Entendendo isso poderemos compreender o sentido de expressões como sugar ou absorver.
Sabe-se que a emoção tem a propriedade de aglutinar os fluídos dispersos no ambientes e emanados pelo ser, conferindo-lhes determinada característica particular, condizente com a fonte que a gerou.
Fluido emocional, isto é, fluído impregnado dos atributos emocionais, Essa substância, composta por matéria astral, é inalada pela boca e pelo nariz durante o processo de respiração e absorvida também pelos poros da epiderme sutil. Efeitos dessa troca fluídica de natureza emocional podem-se notar quando alguém se agita na presença de pessoas excitadas, entristece-se ao comparecer a um velório, por exemplo., ou se alegra ao encontrar alguém bem disposto.
Com os odores, eles “os fluídos” são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais.
Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoismo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura etc. Sob o aspecto físico, são excitantes calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dificultantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, separadores expulsivos, tornam-se força de transmissão de propulsão e etc. O quadro dos fluídos seria, pois o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzissem.
Kardec.A Gêmesi. Pag 363. cap 14
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Intercâmbio de fluídos entre os seres inteligentes, encarnados ou não
domingo, 22 de dezembro de 2013
Retorno da Vida Corporal à Vida Espiritual
Levando em consideração que todos nascemos com a certeza que um dia morreremos, acho muito importante estudar para compreender melhor essa passagem.
Livro II – Capítulo III-Retorno da Vida Corporal à Vida Espiritual
Perturbação Espiritual – Perguntas 163 a 165
163 – Deixando o corpo, a alma tem imediatamente consciência de si mesma?
-- Consciência imediata não é bem o termo; ela fica algum tempo em estado de perturbação.164 – Todos os Espíritos experimentam, no mesmo grau e pelo mesmo tempo, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo?
-- Não; depende da elevação de cada um. Aquele que já está purificado se reconhece quase imediatamente, porque se libertou da matéria durante a vida do corpo, ao passo que o homem carnal, aquele cuja consciência não é pura, guarda por muito mais tempo a impressão da matéria.165 – O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração mais ou menos longa, da perturbação?
-- Influência muito grande, visto que o Espírito já compreendia de antemão a sua situação. Mas a prática do bem e a confiança pura exercem maior influência.
Nota:
No momento da morte, tudo, a princípio, é confuso. A alma precisa de algum tempo para se reconhecer; acha-se como que aturdida, no estado de um homem que despertou de profundo sono e procura compreender a sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado lhe voltam à medida que se apaga a influência da matéria da qual acaba de se libertar, e se dissipa a espécie de nevoeiro que lhe obscurece os pensamentos.
A duração da perturbação que se segue à morte é muito variável. Pode ser de algumas horas, como de vários meses e até de muitos anos. É menos longa naqueles que, desde a vida terrena, se identificaram com o seu estado futuro, pois esses compreendem imediatamente a posição em que se encontram.
Essa perturbação apresenta circunstâncias particulares, de acordo com os caracteres dos indivíduos e, principalmente, com o gênero de morte. Nas mortes violentas, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos etc., o Espírito fica surpreendido, espantado, não acredita que esteja morto e sustenta essa idéia com obstinação. No entanto, vê o seu próprio corpo, sabe que esse corpo é seu, mas não compreende que se ache separado dele; acerca-se das pessoas a quem estima, fala-lhes e não entende por que elas não o ouvem. Essa ilusão dura até o completo desprendimento do perispírito. Só então o Espírito se reconhece e compreende que já não faz parte do número dos vivos.
Este fenômeno se explica facilmente. Surpreendido pela morte imprevista, o Espírito fica atordoado com a brusca mudança que nele se operou; considera ainda a morte como sinônimo de destruição, de aniquilamento. Ora, como pensa, vê e ouve, tem a sensação de não estar morto. O que lhe aumenta a ilusão é o fato de se ver com um corpo semelhante ao precedente, quanto à forma, mas cuja natureza etérea ainda não teve tempo de estudar; julga-o sólido e compacto como o primeiro e, quando chamam sua atenção para esse ponto, admira-se de não poder apalpa-lo.
Esse fenômeno é análogo ao que ocorre com alguns sonâmbulos inexperientes, que não crêem dormir; para eles o sono é sinônimo de suspensão das faculdades. Ora, como pensam livremente e vêem, julgam que não dormem. Certos Espíritos apresentam essa particularidade, embora a morte não lhes tenha chegado inesperadamente. Mas é sempre mais generalizada entre os que, apesar de doentes, não pensavam em morrer. Observa-se, então, o singular espetáculo de um Espírito assistir ao seu próprio enterro, como se fora o de um estranho, e falando desse ato como de coisa que não lhe diz respeito, até o momento em que compreende a verdade.
A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; é calma e em tudo semelhante àquela que acompanha um despertar tranqüilo. Para aquele cuja consciência não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à medida que ele reconhece a sua nova situação.
Nos casos de morte coletiva, tem sido observado que nem todos os que perecem ao mesmo tempo tornam a ver-se imediatamente. Na perturbação que se segue à morte, cada um vai para seu lado ou só se preocupa com os que lhe interessam.
domingo, 24 de novembro de 2013
Dissertação de um espírito sobre a influência moral do médium
230- A seguinte instrução sobre o assunto nos foi dada por um Espírito de quem temos inserido muitas comunicações:
Como já dissemos, os médiuns exercem influência meramente secundária nas comunicações dos Espíritos, se levarmos em conta somente a faculdade mediúnica em si mesma. O papel deles é o de uma máquina elétrica que transmite telegrama entre dois pontos afastados da Terra. Assim. Quando queremos ditar uma comunicação, agimos sobre o médium como o telegrafista age sobre o aparelho, isto é, do mesmo modo que o tique-taque do telégrafo vai traçando, a milhares de léguas sobre uma tira de papel, os sinais reprodutores do telegrama, nós também transmitimos, por meio de aparelho mediúnico, através das distâncias incomensuráveis que separam o mundo visível do mundo invisível, o mundo material do mundo carnal, aquilo que queremos vos ensinar. Mas, assim como as influências atmosféricas perturbam, não raras vezes as transmissões do telégrafo elétrico, também a influência moral do médium pode perturbar a transmissão das nossas mensagens de além-túmulo, já que somos obrigados a fazê-las passar por um meio que lhes é contrário. Entretanto, na maioria das vezes essa influência é anulada pela nossa energia e pela nossa vontade, de modo que nenhum ato perturbador se manifesta. Com efeito, ditados de elevado alcance filosófico e comunicações de perfeita moralidade são transmitidos algumas vezes por médiuns pouco apropriados a esses ensinos superiores. Em contrapartida, comunicações pouco edificantes chegam algumas vezes por médiuns que se envergonham de lhes haverem servido de condutores.
De modo geral, pode-se afirmar que os Espíritos atraem Espíritos que lhes são similares, e que raramente os Espíritos elevados se comunicam por aparelhos maus condutores, quando têm à mão bons aparelhos mediúnicos, isto é, quando dispõem de bons medianeiros.
“ Os médiuns levianos e pouco sérios atraem, pois, Espíritos da mesma natureza. É por isso que suas comunicações se mostram cheias de banalidades, frivolidades, ideias truncadas e, não raro, puco ortodoxas, espiriticamente falando. Certamente eles podem dizer, às vezes dizem, coisas aproveitáveis; mas, é principalmente nesse caso que se deve submetê-los a um exame severo e escrupuloso, porque, no meio de coisas aproveitáveis, alguns Espíritos hipócritas insinuam, com habilidade e calculada perfídia, fatos de pura invenção, asserções mentirosas, a fim de iludir a boa fé dos que lhes dispensam atenção. Deve-se então eliminar sem piedade toda palavra, toda frase equívoca e só conservar do ditado o que a lógica possa aceitar, ou o que a Doutrina já ensinou. As comunicações desta natureza só são de temer para os espíritas que trabalham isolados, para os grupos novos ou pouco esclarecidos, visto que, nas reuniões onde os adeptos estão mais adiantados e já adquiriram experiência, a gralha perde o seu tempo a se adornar com as penas do pavão; acaba, sempre desmascarada.
…..........
Na dúvida, abstêm-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja para vós de inegável evidência. Quando aparecer uma ideias nova, por menos duvidosa que vos pareça, fazei-a passar pelo crivo da razão e da lógica e rejeitai corajosamente o que a razão e o bom senso reprovarem. É melhor repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria podereis edificar um sistema completo, que desabaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demostradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal ou uma demostração irrefutável virá vos afirmar a sua autenticidade.
“ Lembai-vos no entanto, ó espíritas! De que nada é impossível para Deus e para os Espíritos bons, a não ser a injustiça e a iniquidade.
Leia o texto na íntegra em o “ Livro Dos Médiuns” Capítulo XX – Influência Moral Do Médium
Como já dissemos, os médiuns exercem influência meramente secundária nas comunicações dos Espíritos, se levarmos em conta somente a faculdade mediúnica em si mesma. O papel deles é o de uma máquina elétrica que transmite telegrama entre dois pontos afastados da Terra. Assim. Quando queremos ditar uma comunicação, agimos sobre o médium como o telegrafista age sobre o aparelho, isto é, do mesmo modo que o tique-taque do telégrafo vai traçando, a milhares de léguas sobre uma tira de papel, os sinais reprodutores do telegrama, nós também transmitimos, por meio de aparelho mediúnico, através das distâncias incomensuráveis que separam o mundo visível do mundo invisível, o mundo material do mundo carnal, aquilo que queremos vos ensinar. Mas, assim como as influências atmosféricas perturbam, não raras vezes as transmissões do telégrafo elétrico, também a influência moral do médium pode perturbar a transmissão das nossas mensagens de além-túmulo, já que somos obrigados a fazê-las passar por um meio que lhes é contrário. Entretanto, na maioria das vezes essa influência é anulada pela nossa energia e pela nossa vontade, de modo que nenhum ato perturbador se manifesta. Com efeito, ditados de elevado alcance filosófico e comunicações de perfeita moralidade são transmitidos algumas vezes por médiuns pouco apropriados a esses ensinos superiores. Em contrapartida, comunicações pouco edificantes chegam algumas vezes por médiuns que se envergonham de lhes haverem servido de condutores.
De modo geral, pode-se afirmar que os Espíritos atraem Espíritos que lhes são similares, e que raramente os Espíritos elevados se comunicam por aparelhos maus condutores, quando têm à mão bons aparelhos mediúnicos, isto é, quando dispõem de bons medianeiros.
“ Os médiuns levianos e pouco sérios atraem, pois, Espíritos da mesma natureza. É por isso que suas comunicações se mostram cheias de banalidades, frivolidades, ideias truncadas e, não raro, puco ortodoxas, espiriticamente falando. Certamente eles podem dizer, às vezes dizem, coisas aproveitáveis; mas, é principalmente nesse caso que se deve submetê-los a um exame severo e escrupuloso, porque, no meio de coisas aproveitáveis, alguns Espíritos hipócritas insinuam, com habilidade e calculada perfídia, fatos de pura invenção, asserções mentirosas, a fim de iludir a boa fé dos que lhes dispensam atenção. Deve-se então eliminar sem piedade toda palavra, toda frase equívoca e só conservar do ditado o que a lógica possa aceitar, ou o que a Doutrina já ensinou. As comunicações desta natureza só são de temer para os espíritas que trabalham isolados, para os grupos novos ou pouco esclarecidos, visto que, nas reuniões onde os adeptos estão mais adiantados e já adquiriram experiência, a gralha perde o seu tempo a se adornar com as penas do pavão; acaba, sempre desmascarada.
…..........
Na dúvida, abstêm-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja para vós de inegável evidência. Quando aparecer uma ideias nova, por menos duvidosa que vos pareça, fazei-a passar pelo crivo da razão e da lógica e rejeitai corajosamente o que a razão e o bom senso reprovarem. É melhor repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria podereis edificar um sistema completo, que desabaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demostradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal ou uma demostração irrefutável virá vos afirmar a sua autenticidade.
“ Lembai-vos no entanto, ó espíritas! De que nada é impossível para Deus e para os Espíritos bons, a não ser a injustiça e a iniquidade.
Leia o texto na íntegra em o “ Livro Dos Médiuns” Capítulo XX – Influência Moral Do Médium
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Psicografia
Vim de tão longe, estava frio e escuro. Eu não tinha muita esperança, não tinha direção. Os dias eram longos e as noites sem fim e eu estava perdido, não sabia o que fazer. Com o passar do tempo, as coisas que não faziam sentido nenhum, começaram a clarear. Todos os erros que eu havia cometido, caíram sobre mim, como o peso do mundo! O que antes não me afetava, me fez ficar paralisado, e a compreensão veio seguida do arrependimento. Algum tempo depois comecei a enxergar o que antes não via e percebi que não estava sozinho. Comecei a ouvir vozes e orações e vi que apesar de tudo ainda havia esperança, pois algumas pessoas, mesmo sabendo dos meus erros ainda rezavam por mim. Depois disso fui resgatado e o meu trabalho começou a partir daí. Primeiro fui me cuidar, me recuperar e me equilibrar, pois só é possível ajudar os outros quando estamos equilibrados. Tempos depois voltei a Terra para trabalhar prestando socorro aos necessitados, aos irmãos perdidos que vagavam pelo mundo carnal.
Tinha família por aqui, mas estes não me queriam bem, certamente pela pessoa que tinha sido quando ainda encarnado estava, apesar disso orava por todos eles pois tinha consciência dos meus erros e me arrependia de tê-los cometido.
Com a passagem do tempo, meus pais desencarnaram e pude encontrá-los e me desculpar por tudo que havia feito, era uma outra pessoa. Graças a Deus fui perdoado e com a alma lavada pude me empenhar ainda mais no trabalho de ajuda aos irmãos perdidos e, por isso hoje estou por aqui, contando a minha história resumidamente.
Quero mostrar que erramos muitas vezes, e com isso nos perdemos o melhor caminho a ser seguido, somos levados por tentações, cobiças, orgulho, enfim, tudo que nos afasta da evolução espiritual. Ficamos sozinhos, perdidos e muitas vezes nada nessa vida faz sentido. Mesmo quando nos encontramos no fundo do poço, completamente desolados, sem esperança. Sempre existirá uma saída, o tempo quem determina é você.
Acreditem que tudo nessa vida tem o objetivo de construir degraus para a escalada da evolução espiritual, tudo é aprendizado, há sempre um raio de luz, um copo d'água para matar a nossa sede, a nossa necessidade de conhecimento e educação que acontece através das vicissitudes da vida.
Não se deixe abater, acreditem que tudo, até o que achamos que nos joga para baixo, pode ser aproveitado para nossa escalada. Lembre-se que estamos aqui de passagem, e voltaremos quantas vezes forem necessárias. Na Terra, não existe privilegiado, todos temos as mesmas oportunidades, se não for nessa vida, com certeza foi ou será em outra. Fiquem com Deus.
Pai Bento.
domingo, 29 de setembro de 2013
Vampiro ou Esponja?
No mumdo de hoje, mais
do que nunca, vocês estão cercados de vampiros. São os indivíduos
comuns que vivem das energias alheias e delas se nutem, lesando e
roubando mesmo aqueles com quem convivem. Não se vestem de preto,
nem tampouco vagueiam pela noite em busca do pescoço de inocentes
para saciar sua sede de sangue. Nada disso. Os vampiros modernos
esgotam as reservas energéticas dos outros atacando pelo lado
emocional e afetivo. Fazem-se de vítima e querem despertar cuidados
especiais da parte de quem está a seu redor, provocando-lhes o
esgotamento nervoso e vital. Vivem num mar de lágrimas e justificam
sua atitude afirmando que a infelicidade ou a insatisfação que
experimentam é culpa do outro, do obsessor ou de alguma coisa que
foi arquitetada contra si. Deve-se que ter cautela contra esse tipo
de gente.
“ Por outro lado, há
aqueles que embora não sejam vampiros, sugam todo tipo de emoção –
ou forma energética de conteúdo emocional – que esteja dispersa
em ambientes os mais diversos. Caso deparem com alguém atravessando
um problema emocional, fazem verdadeira sucção dessa energia
discordantes; rapidamente, passam a sofres os impactos vibratórios
decorrentes das atitudes e da vida do outro, que logo começa a se
sentir bem, pois recebeu certa cota de vitalidade com a simples
proximidade do indivíduo esponja Simultaneamente, as energias
negativas e indesejáveis que este absorveu provocam-lhe grande
mal-estar. É um mecanismo infeliz, cujo efeito ´-e bem diferente do
que se verifica no doação. Esse é o drama dos seres de
personalidade esponja”
Você se enquadra é
alguma dessas modalidades de personalidade?
Como se proteger?
Na Realização de suas
atividades cotidiana, o terapeuta do espírito, o espiritualista e o
estudioso das ciências psíquicas devem necessariamente
familiarizar-se com certos princípios fundamentais para entender o
mecanismo de funcionamento da criação mental. O conhecimento
evita que o sujeito se coloque como vítima e promove sua ascensão a
agente de sua própria vida, aprendendo a coibir perdas fluídicas
desnecessárias.
Quando encarnados todos
os pensamentos ou ideias, uma vez abrigados de modo mais ou menos
permanente, causarão reação física. Embora se percebam eventuais
consequencias somente após algum tempo em que são cultivados e
irradiado, torna-se inevitável considerar que as pessoas precisam
ficar atentas à qualidade do produto da mente, que pode afetar as
diversas funções do corpo de maneira intensa.
O mais sensato contra
isso, diz o Espírito João Cobú, é reorganizar as matrizes do
pensar e fazer uma faxina mental, selecionando a qualidade das
ideias, dos conceitos e das imagens que se acolhem na intimidade,
visando deixar o lixo tóxico dos pensamentos de baixa vibração do
lado de fora. Eis por que muita gente vai atrás dos Espíritos
pedindo que os livre deste ou daquele problema, com efeito nada pode
ser feito, pois a fonte do problema está no psiquismo de quem se
sente incomodado; é a própria pessoas que necessita reciclar sua
vida mental com urgência.
Muita gente se queixa
de problemas físicos cujas causas os médicos da Terra não
conseguem descobrir. Ocorre que certas patologias, principalmente
aquelas sem diagnósticos, na maior parte das vezes são causadas por
uma vida mental e emocional complexa e desarmônica. Certas
preocupações constantes, induzem inúmeras mudanças no corpo
físico, causando muitas doenças. Não há como culpar a vida, os
espíritos do mal ou supostos feitiços e artifícios de magia negra
por eventuais, ou constantes, desequilíbrios orgânicos.
“ Na verdade ,
requerem-se muita coragem e disposição para realizar uma cirurgia
na própria alma, abrindo-se para uma análise ou uma autocrítica
pormenorizada. Somente assim se verá que a maioria dos males que
imputados aos outros é resultado do estilo de vida mental e
emocional que o ser desenvolveu ao londo do tempo.
RETIRADO DO LIVRO:
CORPO FECHADO DE ROBSOM PINHEIRO.
domingo, 11 de agosto de 2013
Razão e a Emoção
Existe uma maneira de
você se modificar, de investir em suas próprias emoções, usando a
razão para definir um estado melhor de vida mental e emocional para
si. Não espere o outro mudar, mude você primeiro. Comece em si
mesmo as mudanças que deseja no outro e verá como sua vida ganhará
em qualidade. Tire esse negócio de mandinga, de trabalho feito ou de
alguma maleita de sua cabeça; aprenda de uma vez por todas, se há
qualquer coisa que pode modificar sua vida para melhor ou para pior,
essa força parte é de dentro de você. É a sua própria mente que
vai definir o tipo ou a qualidade de vida que você terá deste ponto
em diante.
Se você está numa
encruzilha vibratória, dividida entre a razão e a emoção. Um
espírito muito elevado disse uma vez que Deus colocou a cabeça
acima do coração para que a gente possa pensar primeiro antes de
agir. Vamos aprender com esse pensamento e traçar novos rumos para a
vida. Não aja por impulso nem baseada nas emoções, porque se
arrependerá sempre. Pare de reagir e aja; seja uma pessoas ativa,
que toma as decisões baseada num planejamento de sua vida. Não
transfira a outros, quer espírito ou encarnado, a direção de sua
vida. Você é arquiteta da própria felicidade.
Retirado do Livro:
Corpo Fechado
Robson Pinheiro pelo
Espírito de W Voltz orientado por Ângelo Inácio.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Estudo dos Fluidos
Originariamente
emprega-se o termo “fluido” para designar a força operante das
curas, no tratamentos pelos passes e nas operações mediúnicas,
como também para todas as formas de influenciação psíquica
exterior sobre indivíduos, em presença ou à distância, em
quaisquer circunstância, ainda, nos casos dos fenômenos provocados,
com por exemplo, nos trabalhos comuns de efeitos físicos.
Realmente as
influências em geral podem ser físicas ou psíquicas, sendo as
primeiras, justamente, as que ocorrem por influência dos fluidos,
enquanto que as últimas são do campo, também bastante vasto, dos
agentes telepáticos, isto é, dos que operam as transmissões de
ideias, pensamentos, impulsos, desejos, etc.
O Termo fluido é
genérico e indica as emanações, as radiações físicas ou
orgânicas provindas de outras pessoas no ambiente em que se situa o
doente, ou de espíritos desencarnados.
O fluído provindo de
uma pessoa encarnada nada mais é que magnetismo humano emanação de
matéria orgânica, força animal existente ou decorrente da
atividade das células que formam o corpo físico.
Este fluído, esta
emanação podem ser ons ou maus, benéficos ou perniciosos, segundo
a condição física ou moral do emissor, e concorrem a formar a
auras individuais
Essa emissão pode ser
voluntária ou involuntária, deliberada ou inconsciente. Um espírito
inferior, desencarnado pode impregnar as pessoas de fluídos ruins,
mórbidos, com sua simples aproximação, mesmo quando não tenha a
ideia de fazê-lo e ignore o que está acontecendo.
A contaminação
deliberada, muito mais maléfica que a anterior, transmite ao doente
não só os próprios fluídos pesados do espírito inferior, com
também o contingente psíquico complementar, representado pelos
pensamentos e pelos desejos maléficos do emissor, movimentados pela
vontade.
O mau fluído, dotado
de vibração pesada e baixa, afeta os centros de força, destes
passa ao plexos e ao sistema nervoso, atacando órgãos e produzindo
pertubações psicossomáticas de inúmero aspectos e naturezas.
Há fluídos tão
pesados, tão animalizados e impuros que possuem mau cheiro; além do
mal que fazem quando se impregnam em nosso perispírito, causam
repugnância e agem fortemente sobre os órgãos internos.
Os sensitivos (
Médiuns) mais que quaisquer outros , estão sujeitos ao recebimento
constante desses fluídos e, se não procederem diariamente ao
trabalhos de limpeza psíquica, acabarão por se tornarem vítimas
crônicas e submissas de graves pertubações provindas da
contaminação fluídica.
Os espíritos
obsessores condensam fluídos até torná-los viciosos, fortemente
aderentes e com eles envolvem as regiões ou órgãos que desejam
atingir e até mesmo a aura toda da vítima, isolando esta
completamente do meio exterior, nestes casos, e não havendo reações
da parte desta, nem mesmo os próprios espíritos protetores podem
agir socorrendo.
O passe dissolve esse
visco e permite a penetração dos fluídos finos e luminosos que
restabelecem as funções orgânicas.
O fluído bom,
contrariamente, possui vibração elevada e pura que reconforta,
estimula e cura as pertubações físicas e morais.
Por isso os médiuns e
as pessoas que dão passes não devem ser viciadas no fumo, no
álcool, etc,. Para que, juntamente com seu próprio fluído, não
transfiram para os doentes as emanações naturais desses tóxicos,
que produzem males inúmeros aos organismos doentes e sensíveis.
Também não devem dar
passes quando estiverem doentes, fracos ou intoxicados por excessos
de alimentação ou medicamentos, porque, da mesma forma,
transferirão para os doentes esses venenos orgânicos.
E. ainda, quando
estiverem espiritualmente perturbados, vitimados por encostos,
obsessões, etc,.porque além de seus fluídos, já de si mesmo
prejudiciais, ainda transferirão para o doente os fluídos maus dos
espíritos perturbadores com os quais estejam em contato.
Os médiuns devem se
purificar de coro e espírito, o mais que lhes for possível, para
possuírem fluídos salutares e benéficos, com os quais poderão
então efetuar curas verdadeiras.
Por outro lado, devem
adotar o hábito de procederem em sí mesmos a um trabalho de auto
limpeza, auto passe, para poderem compensar a inferioridade imanente,
própria dos nossos corpos de carne, sujeitos a tantas imperfeições
e impurezas.
Só assim terão êxito
em suas tarefas e poderão cumprir a determinação do Divino Mestre
quando disse: Ide e Pregai, socorrei aos aflitos e curai os enfermos
em meu nome.
Edgard Armond
Passes e Radiações
Edgard Armond
Passes e Radiações
domingo, 12 de maio de 2013
DEUS
Qualquer um, numa oração pura, numa prece sentida, num momento de sublimação espiritual pode fala a Deus. Ele,assim, ouvirá. Sua Onipresença, que está operando por dentro e por fora de todos os poderes e de todas as coisas por si mesmo geradas e engendradas, registrará o pedido, o brado de socorro , venha de onde vier.
Livro Umbanda e o Poder da Mediunidade de W.W. DA MATTA E SILVA
quinta-feira, 25 de abril de 2013
A Morte Segundo o Espiritismo
Para a Doutrina
Espírita, antes de tudo, a morte não é o fim! O significado da morte para o Espiritismo foi revelado pelos espíritos
superiores a Kardec, cuja missão foi mostrar ao mundo, o que ocorre
após o desencarne (morte).
Diversos outros
espíritas com o médium Chico Xavier contribuíram para elucidar e
mostrar que a morte é apenas uma passagem para o verdadeiro mundo, o
Mundo Espiritual. Chico Xavier transmitiu diversas mensagens de
espíritos para os seus familiares, consolando os que ficaram e
mostrando, ao mesmo tempo, que a morte não foi um fim, mas sim o
recomeço de uma outra etapa, e que eles, os entes queridos,
continuam existindo e ligados aos que ficaram pelos laços da
afetividade. Até porque, a vida terrestre em um corpo físico, bem
como a vida no plano espiritual, em um corpo sutil, são apenas
etapas para o aperfeiçoamento e o aprendizado do espírito e, ao
morrermos, nossas almas continuam e vão para o mundo espiritual
levando na bagagem tudo o que aprendemos nessa passagem terrena.
Além disso, cada alma
é única e tem uma essência própria, ou seja, no mundo dos
espíritos ela continua a ser quem sempre foi, mantendo sua
características individuais de personalidade. Assim, se o indivíduo
era carinhoso, simpático e otimista, vai chegar do lado de lá com
essas características. Se era carrancudo, odiento ou desajustado,
também vai chegar lá dessa maneira. Ninguém morre e vira santo!! E
ao “acordar” no mundo espiritual, percebe que a vida continua,
deixando para trás apenas o corpo de carne.
Doutrina Espírita em
revista.
Obs:
Por isso depende de nós
mesmos, a nossa melhora como ser, tentarmos aumentar nossas
qualidades e superar defeitos de caráter. A Reencarnação é a
maior prova que Deus nos ama , através dela temos a oportunidade de
nos corrigir a cada nova vida.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
sábado, 15 de dezembro de 2012
Anjo da Guarda
Há Espíritos que se ligam particularmente a um indivíduo para protegê-lo, este é o irmão espiritual, o bom Espírito, o bom gênio ou anjo da guarda. É um Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada.
A missão dele é a mesma de um pai com relação aos seus filhos, a de guiar o seu protegido pelo caminho do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições e levantar-lhe o ânimo nas provas da vida. Ele se dedica ao indivíduo, desde o nascimento até a morte e muitas vezes o acompanha na vida espiritual, depois da morte, e mesmo através de muitas existências corpóreas. Uma vez que o mesmo aceitou o encargo, fica obrigado a vos assistir, mas, pode ele escolher os seres que lhes sejam simpáticos. Para alguns, é um prazer; para outros, missão ou dever. Caso esse espírito tenha que desempenhar outras missões, outro o substituirá. Mesmo quando seu protegido se mostra rebelde aos seus conselhos ele não o abandona, pode afastar-se, pois vê que o seu protegido se mostra mais simpático aos conselhos dos espíritos inferiores. Ele não o abandona completamente e sempre se faz ouvir, e quando chamado,volta para prestar ajuda.
Eles se acham ao vosso lado por ordem de Deus. Foi Deus quem aí os colocou e, aí permanecendo por amor de Deus, desempenham bela, porém penosa missão. Sim, onde quer que estejais, estarão convosco. Nem nos cárceres, nem nos hospitais, nem nos lugares de devassidão, nem na solidão, estais separados desses amigos a quem não podeis ver, mas cujo brando influxo vossa alma sente, ao mesmo tempo que lhes ouve os ponderados conselhos
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A Grande Transição - Joanna de Ângelis
Opera-se na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.
O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral. Isto porque os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.
Os espíritos renitentes na perversidade e nos desmandos, na sensualidade e na vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.
Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus. Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.
Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.
Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas, estarão revestindo-se da indumentária carnal para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.
Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.
Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis. A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.
Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...
A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.
... Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.
#
A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude. Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.
A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.
É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos. Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.
Da mesma forma, como progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, se-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.
A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.
Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.
Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem o domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.
O indivíduo que se renova moralmente contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.
Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribui eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.
Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno de objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.
O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.
São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.
A grande transição prossegue e, porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.
Nenhum receio deve ser cultivado porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.
#
A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas. As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra. Enquanto viceje o mal no mundo, o ser humano tornar-se-lhe-á a vítima preferida em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.
A dor momentânea que o fere convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz. Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia. Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.
Joanna de Ângelis
(Mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de Julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ. Publicada na revista ‘Presença Espírita’, Setembro/Outubro 2006, Nº 256, páginas 28 e 29)
sábado, 10 de novembro de 2012
A Lei do Progresso ( evolução)
As inumeráveis reencarnações terrestres que acontecem
durante os milhares de séculos representam escasso tempo para reeducar Inteligências
pervertidas no crime.
Deus, em sua suprema sabedoria e imparcialidade, bondade e
misericórdia, criou-nos a todos iguais, simples e ignorantes, dotando-nos do
livre-arbítrio. Vamos construindo as diferenças pelo bom ou mau uso que fazemos
desse livre-arbítrio. Os Espíritos que perseverarem na sua transformação moral,
mais cedo atingirão o alvo da perfeição a que foram destinados.
Os “anjos” e “demônios” são, respectivamente, os Espíritos
superiores e inferiores, isto é, criaturas em estágios evolutivos diferentes,
estes últimos também a caminho da perfeição Os bons se tornando cada vez
melhores e os maus se regenerando. Assim pé que, também, devemos encarar os
nossos semelhantes encarnados, irmãos de jornada evolutiva. Deus, em sua
majestosa perfeição e vontade, não deseja que nenhum de seus filhos se perca.
Sendo o Bem o fim supremo da Natureza, quem não aderir a Ele
por amor votará impulsionado pelo aguilhão da dor, do tédio, da angústia, por
estar em desacordo com as Leis Divinas.
Se o destino do ser humano estivesse inapelavelmente selado
após a morte, todos estaríamos perdidos, visto termos sido muito mais maus do
que bons e quase ninguém, no estágio atual de nossa evolução, mereceria um
futuro espiritual melhor.
Uma vida, por mais longa que seja não é suficiente para nos
esclarecer a respeito dos planos de Deus. Muitos não têm sequer como garantir a
própria sobrevivência e muitos, menos ainda oportunidade de uma boa educação. Muitos
não foram orientados para o bem. Outros desencarnam cedo demais, antes mesmo de
se esclarecerem sobre o melhor caminho a seguir.
Como Deus, sendo o Supremo Poder, conhecedor inclusive do
nosso futuro, criaria um filho sabendo que ele iria para um “inferno” para toda
a eternidade? Que Deus seria esse? Onde estaria sua bondade e misericórdia?
Portando, ninguém está perdido. Cada qual tem a sua oportunidade
que merece. Se um pai humano que é imperfeito e mau, não é capaz de condenar eternamente
um filho, por pior que seja, quanto mais Deus, que é pai misericordioso e Perfeito.
Retirado do livro: Espiritualismo passo a passo com Kardec
Christianos Torchi.
Retirado do livro: Espiritualismo passo a passo com Kardec
Christianos Torchi.
domingo, 4 de novembro de 2012
DIA DE FINADOS E OS ESPÍRITAS
DIA DE FINADOS: Data em que muitos visitam os cemitérios para prestar homenagens aos seus entes desencarnados. É interessante discorrer sobre questionamentos com os quais, de vez em quando, somos
questionados por conhecidos, curiosos ou interessados em se iniciar nos assuntos relativos à espiritualidade...
De vez em quando alguém pergunta "por que o espírita não vai ao cemitério" (no dia de finados, mais especificamente). Cabe aqui, portanto, um esclarecimento útil.
PRIMEIRO: - Nenhum espírita, em virtude de ideologia religiosa ou limitação de qualquer tipo imposta pela doutrina, "não pode" ir ao cemitério em qualquer época. Efetivamente, conheço muitos, simpatizantes ou espiritualistas convictos, que narram suas visitas a túmulos de parentes ou conhecidos.
SEGUNDO: - O que ocorre mais amiúde é que, detendo o espírita a tranquila convicção de que seu ente querido não mais se demora por estas bandas, tendo demandado estâncias outras, mais ricas de vida, guarda a consciência clara de que tudo o que ficou na sepultura foi a "roupagem gasta", e não mais, portanto, a pessoa com quem compartilhou experiências e afeto.
TERCEIRO: - Isto não implica em que o espírita sincero condene ou critique o posicionamento dos demais semelhantes que, de todo o coração, prestam com sinceridade as suas homenagens aos seus afeiçoados que se anteciparam na viagem deste para o outro lado da vida. Aliás, reza no próprio conhecimento da doutrina que muitos desencarnados visitam, efetivamente, os cemitérios por ocasião da data, em consideração às demonstração de amor com que ali são distinguidos. E muitos outros, ainda, afeitos aos costumes dentro dos quais desenvolveram suas experiências na matéria, conferem ainda muita importância a este gesto, ressentindo-se, de fato, daqueles que não o prestem nas datas de molde a serem lembrados.
Vistas estas considerações, é sensata a conclusão de que jamais cabe padrão algum de conduta no que toca ao sagrado universo íntimo humano. Cada agrupamento familiar terreno é único e peculiar, e ninguém melhor do que os seus componentes para estarem inteirados do que atinge ou não atinge mais de perto a cada um; o que convém ou o que não convém em matéria de sentimento e dedicação, cujos estágios e características se multiplicam ao infinito correspondente do número de habitantes do vasto universo humano.
Efetivamente, somos do lado de "lá" o que fomos aqui. É dever básico não só do espírita, quanto de qualquer pessoa que se diga civilizada, respeitar a diversidade dos caminhos escolhidos que, destarte, haverão de conduzir a cada ser, no tempo certo, ao mesmo ponto de encontro comum na intimidade das luzes divinas.
Questão de temperamento, de agrupamento humano, de fé e de hábitos, o ir ou não ir ao cemitério, de vez que é na sinceridade do gesto e não no gesto em si que se vislumbra a verdadeira homenagem aos desencarnados, de forma que, amor pelos mesmos, podemos dirigir-lhes tanto do recesso abençoado do nosso recanto de meditação no lar, quanto do ambiente de qualquer templo religioso, ou ainda diariamente, no movimento tumultuado das ruas ou também no cemitério, a qualquer dia do ano.
De forma que aqueles que partiram nos amando de todo o coração haverão de valorizar e entender a nossa melhor intenção ao seu respeito, seja de onde for que se irradie, colhendo-os de pronto, pela linguagem instantânea do coração e do pensamento. Os que foram afeitos aos hábitos costumeiros do dia de finados, na medida de suas possibilidades espirituais após a transição lá estarão, junto à sepultura física, colhendo com sincera afeição os votos de paz e as preces que lhes estejam sendo dirigidas.
Os provenientes dos lares espiritualistas na Terra receberão as mesmas demonstrações de amor a qualquer tempo, em qualquer data que faça emergir naqueles que ficaram para trás no aprendizado físico as gratas lembranças com que são evocados.
O importante é que espíritas e não-espíritas têm em comum, em relação aos seus amados que já se foram, à qualquer época, a linguagem inconfundível do amor entre as almas. Enxerguemos acima dos horizontes das limitações de visão humanas para alcançarmos com clareza a compreensão de que é assunto individual a forma como celebramos o nosso afeto para com os nossos entes queridos, e que o fator da sinceridade e da intenção é o que de fato conta, na certeza de que nossas preces e votos de paz serão bem recebidos por aqueles que prosseguem nos amando de igual forma na continuidade pura e simples da vida, que a todos aguarda para além das portas da sepultura, sob as bênçãos de Jesus
De vez em quando alguém pergunta "por que o espírita não vai ao cemitério" (no dia de finados, mais especificamente). Cabe aqui, portanto, um esclarecimento útil.
PRIMEIRO: - Nenhum espírita, em virtude de ideologia religiosa ou limitação de qualquer tipo imposta pela doutrina, "não pode" ir ao cemitério em qualquer época. Efetivamente, conheço muitos, simpatizantes ou espiritualistas convictos, que narram suas visitas a túmulos de parentes ou conhecidos.
SEGUNDO: - O que ocorre mais amiúde é que, detendo o espírita a tranquila convicção de que seu ente querido não mais se demora por estas bandas, tendo demandado estâncias outras, mais ricas de vida, guarda a consciência clara de que tudo o que ficou na sepultura foi a "roupagem gasta", e não mais, portanto, a pessoa com quem compartilhou experiências e afeto.
TERCEIRO: - Isto não implica em que o espírita sincero condene ou critique o posicionamento dos demais semelhantes que, de todo o coração, prestam com sinceridade as suas homenagens aos seus afeiçoados que se anteciparam na viagem deste para o outro lado da vida. Aliás, reza no próprio conhecimento da doutrina que muitos desencarnados visitam, efetivamente, os cemitérios por ocasião da data, em consideração às demonstração de amor com que ali são distinguidos. E muitos outros, ainda, afeitos aos costumes dentro dos quais desenvolveram suas experiências na matéria, conferem ainda muita importância a este gesto, ressentindo-se, de fato, daqueles que não o prestem nas datas de molde a serem lembrados.
Vistas estas considerações, é sensata a conclusão de que jamais cabe padrão algum de conduta no que toca ao sagrado universo íntimo humano. Cada agrupamento familiar terreno é único e peculiar, e ninguém melhor do que os seus componentes para estarem inteirados do que atinge ou não atinge mais de perto a cada um; o que convém ou o que não convém em matéria de sentimento e dedicação, cujos estágios e características se multiplicam ao infinito correspondente do número de habitantes do vasto universo humano.
Efetivamente, somos do lado de "lá" o que fomos aqui. É dever básico não só do espírita, quanto de qualquer pessoa que se diga civilizada, respeitar a diversidade dos caminhos escolhidos que, destarte, haverão de conduzir a cada ser, no tempo certo, ao mesmo ponto de encontro comum na intimidade das luzes divinas.
Questão de temperamento, de agrupamento humano, de fé e de hábitos, o ir ou não ir ao cemitério, de vez que é na sinceridade do gesto e não no gesto em si que se vislumbra a verdadeira homenagem aos desencarnados, de forma que, amor pelos mesmos, podemos dirigir-lhes tanto do recesso abençoado do nosso recanto de meditação no lar, quanto do ambiente de qualquer templo religioso, ou ainda diariamente, no movimento tumultuado das ruas ou também no cemitério, a qualquer dia do ano.
De forma que aqueles que partiram nos amando de todo o coração haverão de valorizar e entender a nossa melhor intenção ao seu respeito, seja de onde for que se irradie, colhendo-os de pronto, pela linguagem instantânea do coração e do pensamento. Os que foram afeitos aos hábitos costumeiros do dia de finados, na medida de suas possibilidades espirituais após a transição lá estarão, junto à sepultura física, colhendo com sincera afeição os votos de paz e as preces que lhes estejam sendo dirigidas.
Os provenientes dos lares espiritualistas na Terra receberão as mesmas demonstrações de amor a qualquer tempo, em qualquer data que faça emergir naqueles que ficaram para trás no aprendizado físico as gratas lembranças com que são evocados.
O importante é que espíritas e não-espíritas têm em comum, em relação aos seus amados que já se foram, à qualquer época, a linguagem inconfundível do amor entre as almas. Enxerguemos acima dos horizontes das limitações de visão humanas para alcançarmos com clareza a compreensão de que é assunto individual a forma como celebramos o nosso afeto para com os nossos entes queridos, e que o fator da sinceridade e da intenção é o que de fato conta, na certeza de que nossas preces e votos de paz serão bem recebidos por aqueles que prosseguem nos amando de igual forma na continuidade pura e simples da vida, que a todos aguarda para além das portas da sepultura, sob as bênçãos de Jesus
Fonte:
http://www.forumespirita.net/fe/
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
A Família
O Papel da família é estreitar os laços sociais, o que é feito por meio da reencarnação, que vem a ser o filtro pelo qual os Espíritos se aprimoram, progridem, de modo que, gradualmente, a sociedade vai se depurando, pois os elo
s consangüíneos, além de solidificarem os laços de afeto entre os que se amam, permitem o reencontro e a conseqüente reconciliação de velhos inimigos de outras vidas, de modo que assim se cumpre a lei de amor, num aprendizado permanente.
Devido à categoria espiritual inferior do nosso globo, a maioria das ligações sentimentais entre os casais é de ordem expiatória, em face de compromissos negativos assumidos em outras encarnações. Esse o motivo de tantos desentendimentos entre os casais, cuja união se destina a proporcionar oportunidade de reeducação para os antigos desafetos.
O adversário de ontem, muitas vezes, renasce como um filho querido, agora embalado no colo do antigo desafeto, sob as misteriosas vibrações da maternidade e da paternidade, palco no qual os homens aprendem a amar-se e a compreender-se.
Muitas pessoas confundem casa com lar. A casa é a edificação material: o alicerce, as paredes, o telhado, etc. Já o lar é a edificação espiritual, a reunião de pessoas, com finalidades evolutivas, simbolizadas pela renúncia, dedicação, silêncio, zelo, perdão, trabalho, respeito mútuo.
Portanto, reflitamos sobre os nossos deveres em relação à família, e verifiquemos se não estamos nos omitindo.
Retirado do Livro: Espiritismo passo a passo com Kardec
Christiano Torchi. FEB
Devido à categoria espiritual inferior do nosso globo, a maioria das ligações sentimentais entre os casais é de ordem expiatória, em face de compromissos negativos assumidos em outras encarnações. Esse o motivo de tantos desentendimentos entre os casais, cuja união se destina a proporcionar oportunidade de reeducação para os antigos desafetos.
O adversário de ontem, muitas vezes, renasce como um filho querido, agora embalado no colo do antigo desafeto, sob as misteriosas vibrações da maternidade e da paternidade, palco no qual os homens aprendem a amar-se e a compreender-se.
Muitas pessoas confundem casa com lar. A casa é a edificação material: o alicerce, as paredes, o telhado, etc. Já o lar é a edificação espiritual, a reunião de pessoas, com finalidades evolutivas, simbolizadas pela renúncia, dedicação, silêncio, zelo, perdão, trabalho, respeito mútuo.
Portanto, reflitamos sobre os nossos deveres em relação à família, e verifiquemos se não estamos nos omitindo.
Retirado do Livro: Espiritismo passo a passo com Kardec
Christiano Torchi. FEB
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Histórias de Chico Xavier - "Vá com Deus"
Eram oito horas da manhã de um sábado de maio. Chico levantara-se apressado. Dormira demais. Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel.
Não esperara a charrete. Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda.
Não andava, voava, tão velozmente caminhava.
Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:
- Chico, estou esperando-o desde as seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
- Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço lhe atenderei.
D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.
Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
- Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudica-lo.
Chico volta e atende.
- Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado Médium.
Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:
- Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!
Chico parte apressado. Quer recobrar os minutos perdidos.
Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
- Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D.
Alice e caminhando para você.
Chico para e olha: uma massa branca de fluídos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...
- Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando
possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
- Imagine se, ao invés de VÁ COM DEUS, dissesse, magoada, "vá com o
diabo". Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior...
E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida. Entendendo em tudo e por tudo o SERVIÇO DO SENHOR, refletindo nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.
Extraído do livro "Lindos Casos de Chico Xavier" de RamiroRaquel Gama.
Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:
- Chico, estou esperando-o desde as seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
- Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço lhe atenderei.
D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.
Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
- Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudica-lo.
Chico volta e atende.
- Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado Médium.
Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:
- Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!
Chico parte apressado. Quer recobrar os minutos perdidos.
Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
- Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D.
Alice e caminhando para você.
Chico para e olha: uma massa branca de fluídos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...
- Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando
possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
- Imagine se, ao invés de VÁ COM DEUS, dissesse, magoada, "vá com o
diabo". Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior...
E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida. Entendendo em tudo e por tudo o SERVIÇO DO SENHOR, refletindo nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.
Extraído do livro "Lindos Casos de Chico Xavier" de RamiroRaquel Gama.
domingo, 21 de outubro de 2012
Aborto
A Doutrina Espírita admite o aborto apenas em uma situação:
na hipótese de a gravidez representar perigo para a vida da gestante. No caso
do estupro, deve ser preservado o direito do inocente que está para nascer. Se
a mãe não desejar o fruto daquele relacionamento espúrio (ilegítimo), que dê a
luz à criança e depois a entregue para adoção, se conseguir. Não é raro
acontecer que a mãe termine apegando-se amorosamente à criança, a princípio
rejeitada, que geralmente se transforma em arrimo (suporte) material e moral da
mãe nos dias de sua velhice. Geralmente o estupro, sendo resultante da lei de
causa e efeito, representa uma expiação para a mãe e para os familiares, que
terão uma grande oportunidade de superar, juntos, as dificuldades e os
sofrimentos. O aborto é um ato de covardia, um assassinato praticado contra uma
criatura indefesa. Pior que isso, é um crime contra a Natureza, uma vez que o
direito de nascer é de Procedência Divina. Não cabe a criatura alguma a
faculdade de obstar esse direito, extinguindo a vida de um ser em formação. A
vida é um bem indisponível, da qual somos meros usufrutuários.
A União do Espírito ao corpo inicia-se no momento da
fecundação, mas só se completa por ocasião do nascimento. Portanto, desde o
início da gestação, já há um Espírito ligado ao ovo.
A vida humana é um processo e não uma estação, que se inicia
no momento da concepção e que se estende por demais fases: zigoto, mórula,
blástula, pré-embrião, embrião, feto, bebê, criança, jovem, adulto e idoso.
Interrompê-la em quaisquer dessas fases representa um sério atentado contra a
vida. Este não é um argumento religioso; é um argumento científico!
O abortamento significa a expulsão do Espírito de forma
violenta, portanto um crime, pelo qual respondem os que praticam a decisão de
efetivá-lo e os que executam.
O Velho Testamento, o mandamento da lei moral ainda em vigor
preconiza o “não matarás”. Com que direito então vamos condenar um inocente,
que tem o mesmo direito à vida que nós encarnados?
O aborto frustra o trabalho de verdadeiras equipes
espirituais que se coordenam no esforço abnegado para o êxito do processo
reencarnatório.
Às vezes a criança que se pretende abortar pode ser um Espírito
adiantado, cujo planejamento reencarnatório prevê o cumprimento de tarefas
missionárias na Terra, como já aconteceu tantas vezes, ao que se observa das
narrativas históricas, e, se não fossem as heróicas mães, que tiveram a coragem
de afrontar determinadas circunstâncias desfavoráveis ao nascimento de seus
rebentos, o mundo não teria se beneficiado das contribuições inestimáveis ao
seu progresso intelectual e moral, trazidas por esses benfeitores da
Humanidade. Independente da missão a ser desenvolvida, uma vez que todo Espírito
tem uma tarefa a cumprir na sociedade, por mais simples que seja o aborto deve
ser evitado sempre.
Mesmo diante da possibilidade de o filho nascer com
deformidades físicas, como, por exemplo, no caso da hidrocefalia (presença
anormal de líquido no cérebro) e da anencefalia (ausência do cérebro físico), a
Doutrina espírita não recomenda o aborto, que, muitas vezes, é autorizado,
inadvertidamente, por magistrados desconhecedores das Leis Naturais em estudo. Não
há acaso no processo reencarnatório, pois a Leis Divinas obedecem a um
planejamento, tendo em vista a reeducação e a felicidade das criaturas. Nas
maiorias das vezes, as deformidades físicas fazem parte do programa expiatório
do reencarnatório.
É muito mais sensato enfrentar a gravidez, em qualquer
situação, do que praticar um crime dessa natureza. Além da consciência tranquila,
os pais receberão a ajuda necessária do Criador para cumprir o seu papel.
Desde que as criaturas se permitem a comunhão sexual, é
justo que se submetam ao tributo da responsabilidade do ato livremente
praticado.
Retirado do Livro Espiritismo passo a passo com Kardec
Christiano Torchi
FEB
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
A Prece
A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de
fácil repetição no aparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura
que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível
significação. Semelhante estado psíquico
descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em
contato com as fontes superiores. Dentro dessa realização o Espírito, em
qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder.
Não se pode ignorar que as próprias formas inferiores da
Terra se alimentam quase que integralmente de raios. Descem sobre a fronte
humana, em cada minuto, bilhões de raios cósmicos, oriundos de estrelas e
planetas amplamente distanciados da Terra, sem nos referirmos aos raios solares,
caloríficos e luminosos, que a ciência Terrestre mal começa a conhecer. Os raios
gama, proveniente do rádio que se desintegra incessantemente no solo, e os de
várias expressões emitidos pela água e pelos metais, alcançam os habitantes da
Terra pelos pés, determinando consideráveis influencias. E em sentido horizontal
experimenta o homem a atuação dos raios magnéticos exteriorizados pelos vegetais,
pelos irracionais e pelos próprios semelhantes.
Cada um de nós recebe trilhões de raios de várias ordens e
emitimos forças que nos são peculiares e que vão atuar no plano da vida, por vezes,
em regiões afastadas de nós. Nesse
círculo de permuta incessante, os raios divinos, expedidos pela oração
santificadora, se convertem em fatores adiantados de cooperação eficiente e
definitiva na cura do corpo, na renovação da alma e iluminação da consciência.
Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda
criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio do sentimento,
transforma-se gradativamente, em foco irradiante de energias da Divindade.
Retirado do Livro: Missionário da Luz
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de André Luiz.
sábado, 8 de setembro de 2012
Ninguém vive no mundo ao sabor de forças cegas ou à mercê de um ser superior que brinca dedados com as vidas humanas. Ao contrário, tudo se encandeia no universo. Tudo e todos estão ligados por fios invisíveis que se cruzam no tempo e no espaço, nas experiências vivenciadas no passado. Ou, então os encontros e desencontros da vida presente resultam em futuros compromissos, em futuros vôos da alma em companhia daqueles com os quais conviveu e interagiu em sua passagem pelo palco do mundo. Ao encontrar um outro ser relacionar-se por alguns momentos ou por anos, ninguém permanece o mesmo. Em tudo no universo há troca incessante de energias, de experiência. Sempre adquirimos ou assimilamos algo do próximo, tanto quanto influenciamos ou outro com a nossa presença em sua vida. Nossa presença nas experiências do outro pode desencadear processos de dor ou de felicidade. A participação de outra pessoas em nossas vidas também influencia de uma forma ou de outra aquilo que somos e, muitas, vezes, desencadeia processos cármicos que precisamos vivenciar.
Retirado do livro: Encontro com a Vida
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