dos Espíritos, se levarmos em conta somente a faculdade mediúnica em si mesma. O papel deles é o de uma máquina elétrica que transmite telegrama entre dois pontos afastados da Terra. Assim. Quando queremos ditar uma comunicação, agimos sobre o médium como o telegrafista age sobre o aparelho, isto é, do mesmo modo que o tique-taque do telégrafo vai traçando, a milhares de léguas sobre uma tira de papel, os sinais reprodutores do telegrama, nós também transmitimos, por meio de aparelho mediúnico, através das distâncias incomensuráveis que separam o mundo visível do mundo invisível, o mundo material do mundo carnal, aquilo que queremos vos ensinar. Mas, assim como as influências atmosféricas perturbam, não raras vezes as transmissões do telégrafo elétrico, também a influência moral do médium pode perturbar a transmissão das nossas mensagens de além-túmulo, já que somos obrigados a fazê-las passar por um meio que lhes é contrário. Entretanto, na maioria das vezes essa influência é anulada pela nossa energia e pela nossa vontade, de modo que nenhum ato perturbador se manifesta. Com efeito, ditados de elevado alcance filosófico e comunicações de perfeita moralidade são transmitidos algumas vezes por médiuns pouco apropriados a esses ensinos superiores. Em contrapartida, comunicações pouco edificantes chegam algumas vezes por médiuns que se envergonham de lhes haverem servido de condutores.

De modo geral, pode-se afirmar que os Espíritos atraem Espíritos que lhes são similares, e que raramente os Espíritos elevados se comunicam por aparelhos maus condutores, quando têm à mão bons aparelhos mediúnicos, isto é, quando dispõem de bons medianeiros.

“ Os médiuns levianos e pouco sérios atraem, pois, Espíritos da mesma natureza. É por isso que suas comunicações se mostram cheias de banalidades, frivolidades, ideias truncadas e, não raro, puco ortodoxas, espiriticamente falando. Certamente eles podem dizer, às vezes dizem, coisas aproveitáveis; mas, é principalmente nesse caso que se deve submetê-los a um exame severo e escrupuloso, porque, no meio de coisas aproveitáveis, alguns Espíritos hipócritas insinuam, com habilidade e calculada perfídia, fatos de pura invenção, asserções mentirosas, a fim de iludir a boa fé dos que lhes dispensam atenção. Deve-se então eliminar sem piedade toda palavra, toda frase equívoca e só conservar do ditado o que a lógica possa aceitar, ou o que a Doutrina já ensinou. As comunicações desta natureza só são de temer para os espíritas que trabalham isolados, para os grupos novos ou pouco esclarecidos, visto que, nas reuniões onde os adeptos estão mais adiantados e já adquiriram experiência, a gralha perde o seu tempo a se adornar com as penas do pavão; acaba, sempre desmascarada.

…..........

Na dúvida, abstêm-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja para vós de inegável evidência. Quando aparecer uma ideias nova, por menos duvidosa que vos pareça, fazei-a passar pelo crivo da razão e da lógica e rejeitai corajosamente o que a razão e o bom senso reprovarem. É melhor repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria podereis edificar um sistema completo, que desabaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demostradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal ou uma demostração irrefutável virá vos afirmar a sua autenticidade.

“ Lembai-vos no entanto, ó espíritas! De que nada é impossível para Deus e para os Espíritos bons, a não ser a injustiça e a iniquidade.
Leia o texto na íntegra em o “ Livro Dos Médiuns” Capítulo XX – Influência Moral Do Médium

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Psicografia



Vim de tão longe, estava frio e escuro. Eu não tinha muita esperança, não tinha direção. Os dias eram longos e as noites sem fim e eu estava perdido, não sabia o que fazer. Com o passar do tempo, as coisas que não faziam sentido nenhum, começaram a clarear. Todos os erros que eu havia cometido, caíram sobre mim, como o peso do mundo! O que antes não me afetava, me fez ficar paralisado, e a compreensão veio seguida do arrependimento. Algum tempo depois comecei a enxergar o que antes não via e percebi que não estava sozinho. Comecei a ouvir vozes e orações e vi que apesar de tudo ainda havia esperança, pois algumas pessoas, mesmo sabendo dos meus erros ainda rezavam por mim. Depois disso fui resgatado e o meu trabalho começou a partir daí. Primeiro fui me cuidar, me recuperar e me equilibrar, pois só é possível ajudar os outros quando estamos equilibrados. Tempos depois voltei a Terra para trabalhar prestando socorro aos necessitados, aos irmãos perdidos que vagavam pelo mundo carnal.
Tinha família por aqui, mas estes não me queriam bem, certamente pela pessoa que tinha sido quando ainda encarnado estava, apesar disso orava por todos eles pois tinha consciência dos meus erros e me arrependia de tê-los cometido.
Com a passagem do tempo, meus pais desencarnaram e pude encontrá-los e me desculpar por tudo que havia feito, era uma outra pessoa. Graças a Deus fui perdoado e com a alma lavada pude me empenhar ainda mais no trabalho de ajuda aos irmãos perdidos e, por isso hoje estou por aqui, contando a minha história resumidamente.
Quero mostrar que erramos muitas vezes, e com isso nos perdemos o melhor caminho a ser seguido, somos levados por tentações, cobiças, orgulho, enfim, tudo que nos afasta da evolução espiritual. Ficamos sozinhos, perdidos e muitas vezes nada nessa vida faz sentido. Mesmo quando nos encontramos no fundo do poço, completamente desolados, sem esperança. Sempre existirá uma saída, o tempo quem determina é você.
Acreditem que tudo nessa vida tem o objetivo de construir degraus para a escalada da evolução espiritual, tudo é aprendizado, há sempre um raio de luz, um copo d'água para matar a nossa sede, a nossa necessidade de conhecimento e educação que acontece através das vicissitudes da vida.
Não se deixe abater, acreditem que tudo, até o que achamos que nos joga para baixo, pode ser aproveitado para nossa escalada. Lembre-se que estamos aqui de passagem, e voltaremos quantas vezes forem necessárias. Na Terra, não existe privilegiado, todos temos as mesmas oportunidades, se não for nessa vida, com certeza foi ou será em outra. Fiquem com Deus.

Pai Bento.  



domingo, 29 de setembro de 2013

Vampiro ou Esponja?


No mumdo de hoje, mais do que nunca, vocês estão cercados de vampiros. São os indivíduos comuns que vivem das energias alheias e delas se nutem, lesando e roubando mesmo aqueles com quem convivem. Não se vestem de preto, nem tampouco vagueiam pela noite em busca do pescoço de inocentes para saciar sua sede de sangue. Nada disso. Os vampiros modernos esgotam as reservas energéticas dos outros atacando pelo lado emocional e afetivo. Fazem-se de vítima e querem despertar cuidados especiais da parte de quem está a seu redor, provocando-lhes o esgotamento nervoso e vital. Vivem num mar de lágrimas e justificam sua atitude afirmando que a infelicidade ou a insatisfação que experimentam é culpa do outro, do obsessor ou de alguma coisa que foi arquitetada contra si. Deve-se que ter cautela contra esse tipo de gente.
“ Por outro lado, há aqueles que embora não sejam vampiros, sugam todo tipo de emoção – ou forma energética de conteúdo emocional – que esteja dispersa em ambientes os mais diversos. Caso deparem com alguém atravessando um problema emocional, fazem verdadeira sucção dessa energia discordantes; rapidamente, passam a sofres os impactos vibratórios decorrentes das atitudes e da vida do outro, que logo começa a se sentir bem, pois recebeu certa cota de vitalidade com a simples proximidade do indivíduo esponja Simultaneamente, as energias negativas e indesejáveis que este absorveu provocam-lhe grande mal-estar. É um mecanismo infeliz, cujo efeito ´-e bem diferente do que se verifica no doação. Esse é o drama dos seres de personalidade esponja”

Você se enquadra é alguma dessas modalidades de personalidade?
Como se proteger?

Na Realização de suas atividades cotidiana, o terapeuta do espírito, o espiritualista e o estudioso das ciências psíquicas devem necessariamente familiarizar-se com certos princípios fundamentais para entender o mecanismo de funcionamento da criação mental. O conhecimento evita que o sujeito se coloque como vítima e promove sua ascensão a agente de sua própria vida, aprendendo a coibir perdas fluídicas desnecessárias.

Quando encarnados todos os pensamentos ou ideias, uma vez abrigados de modo mais ou menos permanente, causarão reação física. Embora se percebam eventuais consequencias somente após algum tempo em que são cultivados e irradiado, torna-se inevitável considerar que as pessoas precisam ficar atentas à qualidade do produto da mente, que pode afetar as diversas funções do corpo de maneira intensa.

O mais sensato contra isso, diz o Espírito João Cobú, é reorganizar as matrizes do pensar e fazer uma faxina mental, selecionando a qualidade das ideias, dos conceitos e das imagens que se acolhem na intimidade, visando deixar o lixo tóxico dos pensamentos de baixa vibração do lado de fora. Eis por que muita gente vai atrás dos Espíritos pedindo que os livre deste ou daquele problema, com efeito nada pode ser feito, pois a fonte do problema está no psiquismo de quem se sente incomodado; é a própria pessoas que necessita reciclar sua vida mental com urgência.

Muita gente se queixa de problemas físicos cujas causas os médicos da Terra não conseguem descobrir. Ocorre que certas patologias, principalmente aquelas sem diagnósticos, na maior parte das vezes são causadas por uma vida mental e emocional complexa e desarmônica. Certas preocupações constantes, induzem inúmeras mudanças no corpo físico, causando muitas doenças. Não há como culpar a vida, os espíritos do mal ou supostos feitiços e artifícios de magia negra por eventuais, ou constantes, desequilíbrios orgânicos.
“ Na verdade , requerem-se muita coragem e disposição para realizar uma cirurgia na própria alma, abrindo-se para uma análise ou uma autocrítica pormenorizada. Somente assim se verá que a maioria dos males que imputados aos outros é resultado do estilo de vida mental e emocional que o ser desenvolveu ao londo do tempo.


RETIRADO DO LIVRO: CORPO FECHADO DE ROBSOM PINHEIRO.  

domingo, 11 de agosto de 2013

Razão e a Emoção

Existe uma maneira de você se modificar, de investir em suas próprias emoções, usando a razão para definir um estado melhor de vida mental e emocional para si. Não espere o outro mudar, mude você primeiro. Comece em si mesmo as mudanças que deseja no outro e verá como sua vida ganhará em qualidade. Tire esse negócio de mandinga, de trabalho feito ou de alguma maleita de sua cabeça; aprenda de uma vez por todas, se há qualquer coisa que pode modificar sua vida para melhor ou para pior, essa força parte é de dentro de você. É a sua própria mente que vai definir o tipo ou a qualidade de vida que você terá deste ponto em diante.
Se você está numa encruzilha vibratória, dividida entre a razão e a emoção. Um espírito muito elevado disse uma vez que Deus colocou a cabeça acima do coração para que a gente possa pensar primeiro antes de agir. Vamos aprender com esse pensamento e traçar novos rumos para a vida. Não aja por impulso nem baseada nas emoções, porque se arrependerá sempre. Pare de reagir e aja; seja uma pessoas ativa, que toma as decisões baseada num planejamento de sua vida. Não transfira a outros, quer espírito ou encarnado, a direção de sua vida. Você é arquiteta da própria felicidade.

Retirado do Livro: Corpo Fechado

Robson Pinheiro pelo Espírito de W Voltz orientado por Ângelo Inácio.  

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Estudo dos Fluidos





Originariamente emprega-se o termo “fluido” para designar a força operante das curas, no tratamentos pelos passes e nas operações mediúnicas, como também para todas as formas de influenciação psíquica exterior sobre indivíduos, em presença ou à distância, em quaisquer circunstância, ainda, nos casos dos fenômenos provocados, com por exemplo, nos trabalhos comuns de efeitos físicos.

Realmente as influências em geral podem ser físicas ou psíquicas, sendo as primeiras, justamente, as que ocorrem por influência dos fluidos, enquanto que as últimas são do campo, também bastante vasto, dos agentes telepáticos, isto é, dos que operam as transmissões de ideias, pensamentos, impulsos, desejos, etc.

O Termo fluido é genérico e indica as emanações, as radiações físicas ou orgânicas provindas de outras pessoas no ambiente em que se situa o doente, ou de espíritos desencarnados.

O fluído provindo de uma pessoa encarnada nada mais é que magnetismo humano emanação de matéria orgânica, força animal existente ou decorrente da atividade das células que formam o corpo físico.
Este fluído, esta emanação podem ser ons ou maus, benéficos ou perniciosos, segundo a condição física ou moral do emissor, e concorrem a formar a auras individuais

Essa emissão pode ser voluntária ou involuntária, deliberada ou inconsciente. Um espírito inferior, desencarnado pode impregnar as pessoas de fluídos ruins, mórbidos, com sua simples aproximação, mesmo quando não tenha a ideia de fazê-lo e ignore o que está acontecendo.

A contaminação deliberada, muito mais maléfica que a anterior, transmite ao doente não só os próprios fluídos pesados do espírito inferior, com também o contingente psíquico complementar, representado pelos pensamentos e pelos desejos maléficos do emissor, movimentados pela vontade.

O mau fluído, dotado de vibração pesada e baixa, afeta os centros de força, destes passa ao plexos e ao sistema nervoso, atacando órgãos e produzindo pertubações psicossomáticas de inúmero aspectos e naturezas.

Há fluídos tão pesados, tão animalizados e impuros que possuem mau cheiro; além do mal que fazem quando se impregnam em nosso perispírito, causam repugnância e agem fortemente sobre os órgãos internos.

Os sensitivos ( Médiuns) mais que quaisquer outros , estão sujeitos ao recebimento constante desses fluídos e, se não procederem diariamente ao trabalhos de limpeza psíquica, acabarão por se tornarem vítimas crônicas e submissas de graves pertubações provindas da contaminação fluídica.

Os espíritos obsessores condensam fluídos até torná-los viciosos, fortemente aderentes e com eles envolvem as regiões ou órgãos que desejam atingir e até mesmo a aura toda da vítima, isolando esta completamente do meio exterior, nestes casos, e não havendo reações da parte desta, nem mesmo os próprios espíritos protetores podem agir socorrendo.

O passe dissolve esse visco e permite a penetração dos fluídos finos e luminosos que restabelecem as funções orgânicas.

O fluído bom, contrariamente, possui vibração elevada e pura que reconforta, estimula e cura as pertubações físicas e morais.
Por isso os médiuns e as pessoas que dão passes não devem ser viciadas no fumo, no álcool, etc,. Para que, juntamente com seu próprio fluído, não transfiram para os doentes as emanações naturais desses tóxicos, que produzem males inúmeros aos organismos doentes e sensíveis.

Também não devem dar passes quando estiverem doentes, fracos ou intoxicados por excessos de alimentação ou medicamentos, porque, da mesma forma, transferirão para os doentes esses venenos orgânicos.

E. ainda, quando estiverem espiritualmente perturbados, vitimados por encostos, obsessões, etc,.porque além de seus fluídos, já de si mesmo prejudiciais, ainda transferirão para o doente os fluídos maus dos espíritos perturbadores com os quais estejam em contato.

Os médiuns devem se purificar de coro e espírito, o mais que lhes for possível, para possuírem fluídos salutares e benéficos, com os quais poderão então efetuar curas verdadeiras.

Por outro lado, devem adotar o hábito de procederem em sí mesmos a um trabalho de auto limpeza, auto passe, para poderem compensar a inferioridade imanente, própria dos nossos corpos de carne, sujeitos a tantas imperfeições e impurezas.

Só assim terão êxito em suas tarefas e poderão cumprir a determinação do Divino Mestre quando disse: Ide e Pregai, socorrei aos aflitos e curai os enfermos em meu nome.


Edgard Armond
Passes e Radiações

domingo, 12 de maio de 2013

DEUS




Qualquer um, numa oração pura, numa prece sentida, num momento de sublimação espiritual pode fala a Deus. Ele,assim, ouvirá. Sua Onipresença, que está operando por dentro e por fora de todos os poderes e de todas as coisas por si mesmo geradas e engendradas, registrará o pedido, o brado de socorro , venha de onde vier.

Livro Umbanda e o Poder da Mediunidade de W.W. DA MATTA E SILVA  

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Morte Segundo o Espiritismo







Para a Doutrina Espírita, antes de tudo, a morte não é o fim! O significado da morte para o Espiritismo foi revelado pelos espíritos superiores a Kardec, cuja missão foi mostrar ao mundo, o que ocorre após o desencarne (morte).

Diversos outros espíritas com o médium Chico Xavier contribuíram para elucidar e mostrar que a morte é apenas uma passagem para o verdadeiro mundo, o Mundo Espiritual. Chico Xavier transmitiu diversas mensagens de espíritos para os seus familiares, consolando os que ficaram e mostrando, ao mesmo tempo, que a morte não foi um fim, mas sim o recomeço de uma outra etapa, e que eles, os entes queridos, continuam existindo e ligados aos que ficaram pelos laços da afetividade. Até porque, a vida terrestre em um corpo físico, bem como a vida no plano espiritual, em um corpo sutil, são apenas etapas para o aperfeiçoamento e o aprendizado do espírito e, ao morrermos, nossas almas continuam e vão para o mundo espiritual levando na bagagem tudo o que aprendemos nessa passagem terrena.

Além disso, cada alma é única e tem uma essência própria, ou seja, no mundo dos espíritos ela continua a ser quem sempre foi, mantendo sua características individuais de personalidade. Assim, se o indivíduo era carinhoso, simpático e otimista, vai chegar do lado de lá com essas características. Se era carrancudo, odiento ou desajustado, também vai chegar lá dessa maneira. Ninguém morre e vira santo!! E ao “acordar” no mundo espiritual, percebe que a vida continua, deixando para trás apenas o corpo de carne.

Doutrina Espírita em revista.

Obs:
Por isso depende de nós mesmos, a nossa melhora como ser, tentarmos aumentar nossas qualidades e superar defeitos de caráter. A Reencarnação é a maior prova que Deus nos ama , através dela temos a oportunidade de nos corrigir a cada nova vida.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Anjo da Guarda







Há Espíritos que se ligam particularmente a um indivíduo para protegê-lo, este é o irmão espiritual, o bom Espírito, o bom gênio ou anjo da guarda. É um Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada.
A missão dele é a mesma de um pai com relação aos seus filhos, a de guiar o seu protegido pelo caminho do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições e levantar-lhe o ânimo nas provas da vida. Ele se dedica ao indivíduo, desde o nascimento até a morte e muitas vezes o acompanha na vida espiritual, depois da morte, e mesmo através de muitas existências corpóreas. Uma vez que o mesmo aceitou o encargo, fica obrigado a vos assistir, mas, pode ele escolher os seres que lhes sejam simpáticos. Para alguns, é um prazer; para outros, missão ou dever. Caso esse espírito tenha que desempenhar outras missões, outro o substituirá. Mesmo quando seu protegido se mostra rebelde aos seus conselhos ele não o abandona, pode afastar-se, pois vê que o seu protegido se mostra mais simpático aos conselhos dos espíritos inferiores. Ele não o abandona completamente e sempre se faz ouvir, e quando chamado,volta para prestar ajuda.
Eles se acham ao vosso lado por ordem de Deus. Foi Deus quem aí os colocou e, aí permanecendo por amor de Deus, desempenham bela, porém penosa missão. Sim, onde quer que estejais, estarão convosco. Nem nos cárceres, nem nos hospitais, nem nos lugares de devassidão, nem na solidão, estais separados desses amigos a quem não podeis ver, mas cujo brando influxo vossa alma sente, ao mesmo tempo que lhes ouve os ponderados conselhos

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A Grande Transição - Joanna de Ângelis


Opera-se na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo. 



O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral. Isto porque os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.

Os espíritos renitentes na perversidade e nos desmandos, na sensualidade e na vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.

Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus. Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.

Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas, estarão revestindo-se da indumentária carnal para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis. A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.

Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...

A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.

... Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.


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A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude. Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.

A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.

É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos. Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.

Da mesma forma, como progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, se-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.

A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.

Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem o domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.

O indivíduo que se renova moralmente contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribui eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno de objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero  logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue e, porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.

Nenhum receio deve ser cultivado porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.

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A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas. As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra. Enquanto viceje o mal no mundo, o ser humano tornar-se-lhe-á a vítima preferida em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.

A dor momentânea que o fere convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz. Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia. Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.
Joanna de Ângelis

(Mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de Julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ. Publicada na revista ‘Presença Espírita’, Setembro/Outubro 2006, Nº 256, páginas 28 e 29)