sábado, 16 de julho de 2016

A cada um será dado segundo as suas obras



Pergunta: Temos acompanhado que as intercessões espirituais de amigos e parentes podem
interferir com o destino dos espíritos encarnados e desencarnados. Como isso se daria?

Ishmael.
-  Meus amigos, nada apaga o que somos e o que teremos de fazer para melhor a nossa condição. Vozes podem falar por nós, mas os discursos mais audíveis sempre serão aqueles proferidos pela nossa consciência.
Cada colônia espiritual tem um departamento para acompanhar o processo de reencarne e o crescimento de seus cidadãos no plano físico. Tudo é considerado no processo e no planejamento reencarnatório. As habilidades e o histórico do companheiro podem ser utilizados por aqueles que o conhecem para propor atenuação de suas provas, cura ou minoração de dramas de saúde, mas tudo isso é colocado de forma condicional, sendo que o próprio interessado geralmente tem pleno conhecimento disso. Existe um “se” muito grande. Se ele se esforçar, se ele procurar reformar seus conceitos e se, se, se, se... isso ou aquilo pode vir a ser modificado.
Isso é interceder pelo bem de alguém, mas nunca são aprovadas medidas discriminatórias ou que prejudiquem terceiros.
As intercessões existem sim e podem interferir com a periferia de nossas obrigações, mas não com o cerne das mesmas. Aqueles que nos amam e colaboram com o nosso crescimento podem pedir, utilizando-se de argumentos válidos e justos, para que sejamos auxiliados em uma ou outra atividade a ser desenvolvida. Podemos receber a honra de pais amorosos e de um trabalho dignificante, privado de orgulho e facilidades do dia a dia. Podemos merecer o auxílio de companheiros espirituais que, diante de nossas numerosas quedas, se prestam a vir à Terra e, pegando em nossas mãos, de crianças espirituais, nos auxiliam em tudo.
Isso é algo que vi acontecer milhares de vezes nesses últimos 70 anos. Porém nada se compara ao esmero que alguns pais e mães possuem por seus filhinhos, ao longo de séculos...
O que não existe é o privilégio. Tudo aqui é justiça amalgamada com a piedade e misericórdia divina. Jesus teve que tipo de privilégio? A cruz que ele carregou era de veludo?
Seus pregos de ferro eram de tipo que não produzia dor? Claro que não. A espiritualidade pode ser mobilizada quantos aos meios e elementos periféricos de nossas vidas terrenas, mas apenas o resultado do nosso trabalho pessoal é que nos habilita a receber maior proteção da espiritualidade superior.Recebemos segundo nosso mérito e não segundo o tamanho de nossas promessas ou a vontade daqueles que nos amam. A cada um será dado segundo as suas obras e a cobrança também será realizada de acordo com os instrumentos de trabalho que foram disponibilizados para o amigo. Mas, para que vocês não se sintam deprimidos com essas palavras, gostaria de frisar que aqueles que possuem muitos amigos, nos diversos planos de vida, geralmente cultivaram uma postura fraterna ao longo de muitas existências e isso é algo que não pode ser descartado e está gravado em nosso carma.
Tudo o que recebemos tem relação direta com o nosso desempenho e não apenas com as amizades que cultivamos. Obviamente que aquele amigo que cultivou bons companheiros receberá pensamentos de amparo semelhantes àqueles que ele mesmo emitiu. Tudo ajuda aquele que deseja o progresso.

Retirado do Livro: Vida Além da Vida
Psicografia de Elrison Gaetti e Jardim Jumior
Espíritos Ishmael e Joseph Gleber

quarta-feira, 13 de julho de 2016

SUPERANDO A PARTIDA DE ENTES QUERIDOS





RELEMBRANDO..



O desencarne de um ente querido significa um dos momentos mais difíceis da existência humana. A dor da separação daqueles que amamos pode ser definida de inúmeras formas. Alguns a descrevem como uma dor no coração indescritível, outros dizem sentir uma sensação de vazio como se a alma estivesse despedaçada, há aqueles também que custam a querer acreditar no que aconteceu. O fato é que a dor da perda não pode ser evitada, mas a maneira de encarar a situação e a compreensão de que a morte não existe pode ajudar as pessoas a passarem por este momento doloroso.
A crença na vida após a morte e que a separação é passageira, diante da eternidade, traz um grande consolo no momento da partida daqueles que amamos. Outro aspecto importante que a Doutrina Espírita ensina é que o desespero e a revolta diante desta perda podem prejudicar aqueles que partiram. A questão 936 de O Livro dos Espíritos diz: “Uma dor incessante e desarrazoada o toca penosamente, porque, nessa dor excessiva, ele vê falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o choram e talvez à sua reunião com estes”.
O Espiritismo também recomenda a prece pelos entes queridos que partiram, para que seus corações possam se sentir aliviados. O Evangelho Segundo o Espiritismo traz uma coletânea de preces e fala da importância da oração pelos que acabam de deixar a Terra como forma de ajudar no desligamento do espírito, tornando seu despertar no Além mais tranqüilo e breve. “Vós que compreendeis a vida espiritual, escutais as pulsações de vosso coração chamando esses entes bem-amados, e se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós essas poderosas consolações que secam as lágrimas, essas aspirações maravilhosas que vos mostrarão o futuro prometido pelo soberano Senhor”.
Além da busca do consolo espiritual é preciso aprender a lidar com a partida do ente querido.

Grupo de Estudo Allan Kardec

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Pequenos Gestos


Pequenos gestos, algumas vezes podem amenizar grandes dores.. (…)
Também nós podemos fazer pelo nosso semelhante algo que reconforte, anime, traga um pouco de claridade num momento sombrio.
Uma palavra, um sorriso, um gesto de carinho podem encorajar aqueles que passam pela tristeza, isolamento ou sensação de solidão.
Pensar nos que padecem, desejar seu bem, enviar-lhes um pensamento de amor, são formas sublimes de caridade que podem ser realizadas por qualquer pessoa, em qualquer lugar.
Quando desenvolvemos a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, tentando compreender de que forma ele vê o mundo, é possível vislumbrarmos as razões de seu sofrimento.
Compreendendo, tendemos a julgar menos e ajudar mais.
Quando amamos o próximo, fazendo a ele o que desejaríamos que fizessem por nós, realizamos o mandamento deixado pelo Mestre Jesus.
Quando pensamos nos outros, desejando seu bem, fazendo algo para minimizar sua dor, estamos vencendo o egoísmo e avançando no caminho da evolução.
Enfim, quando voltamos nosso olhar para o próximo e o auxiliamos em suas necessidades, doando também o que de melhor possuímos, recebemos muito mais do que podemos supor.
Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, nos dá possibilidades e recursos para ajudar de diferentes forma. Em todas elas, mesmo as mais simples, nos oferece de retorno o maior tesouro de todos: o amor.


Mais uma linda mensagem encontrada no panfleto dentro dos Sacos de lixo feliz, uma bela iniciativa.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Ódio, vingança e egoísmo.





 Tenho observado no Centro em que trabalho que muitos consulentes chegam cheios de dores, tristezas, amarguras. Muitos, a maioria, atribuem essas dores e tristezas a doenças físicas, e pensam que apenas o passe dado pelo Preto Velho, Caboclo, ou outra entidade, resolverá os seus problemas. Claro que após o passe, o consulente se sente bem melhor e sai do Centro certo que tudo foi resolvido e que agora estará curado. Só que essa cura definitiva depende muito mais dele do que da entidade em questão. É necessário uma mudança de atitudes e pensamentos. Tudo no mundo é energia e atraímos para junto de nós a mesma energia que emitimos. Portanto, se você passa parte do seu dia reclamando da vida, odiando as pessoas, se sentindo injustiçado, guardando mágoas. Que tipo de energia atrairá para junto de você? Por isso, tomar passe em um centro kardecista ou Umbandista é muito bom, limpa nosso perispírito afastando os miasmas que atraímos no dia a dia. Mas, é preciso muito mais! É necessário uma mudança de estado de espírito e de atitude, é necessário que se reavalie prioridades e a importância dada a coisas fúteis.
Quando li esse texto abaixo, achei que deveria ser divulgado, pois muitos precisam saber que sua cura depende mais deles do que de outros.
Boa Leitura.


Você sabia que quando se vinga, torna-se igual ou mais baixo que seu ofensor?
Você sabia que quando não aceita uma ofensa, ou um mal qualquer, este mal permanece com quem o criou e não o atinge?
Você sabia que quando gasta seu tempo, suas energias, planejando e cultivando o sentimentos de vingança, deixa de produzir o bem?
    Por isso, é tempo de tomarmos o controle de nossas emoções, de domarmos nossos sentimentos inferiores, percebendo que só temos a ganhar se deixarmos de odiar. Esse é o início do perdão.
   Talvez você ainda não esteja preparado para perdoar certas coisas que lhe aconteceram, por serem recentes ou mesmo muito traumáticas. Não se preocupe, o perdão não é um processo, um passo de cada vez. E o primeiro passo trata da autopreservação, isto é, de cuidar da sua saúde, física e mental, pois quem guarda mágoa está se envenenando diariamente sem saber. Assim, o primeiro passo é: deixe de odiar.
   Porque hei de ficar ressentido com alguém, apenas pela razão de que ele ama mais a si próprio do que a mim? E se alguém me fez mal apenas por pura maldade, então esse é unicamente como a roseira e o cardo que picam e arranham apenas porque não podem de outra forma proceder. Cada um dá apenas o que tem para dar.
Sim, há pessoas num estado de desequilíbrio tão avançado, enfermos da alma, que só conseguem agir dessa forma, infelizmente. Ainda irão despertar, ainda terão que se corrigir e arcar com suas responsabilidades, mas não será o ódio, nem a vingança, que irão conseguir esse intento.
Por isso, siga adiante... Você é maior do que tudo isso. Você não merece viver encarcerado no ódio. Pense em sua saúde, pense em sua família, nos que o amam verdadeiramente. Esses lhe querem ver bem, e não adoecido.
É preciso ser maior do que a vingança, do contrário ela nos consumirá aos poucos.
Seja feliz!


Texto extraído de um panfleto dentro dos sacos de lixo Feliz.  

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Cuidado com os julgamentos!



Cuidado com os julgamentos!

Nossas atitudes ainda precisam ser criticadas e julgadas, apesar de nos ofendermos constantemente, quando somos expostos a essas situações. Mas, se não temos o discernimento correto, a intensão verdeira de melhoras, agimos mais por impulso do que por raciocínio lógico, necessitamos sim, de críticas e julgamentos.
Observando de uma forma bem comum, no nosso dia a dia estamos mais voltados para o incerto do que para o necessário..., o incerto são as ações duvidosas, as atitudes negligenciais em direcionadas ao nosso próximo, e tantas outras facetas que empreendemos na vida.
O necessário, é tudo que nos trás benefícios; as boas ações, os pensamentos elevados, a prática do bem, da caridade, o exercício da indulgência e outros tantos direcionamentos evolutivos que nos enobrecem e pré-dispõem a melhoras constantes.
Olhemos quantas criaturas sub-vivem, cercadas de dificuldades e enfermidades, sem sequer terem esperança de dias melhores?, Mesmo assim conseguem sorrir, estar em paz consigo mesmo, e se dão a honradez de agradecer a Deus por se acharem nessa condição. De onde vem toda essa aceitação?.
Estamos em constante conflito interno, pois muito nos custa aceitarmos nossas imperfeições e muito menos os julgamentos propostos perante as demostrações de inferioridade que se fazem nossas companheiras fiéis.
Avaliemos friamente os julgamentos, para não tirarmos conclusões apressadas e erradas, acarretando pra nós mais críticas, e desfeitas morais. Plantemos no nosso caminho as flores da compreensão, e da concórdia para que os dedos que apontam nossos erros, se transformem em braços abertos a nos buscarem no abraço fraterno e de verdadeira harmonia entre irmãos filhos de Deus que somos.

Muita Paz Luz a Todos
                                                                  Josefina

Do Livro - Vidas em Desalinho
Por - Josefina Brito
Psicografia - Pedro aguiar Filho

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Como Identificar Energias Negativa na sua vida

Excelente texto, podemos através de nossa positividade afastar o mal e as energias negativas. Como diz a dirigente da Tenda, temos que vigiar e orar.


Trabalhando tanto a distância, e também na minha vida pessoal, aprendi uma coisa: o Mal não tem poder, senão apenas o poder que damos a ele.
Meu amigo Luiz Ebling (Mestre) certa vez me falou sobre isso, mas levei um bom tempo pra entender na prática. Lembrando as palavras dele, o Mal é como um toque sutil que faz você desmoronar… Ele é extremamente inteligente e sedutor, mas vazio. Para que o Mal se concretize ele serpenteia ao nosso redor, esperando a oportunidade certa pra se fortalecer do nosso medo, raiva, nostalgia, saudade, tristeza… Como algo traiçoeiro, expande nosso mal-estar ou nossa imprudência até o ponto de nos afogar na negatividade, ou nos levar a ferir o outro e a nós mesmos.
Quando um trabalho de Magia Negra, por exemplo, é feito, ele gera uma carga, uma “programação” que vai até o alvo, e fica pairando, e então ao baixar a guarda, a pessoa absorve. Não devemos ter medo do mal feito, nem das entidades negativas… Precisamos aprender a pensar nisso tudo como uma casa cheia de poeira e que precisa ser limpa: energias que devem ser purificadas e removidas, e só.
Há pessoas que com a força do seu pensamento e do seu sentimento conseguem lançar verdadeiros feitiços, pragas e maldições. Elas podem até não fazer isso conscientemente, mas conforme ficam no ressentimento e no pensamento obsessivo de vingança, ciúme, inveja, funcionam como injetores de má energia. Do mesmo modo, podemos estar contaminados dessas energias densas sem nos darmos conta, até aqueles que nem acreditam na espiritualidade ou na eficácia de tais empreendimentos.
Alguns dos sinais de que tenho visto trabalhando com pessoas e negócios à distância, de que há “algo” presente:
– Acordar automaticamente com ideias negativas;
– Do nada começar a pensar em ideias de morte, briga, rancor ou de auto-punição;
– Ausência de vontade de voltar pra casa ou pro serviço (quando o Mal foi direcionado pra lá);
– Um pensamento súbito de não querer ir a um lugar que você tem certeza que sempre te faz bem (igreja, parque, centro espírita, natureza, amigo, etc.);
– Uma sensação de peso nos ombros e opressão geral;
– Objetos que começam a parar de funcionar, quebrar e cair das mãos, repetidamente;
– Adoecimento de animais de estimação (que captam primeiro), plantas e crianças que começam a “sair” do seu comportamento habitual de uma hora pra outra;
– Sonhos que trazem nossos piores receios à tona.
– Facilidade de se irritar, evitar e tratar mal uma pessoa (quando o Mal foi direcionado a ela);
– Mau cheiros que surgem, passam, e principalmente provocam uma sensação de tensão (podre, fezes, carniça, cigarro, perfume ruim, etc.);
– Objetos que desaparecem e surgem em outros lugares, ou se perdem pra sempre (inclusive dinheiro), várias vezes;
– Entre outros.
Como tenho explicado pras pessoas existe uma espécie de Lei da Intensidade. Não importa o seu problema: aquilo que você gerou na sua vida de ruim, você tem a capacidade de gerar no bom e na mesma intensidade. Portanto essas pessoas que produzem fenômenos que alimentam o Mal direcionado a alguém, perdem tempo de abençoar ao outro e suas vidas, pois a Lei do Retorno sempre nos trás de volta aquilo que doamos. O Mal que atinge alguém com sucesso sempre cobra seu preço na vida da pessoa que o enviou, seja na vida afetiva, material, profissional, familiar, ou qualquer outra.
O motivo de absorvermos o Mal e de ele às vezes repetidamente vir até nós, e de ser permitido que isso aconteça, é que precisamos aprender a fechar essas portas que o permitem passar e agir. Em primeiro lugar é necessário orar e vigiar; em segundo, é preciso estar muito consciente dos nossos pontos fracos: eu me irrito facilmente? Eu me contrario facilmente? Eu me deprimo facilmente? O que fazemos conosco de ruim, o Mal usa para nos atingir e enfraquecer, a ponto de nos cegar que há algo além de nós somando uma força ao mal-estar que estávamos sentindo.
Por último, quero dizer que também na minha experiência não existe Mal que resista à Luz. A Luz sim tem um Poder imenso e incrível, é um estalar de dedos pra fazer cair uma falange da pesada, ou fazer dispersar uma carga negativa que as Trevas estão mobilizando. Porém, para que a Luz possa agir precisamos permitir sua ação, e precisamos aprender a ancorar cada vez mais sua presença.
Quando percebermos que há algo estranho no ar, através dessas sensações e sinais, devemos buscar então nossa fé: aquilo que nos liga à Luz, pedindo o afastamento e a limpeza. Quando identificamos no outro ou no local que estamos, a mesma coisa. Não raro em poucos minutos sentimos uma leveza, e até mesmo uma sensação de alívio, ou um arrepio, ou um calor… Os mais sensíveis às vezes veem até quem enviou a carga. E é preciso aprender a perdoar, e a não dar bola, porque quando damos importância ao Mal, literalmente importamos mais dele pra nossa vida. Lembre-se sempre de que onde algo nos atingiu, há uma fraqueza na nossa energia, portanto o Bem usa isso pra nos fazer desenvolver nossa lucidez, atenção, e nos fortalecermos com a ajuda das Forças do Bem.
Acenda a Luz em você, peça que a Luz da Vida abençoe sua casa, seu trabalho, ou a pessoa que você percebe enredada… Pode ser isso que vá fazer toda diferença hoje.
Que Deus ilumine e abençoe a todos nós!
Tirado do site: Ponto Zero

Chico Xavier e os Espíritos Obsessores

Todo médium deve vigiar e orar. Ser médium não é fácil, sofremos uma série de investidas dos inimigos espirituais que não gostam de ver o bem prevalecer. Por isso quando perceber que seus pensamentos não estão condizendo com o que diz a doutrina espírita, pare, reflita e lute para permanecer no caminho certo.  Postarei aqui um texto do grande médium Chico Xavier, onde ele relata os ataques que durante o tempo todo foi vítima. Preste atenção e use-o como exemplo. 




 Em conversa reservada conosco, em sua casa, Chico certa vez  disse:

"Eu já sofri, meu filho, o assedio de muitos espíritos que, de todas as maneiras, tentaram comprometer a tarefa do livro por nosso intermédio; os Bons Espíritos, Emmanuel, sempre estiveram comigo, mas nunca me isentaram das lutas que são minhas...

Houve época em que o assedio deles, dos espíritos infelizes, durava semanas e até meses; eles queriam que eu abandonasse tudo...

Ora, deixar tudo para fazer o que?
Colocavam idéias estranhas na minha cabeça - deitava-me e levantava-me com elas, mas eu não podia parar...

Perguntava a Emmanuel, ao Dr. Bezerra, se alguma coisa poderia ser feita, porque eu não estava agüentando; eram perturbações no espírito e sinais de doença no corpo, doenças-fantasmas evidentemente, dores por todos os lados, um pavor inexplicável da morte...

Eles me diziam que eu tivesse paciência, porque, com o tempo, tudo haveria de passar.
Mas não passava...

Às vezes, para mim, um dia parecia uma eternidade.
Então, não me restava alternativa, há não ser continuar trabalhando sob aquela pressão psicológica tremenda.
Escutava espíritos perturbadores gargalhando aos meus ouvidos, me ironizando - e eu já estava na mediunidade havia um bom tempo!...

Na hora do serviço da psicografia, eles desapareciam, mas depois, voltavam.
Eu não podia viver em transe: tinha que cuidar da vida.

Apanhei muito dos espíritos inimigos da Doutrina, não a socos ou pontapés, mas a alguma coisa equivalente...
Não foi fácil.
Somente a custa de muita oração e trabalho na caridade é que fui me desligando naturalmente daqueles pensamentos.
Não pensem que tudo para mim, na mediunidade, tenha sido um mar de rosas; por vezes, eu me sentia sitiado - de um lado, a incompreensão dos encarnados e, de outro, o assedio espiritual que, em verdade, em maior ou menos grau, todo médium experimenta. "

E prosseguiu:

"Já conversei com muitos companheiros de valor na mediunidade que estavam estreitamente vampirizados pelos espíritos, que a eles pareciam colados, como se estivessem sugando a sua energia mental...
Não é brincadeira.
Os espíritos, em maioria, quando deixam o corpo, ficam por aqui mesmo.
Poucos são os que acham o caminho para as Dimensões Mais Altas...
O médium que não persevera na tarefa e que, doente como estiver, não procura cumprir com os deveres acaba anulado pelos seus desafetos invisíveis de outras vidas...

Emmanuel me perguntava:

- "Chico, o que é que você tem?"

Eu respondia a ele:

- "Estou triste, deprimido..." então, vamos trabalhar - me respondia -, porque, se não trabalhar, eu não posso ficar pajeando você...
" Foi assim que eu me habituei a trabalhar quase sem nenhum descanso. Como é que eu ia parar?!

Certa vez, os espíritos que me assediavam me levaram a ficar de cama: comecei a tremer, ter febre alta,e não era doença nenhuma.

Ainda bem que, de modo geral, a Humanidade vive alheia a influencia mais incisiva dos espíritos obsessores, oferecendo obstáculos à sintonia com eles, pois, caso contrário, a casa mental dos homens seria invadida...

Por este motivo, explica Emmanuel, os médiuns necessitam de vigilância dobrada.

Hoje, eu já me sinto um tanto mais calejado - as cicatrizes são tantas que os espíritos não encontram mais lugar para bater..." (Risos)

E arremata, bem humorado:

- "Hoje, eu já estou praticamente morto: eles não vão se preocupar com um... cadáver, não é?"

Salve Chico Xavier!

Tirado do site: Veg11

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Mediunidade, conceito e tipos




1. O que é um médium?
2. Como se dá a percepção das influências espirituais?
3. Como definir o papel da mente no fenômeno mediúnico?
4. Quais são os principais tipos conhecidos de mediunidade?
5. Que meio de comunicação espírita é considerado por Kardec o mais completo?



Texto para leitura


Que é ser médium
1. Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos.
2. Apesar disso, só chamamos de médiuns aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.
3. A percepção das influências espirituais se dá pelo fenômeno mental da sintonia, ou seja, nossa mente, sendo um núcleo de forças inteligentes, gera pensamentos plasmados que, ao se exteriorizarem, entram em comunhão com as faixas de idéias do mesmo teor vibratório, estabelecendo-se, assim, a sintonia mediúnica. Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos. 

Mediunidade e Doutrina Espírita

4. Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe tesouros morais e culturais. A mediunidade, pois, não basta por si mesma. Sendo uma faculdade própria da espécie humana, ela existe desde as épocas mais remotas, mas foi somente na Doutrina Espírita que ela encontrou um sentido mais elevado e disciplinado.
5. Como os historiadores informam, Sócrates referia-se ao amigo invisível que o acompanhava constantemente. Plutarco reporta-se ao encontro que Bruto teve certa noite com um de seus perseguidores desencarnados. Pausânias, no templo de Minerva, em Roma, ali condenado a morrer de fome, aparecia e desaparecia aos olhares de circunstantes assombrados, durante largo tempo. Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo.
6. Com o advento do Cristianismo, a mediunidade atingiu a sublimação com as manifestações provocadas por Jesus e, mais tarde, por seus apóstolos. E na Idade Média prosseguiu vitoriosa nos feitos de Francisco de Assis, nas visões de Lutero e nos desdobramentos de Tereza d’Ávila, para culminar, nos tempos modernos, nas prodigiosas manifestações de Swedenborg.
7. O dom mediúnico, por ser uma conquista evolutiva da Humanidade, não deve se limitar a mera produção de fenômenos. O médium consciente de seu papel precisa buscar disciplina e iluminação íntimas, para tornar-se um instrumento de progresso, com vistas à felicidade própria e coletiva. 

Tipos de Mediunidade

8. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para determinados fenômenos, do que resulta uma variedade muito grande de manifestações. As principais variedades de médiuns são: médiuns de efeitos físicos, médiuns sensitivos ou impressionáveis, médiuns audientes, médiuns videntes, médiuns sonambúlicos, médiuns curadores, médiuns pneumatógrafos e médiuns escreventes ou psicógrafos.
9. Os médiuns de efeitos físicos são aptos a produzir fenômenos materiais, como o movimento de corpos inertes, ruídos, pancadas, vozes diretas, materializações, transportes, etc. A mediunidade de efeitos físicos foi muito comum no surgimento do Espiritismo, com o objetivo de chamar a atenção dos encarnados para as coisas do Além, tal como ocorreu em Hydesville e depois na França, em meados do século passado.
10. Os Espíritos que se prestam a esse tipo de manifestação geralmente são de pouca evolução. Na verdade, são mais levianos do que maus, que se riem dos terrores que causam, agarrando-se a um indivíduo ou a um lugar por mero capricho ou com o propósito de se comunicarem com certas pessoas, para lhes dar algum aviso ou pedir alguma coisa.
11. Médiuns sensitivos ou impressionáveis são as pessoas suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos por uma impressão vaga, por uma espécie de leve roçadura sobre todos os seus membros, não apresentando caráter bem definido, visto que todos os médiuns são mais ou menos sensitivos. Esta faculdade pode adquirir tal sutileza, que aquele que a possui reconhece não só a natureza, boa ou má, do Espírito que está ao lado, mas até a sua individualidade, como o cego reconhece a aproximação de tal ou tal pessoa.
12. Os médiuns audientes ouvem a voz dos Espíritos, algumas vezes uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo, doutras vezes uma vez exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva, podendo até realizar conversação com os Espíritos, que podem ser agradáveis ou desagradáveis, dependendo do nível do Espírito comunicante.
13. Os médiuns falantes transmitem a mensagem espírita através da fala. Os Espíritos atuam sobre o órgão da fala, como atuam sobre a mão dos médiuns escreventes.
14. Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Alguns a possuem no estado normal, ou seja, acordados, lembrando-se do que viram, outros só a possuem em estado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo, que quase sempre é efeito de uma crise passageira. Ver os Espíritos durante o sono resulta de uma espécie de mediunidade, mas não constitui, propriamente falando, o que se chama vidência.
15. Médium sonambúlico é aquele que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com precisão, como os médiuns videntes. Podem conversar com eles e transmitir-nos seus pensamentos.
16. Médiuns curadores são aqueles que têm o dom de curar pelo simples toque, olhar ou imposição das mãos, sem o uso de medicação. É a ação do magnetismo animal que produz a cura, mas essa faculdade deve ser classificada como mediunidade porque as pessoas que possuem esse dom não agem sozinhos, mas são auxiliados por Espíritos que se dedicam a essa tarefa.
17. Médiuns pneumatógrafos são os que produzem a escrita direta, sem tocarem no lápis ou no papel. Já os médiuns escreventes ou psicógrafos transmitem a mensagem espiritual utilizando lápis e papel.
18. Falando sobre a psicografia, Kardec diz que, de todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais simples, o mais cômodo e o mais completo. Para esse meio devem tender todos os esforços, porquanto ele permite se estabeleçam com os Espíritos relações continuadas e regulares, como as que existem entre nós, e é por ele que os Espíritos revelam melhor sua natureza e o grau do seu aperfeiçoamento ou de sua inferioridade. 

Respostas às questões propostas

1. O que é um médium? R.: Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo e raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. No meio espírita, porém, só chamamos de médiuns aqueles em que a faculdade mediúnica se mostra caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.

2. Como se dá a percepção das influências espirituais? R.: A percepção das influências espirituais se dá pelo fenômeno mental da sintonia, ou seja, nossa mente, sendo um núcleo de forças inteligentes, gera pensamentos que, ao se exteriorizarem, entram em comunhão com as faixas de idéias do mesmo teor vibratório, estabelecendo-se, assim, a sintonia mediúnica. Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos.

3. Como definir o papel da mente no fenômeno mediúnico?
R.: A mente se acha na base de todas as manifestações mediúnicas. Em face disso é ao médium imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe tesouros morais e culturais.

4. Quais são os principais tipos conhecidos de mediunidade? R.: As principais variedades de médiuns são: médiuns de efeitos físicos, médiuns sensitivos ou impressionáveis, médiuns audientes, médiuns videntes, médiuns sonambúlicos, médiuns curadores, médiuns escreventes ou psicógrafos e médiuns pneumatógrafos.

5. Que meio de comunicação espírita é considerado por Kardec o mais completo? R.: A psicografia.

Bibliografia:


O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 159, 160, 164, 165, 166, 167 e 172. 
O Livro dos Médiuns, 
de Kardec, itens 90 e 178.
Nos Domínios da Mediunidade,
 de André Luiz, pág. 18.
Mecanismos da Mediunidade
, de André Luiz, pág. 13.

Retirado do site
http://www.oconsolador.com.br/19/esde.html

sábado, 12 de março de 2016

Falando de morte para crianças






Faltam-nos palavras certas para falar sobre morte às crianças. Afinal, por mais religiosa que uma família possa ser ninguém parece preparada para enfrentar esse momento. 

Pronto, te matei! Através de brincadeiras a criança extravasa sua energia sem saber o significado da palavra morte, matar ou morrer. Depois que um elimina o outro elas se revezam no papel e alegria continua. Muitos se divertem arrancando asas de borboletas, matando formigas, porque não associam esta destruição à morte.

O verdadeiro sentido da morte (absolutamente natural e inevitável) só chega à criança quando alguém próximo acaba falecendo. Então, dispara as perguntas do tipo: O que é morrer? Por que ele foi embora? Não volta mais? Por que o médico não conseguiu curar? Vocês também vão morrer? E eu?...

Essa situação se tornaria menos traumática se as pessoas não negassem a existência da Morte e a questão fosse discutida com os filhos.

Mas não em tom solene e sussurrante como se fosse algo sagrado ou proibido. Isso só serviria para aumentar as dúvidas e a ansiedade.

O ideal é utilizar acontecimentos concretos do dia a dia. Quando a criança arranca uma flor, convém explicar que não deve agir assim porque machuca a plantinha.

Que ela tem o seu tempo de nascer, crescer e murchar. Além disso, merece desfrutar do seu período no jardim da melhor forma. O mesmo se aplica àqueles que afogam pintinhos, corta o rabo da lagartixa.

Diante da morte do animal de estimação a família é obrigada a conversar sobre o assunto. Do ponto de vista afetivo, não há diferença entre animal e ser humano para crianças menores. Então, porque não recorrer ao mesmo ritual usado pelos humanos, não jogar o peixinho no vaso sanitário, não jogar o passarinho no lixo. Tais medidas passam idéias de que os mortos não valem nada.

A doença, a morte e o velório de Mário Covas, expostos todos os dias na TV, foram acompanhados por crianças e adultos sentados no mesmo sofá, às vezes, no colo.

Para os especialistas, esse velório coletivo e familiar, é uma vivência importante para as crianças. Ajudará a reduzir sentimentos de culpa e facilitará o diálogo no caso da morte em família.

As crianças muitas vezes se sentem responsáveis pela morte de um ente querido. Visto que ela, numa ou noutra ocasião, talvez se tenha zangado com a pessoa que morreu, podendo chegar a crer que as idéias ou palavras zangadas causaram a morte dele.

Não hesite em usar palavras reais, tais como “morto” e “morte”. Não ajuda nada dizer que o falecido foi fazer uma longa viagem. O que mais preocupa a criança é o medo de ficar abandonada, especialmente quando o pai ou a mãe morreu. Dizer-lhe que a pessoa falecida foi fazer uma longa viagem pode apenas reforçar o sentimento de abandono da criança e ela pode raciocinar: “Vovô foi embora e nem mesmo se despediu”. Tenha também cuidado, com as crianças pequenas, quanto a dizer que a pessoa falecida foi dormir. As crianças tendem a tomar as coisas de forma bem literal, podendo associar o sono com a morte.

O importante é falar com acolhimento, mas sem omitir os fatos. “A realidade de morte tem fim, o imaginário da criança é infinito”.

As tentativas de poupar a criança do sofrimento que acompanha a morte podem fazer com que ela não aprenda a lidar com as perdas. Esconder é a pior atitude que um adulto pode tomar, pois significa negar a morte e ensinar a criança a agir da mesma forma.
 

“A criança experimenta o sentimento de perda desde cedo ao ter desejos não realizados. Tomar atitudes para mostrar que nem tudo acontece com os nossos desejos e que nem sempre podemos manter o que temos é um jeito de ensinar a criança a lidar e a conviver com a morte”, diz o psiquiatra Miguel Roberto Jorge.
 

A compreensão que a criança tem do assunto depende da personalidade, do amadurecimento próprio da idade e da ligação mantida com a pessoa que morreu. Por isso ela mesma se encarregará de estabelecer parâmetros para mostrar o que consegue entender. “A criança vai perguntando o que precisa saber. Não é necessário fazer uma explicação filosófica para explicar o que representa morte”.
 

Para ajudar as pessoas próximas a entender e tentar amenizar o sofrimento dos pequenos nesse momento difícil, a Academia Americana de Pediatria preparou um guia sobre a percepção de morte em diferentes idades.
 

Até 2 anos

A criança percebe a morte como separação ou abandono. Ela pode reclamar os cuidados da pessoa que se foi ou se sentir desamparada, mas não terá o real entendimento do que aconteceu.
 

2 a 6 anos

idade, a percepção é de um fato reversível ou temporário. A criança tende a achar que a pessoa que morreu foi castigada.


6 a 11 anos

Começa a ser criada a percepção de que a morte é irreversível. Ainda assim é muito difícil para a criança lidar com a idéia de que a pessoa amada não voltará mais.
 

11 anos ou mais

A criança já vê a morte como universal, irreversível e toma consciência de que ela própria um dia vai morrer.
 

Contar a verdade e ao mesmo tempo transmitir segurança é a melhor maneira de lidar com a mais difícil das questões
 

O que fazer
 

Explicar o que aconteceu com delicadeza: O vovô morreu é melhor do que “o vovô está descansando”. Perguntar à criança se deseja ir ao enterro, tomando o cuidado de avisá-la que, no local, haverá um caixão e gente chorando.
 

Dizer de maneira simples o que ocorre com o corpo de quem morre: que ele é colocado em uma caixa especial, mais tarde enterrada num lugar que a família pode visitar, e que isso não é desconfortável, pois quem morre não sente mais dor nem medo.
 

A criança pode querer saber se ela também morrerá ou se os pais terão o mesmo destino. O que se pode fazer é reiterar que isso provavelmente vai demorar para acontecer e que os pais farão tudo o que estiver ao seu alcance para preservar a saúde dos filhos e a deles próprios.
 

Ficar atento a comportamentos de regressão ou de perda prolongada de apetite. Ao saber que o avô morreu porque estava velho, a criança pode reagir negando-se a crescer e, portanto, a morrer também. O sintoma persistente requer ajuda de especialistas.

Manter a rotina o mais inalterada possível. Diante da perda, as crianças menores costumam preocupar-se com aspectos concretos: “Quem vai me buscar na escola agora?” ou “Quem contará histórias para eu dormir?”

O que não fazer
 

Obrigá-la a comparecer ao enterro ou a ficar até o fim.
 

Não esconder nem exagerar a dor diante dos filhos. É preciso mostrar pesar na presença deles, tentando tomar o cuidado de não fazê-lo em intensidade capaz de levá-los a pensar que a situação está fora de controle.
 

Censurar comportamentos, que, à primeira vista, não parecem relacionados com o luto, como distração, desorganização ou hiperatividade. Pode ser uma forma infantil de expressar o sofrimento.
 

Tomar qualquer atitude logo depois da morte que reforce o sentimento de perda da criança, como mudar de casa ou transferi-la para outra escola. É preciso considerar de frente, com crianças e adolescentes, a idéia da morte, já que ela está logo à nossa frente e é justamente o que humaniza a vida. E, para os pais que professam uma religião e têm crenças a respeito do após-morte, também não há problema nenhum em transmitir isso a criança.
 

 Maria Cristina Mariante Guarnieri
http://marcoaureliorocha5.blogspot.com.br/2011/05/falando-de-morte-para-criancas.html

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Microcefalia


Por António Gonçalves

Os diversos casos de microcefalia que estão ocorrendo por todo o Brasil, e com mais intensidade no Nordeste, com os números cada vez mais aumentando, faz-nos indagar: por que isto está acontecendo?

Para nós espíritas isto não é por acaso. Na visão da Doutrina Espírita esta situação enquadra-se nas chamadas provações coletivas, é um resgate coletivo. São espíritos que trazem necessidade de provas ou expiações semelhantes, nisto são atraídos a lugares ou situações, onde graves desequilíbrios destes espíritos são tratados em conjunto. Sobretudo nas doenças chamadas de congênitas, que a criança já traz ao nascer, não pode ser atribuída ao acaso ou a má sorte elas passarem por esta situação.

Há casos também em que esses espíritos reencarnam com este problema para ajudar os familiares a desenvolverem boas qualidades, a terem mais paciência, para desenvolver o cuidado pelo próximo, a compaixão, a generosidade...

O Espiritismo nos esclarece que estamos num mundo de efeitos, de consequências, onde percebemos que na reencarnação encontra-se o “por que” para compreendermos o que está ocorrendo, as causas e as consequências.

Nas questões 132 e 133 de O Livro dos Espíritos, encontramos os seguintes esclarecimentos: Que Deus impõe a encarnação com o objetivo de fazer os espíritos chegarem a perfeição. Para alguns a encarnação é uma expiação, para outros é uma missão. Todavia, para alcançarem essa perfeição, devem suportar todas as vicissitudes da existência corporal; nisto é que está a expiação. (...)
Todos nós necessitamos de reencarnarmos, pois todos nós fomos criados simples e ignorantes; instruímo-nos nas lutas e nas tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não poderia fazer a alguns felizes, sem dificuldades e sem trabalho e, por conseguinte, sem mérito. Os espíritos que seguem o caminho do bem alcançam mais depressa o objetivo. Aliás, as dificuldades da vida, frequentemente, são consequências da imperfeição do espírito; quanto menos tenham de imperfeição, menos tem de tormentos. (...)

Estamos vivenciando um momento crucial no progresso do planeta Terra, e no nosso progresso. Esta é a encarnação que melhor nos preparamos através das outras encarnações. É a grande chance e a grande oportunidade para nos tornamos indivíduos melhores. E para esses espíritos que nasceram com o corpo físico com microcefalia é uma grande oportunidade de reajuste de dividas passadas, é uma reencanação impar para eles, mesmo que seja por breve instantes, ou pela experiência de passar por isso, ou que vivam por anos; tanto para eles como para os familiares .

Sabemos que a Terra está passando pela mudança de uma Era para outra, deixando o mundo de Provas e Expiações para o mundo de Regeneração. Tudo que estamos vivenciando seja desencarnes coletivos, seja reencarnações de resgate coletivo, é para acelerar o processo de quitação de divida do mundo em estagio de Provas e Expiações, pois não se pode chegar um novo estagio moral na Terra com as dividas e os sofrimentos atuais. Só irão ficar na Terra os espíritos que assumirem o compromisso com o bem, espíritos com a moral adequada para habitar o mundo em estagio evolutivo de Regeneração. Por isso que as dividas tem que serem pagas, e por isso que está havendo esse aceleramento para o pagamento dos débitos desses espíritos, e tudo isso acontecendo por meio da Lei de Causa e Efeito, da ação e da reação.

Assim, os débitos de vidas anteriores que tal espírito contraiu e acarretou tal deficiência, é sanado com essa atitude de encarnar com a microcefalia. Décadas atrás a incidência de casos de deficiência física era muito grande, e se apresentando de diversas formas as deficiências físicas, atualmente os espíritos estão nascendo com doenças emocionais, psíquicas, é a mente que está sofrendo atualmente. Tendo diminuído os casos de deficiência física, pois os espíritos que precisavam passar por tais circunstancias já terem quitado tal divida, contraída por erros em vidas passadas. É por isso que esta é a grande chance, quem sabe uma das ultimas chamadas para esses espíritos quitarem suas dividas e a dos seus familiares por meio da microcefalia.

Deus sempre Escreve Certo e Seu Amor e Justiça nunca falham. Temos que entender que os espíritos desses bebês, são espíritos que já viveram muitas outras vidas, com erros e acertos. Os aspectos espirituais por trás desta situação é que são espíritos que precisam passar pela experiência da microcefalia, é como se fosse um processo de cura para as dificuldades espirituais desses espíritos.

Que as mães não abortem esses bebês de forma alguma, porque se houver um caso na família de microcefalia é porque a família necessita desta experiência para desenvolver boas qualidades. Porque se nascer na família um bebê com alguma deficiência física é necessidade da família e do bebê. A família tem que se doar, porque tudo tem uma razão de ser. É a Justiça Divina atuando, mesmo que não compreendemos atualmente, para que alcancemos a luz.

Que as mães, os pais e os familiares agradeçam a Deus por esta oportunidade bendita, por receber estes espíritos sofredores, que vão precisar dos seus pais, responsáveis, familiares, de todo o amor, carinho, da servidão, para se dedicarem a estes espíritos, dando condição a eles de cura para o espírito, através desta oportunidade. Quando servimos crescemos. É um crescimento mútuo, para os pais e para o filho, muitos casos podem ser resgates de dividas dos pais com os filhos de outras vidas, outros casos os bebês podem assim nascer para sensibilizar os pais e familiares, e outros podem ser a necessidade do espírito de nascer desta forma e os pais o acolhem para ajuda-lo e isto já foi estabelecido no plano reencarnatório, antes dos pais e filhos nascerem.

Que esses casos sirvam para a sociedade em geral, para sensibilizar-nos e nos voltarmos mais para o bem, para o amor, para a caridade... Uma nova era está chegando, e temos que cada dia sermos pessoas melhores. O tempo urge, e os trabalhos estão sendo acelerados. Colhemos o que plantamos isto através dos séculos, isto é a lei de causa e efeito, ação e reação. Mas, sobretudo, confiemos em Deus Pai. E nos ensinos de Mestre Jesus, pois Ele afirmou: “Das ovelhas que meu Pai me confiou, nenhuma se perderá.”

“Estamos certos de que Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que o amam, dos que foram chamados conforme seu plano.“ (Romanos 8:28)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Tudo Passa - Chico Xavier

                                         
Todas as coisas, na Terra,
passam...
Os dias de dificuldades,
passarão...
Passarão também
os dias de amargura
e solidão...
As dores e as lágrimas
passarão.
As frustrações
que nos fazem chorar...
um dia passarão.

A saudade do ser querido
que está longe, passará.


Dias de tristeza...                    
Dias de felicidade... 
São lições necessárias que,
na Terra, passam,
deixando no espírito imortal
as experiências acumuladas.

Se hoje, para nós,
é um desses dias
repletos de amargura,
paremos um instante.

Elevemos
o pensamento ao Alto,
e busquemos a voz suave
da Mãe amorosa
a nos dizer carinhosamente:
isso também passará...

E guardemos a certeza,
pelas próprias dificuldades
já superadas,
que não há mal
que dure para sempre.

O planeta Terra,
semelhante
a enorme embarcação,
às vezes parece
que vai soçobrar
diante das turbulências
de gigantescas ondas.

Mas isso também passará,
porque Jesus está
no leme dessa Nau,
e segue com o olhar sereno 
de quem guarda a certeza
de que a agitação
faz parte do roteiro
evolutivo da humanidade,
e que um dia também passará...

Ele sabe que a Terra
chegará a porto seguro,
porque essa é a sua destinação.

Assim, 
façamos a nossa parte
o melhor que pudermos,
sem esmorecimento,
e confiemos em Deus, 
aproveitando cada segundo, 
cada minuto que, por certo...
também passarão..."
" Tudo passa...exceto DEUS!"

Deus é o suficiente!

Chico Xavier - Emmanuel

terça-feira, 12 de janeiro de 2016



Imaginar é uma mola propulsora dos processos de experiências. Na medida em que vamos imaginando (pensando), vamos fertilizando o fluxo dos nossos pensamentos, isso vai nos facultar pelo processo de indução as experiências que com tempo assumiremos e vivenciaremos. Vemos aí a importância da imaginação, com ela, nós amealhamos do Universo as forças com as quais se sintonizam os nossos pensamentos. Nós acabamos acreditando intimamente em tudo que pensamos, até que nos faculta a vivência da experiência imaginada. (se pensarmos que somos infelizes acabaremos sendo. Que somos azarados seremos. Que nunca alcançaremos nossos objetivos, certamente isso acontecerá).O campo da imaginação é importantíssimo, todos nós temos a capacidade de imaginar. Feito isso, lançamos a vontade no pensamento, este capta valores e energias iguais no universo para nossa vida, (os iguais se atraem). Daí a importância de nos instruirmos com boas referências, bons sentimentos, boas energias, para que captemos sugestões de espíritos elevados, pois, com pensamentos de baixa vibração, estaremos em conexão com o mundo inferior e com péssimas companhias. Tudo depende de nós. Bons pensamentos para todos.

Estudo do livro: Exilados de Capela.
Youtube 4º vídeo de estudo.

Tentação


"Tentação será sempre um problema de convicção em nós. É a projeção de nossas Fraquezas e Inseguranças, que enxergamos nas situações e pessoas que afirmamos nos abalar os supostos intuitos maiores de ascensão".
          André Luiz.

- Você só é tentado quando não tem certeza do que realmente quer.