quinta-feira, 3 de maio de 2018

Sobre os Exus




Na vida não devemos acreditar em tudo que vemos e ouvimos. O importante é obter o maior número de informações possíveis e aí sim, tirar a nossa própria conclusão. Vou relatar aqui um pouco do que estou lendo em um livro muito interessante de Wanderley Oliveira pelo espírito de Pai João de Angola: Guardiões do Carma, A missão dos Exus na Terra.

Sobre os Exus – Em virtude da cultura religiosa, foram associados às criaturas com intenções e feições diabólicas, porém, eles não têm chifres ou aparência demoníaca, são na verdade, seres humanos fora da matéria e não fazem mal. Os espíritos que costumam se dizerem exus e fazem o mal, falam palavrões, fumam, bebem, são associados a falanges dos magos negros ou cientistas do mal, alguns são escravizados, outros assalariados, ou mais conhecidos na Umbanda como quiumbas – desordeiros e marginais no mundo espiritual. Esses são espíritos ainda muito ligados às sensações físicas, a matéria e muitos carregam grandes pertubações mentais e emocionais graves. Em geral são corruptos, cobram para fazer seus trabalhos, ameaçam e se apropriam de nomes de entidades de grande expressividade nas regiões astrais inferiores para poderem se impor. Utilizam o nome dos dragões, dos exus e até de entidades de grande elevação espiritual. Alguns costumam usar aparência assustadora e transfiguram-se nas mais bizarras formas para causar medo e abusar das pessoas por meio de intimidações e cobranças descaridosas.
Mas, o tema “exus” é muito complexo. Muitos exus são espíritos que obedecem a um fundamento sagrado da Umbanda e usam paramentos, rituais, instrumentos, cantos e pontos, conforme orientação de suas ordens comunitárias.
Durante muitas décadas, médiuns despreparados e mal orientados, que se dizem umbandistas, reforçam a imagem dos exus como espíritos que usam palavões, não trabalham sem fumar, bebem demais, são mal-educados e realizam tudo o que for pedido a eles, incluindo o mal. Essas manifestações grotescas que ocorrem pela incorporação mediúnica pertencem mais aos conflitos interiores ainda não resolvidos dos médiuns. São expressões anímica do próprio médium e frutos de associação às limitações desses quiumbas que atua como exus.

Retirado do livro: Guardiões do carma – Missão dos exus na Terra
Wanderley Oliveira – Pelo Espírito do Pai João de Angola.

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